Troca de incentivos

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou, na última quarta-feira, um projeto de lei que estende créditos fiscais para encorajar a produção de energias renováveis no país, como a solar e a eólica. Orçado em mais de 17 bilhões de dólares, o projeto seria financiado pelo fim dos incentivos fiscais de produtores de petróleo e gás natural. Para os democratas, que defendem a lei, as petrolíferas não precisam mais do incentivo, já que estão com tudo em cima devido à alta do barril de petróleo. Já os republicanos se mostraram contra a proposta. Eles argumentaram que o país não produz o suficiente e ainda é dependente da importação, o que significa que o fim dos incentivos seria uma loucura. Segundo o jornal New York Times, a Casa Branca não deve aprovar o projeto de lei, já que medidas similares foram vetadas anteriormente.

Por Redação ((o))eco
28 de fevereiro de 2008

“Erro de 100%”

Uma varredura feita a mando do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, nos municípios do norte do Estado indicou que os dados do desmatamento apontados pelo Inpe podem estar 100% errados, segundo notícia do jornal Folha de S.Paulo. Em Marcelândia, cidade apontada como líder no ranking de derrubadas na Amazônia nos últimos cinco meses, todos os pontos identificados como desmatamento recente são antigos, fruto da interpretação equivocada das imagens de satélite, ou mesmo inexistente, de acordo com a turma de Maggi. A conclusão também se aplicaria a outros 79 pontos dos dois municípios do MT que integram a lista dos 36 maiores devastadores. A maior parte das áreas, de acordo com o governo estadual, havia sofrido queimadas. Outras foram abertas em anos anteriores e houve casos em que imagens da ação de uma praga de pastagens foram interpretadas como sendo novas derrubadas. O Inpe afirmou que sustenta os resultados divulgados e que está aberto para debate técnico.

Por Redação ((o))eco
28 de fevereiro de 2008

Fim da linha

As lâmpadas incandescentes não estão agradando em Portugal. O governo já estipulara a cobrança de uma taxa extra aos consumidores, para compensar em medidas de eficiência energética, mas os ambientalistas querem mais. A Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) pretende sumir de uma vez por todas com o produto das prateleiras. Para isso, a entidade entregou uma carta ao Ministério da Economia e Inovação repleta de argumentos para que, até 2011, as incandescentes sejam banidas do país. De acordo com o documento, as lâmpadas fluorescentes reduzem o consumo de eletricidade em 80% e, se substituíssem as convencionais, deixariam de emitir todo ano mais de 680 mil toneladas de carbono. Segundo as contas dos ambientalistas, o estado economizaria 13 milhões de euros anualmente. A notícia é do site português Público.

Por Redação ((o))eco
28 de fevereiro de 2008

Amazônia em (mais) números

A divulgação de mais alguns números sobre a Amazônia ratifica a tese de que nossas florestas estão esquecidas. Um estudo feito pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, revelou que apenas 4% do território da Amazônia Legal é regularizado. O trabalho, baseado em dados do Incra e entrevistas com funcionários de órgãos públicos e produtores, indica que 31% do território é supostamente privado sem validação de cadastro. Neste índice estão incluídos os posseiros (7,6% ou 400 mil km²), os processos em trâmite e sem informação (10,7% ou 560 mil km²) e aqueles arquivados por falta de validação do documento (3,9% ou 206 mil km²). O problema, segundo o Imazon, remete ao governo militar e seu lema "integrar para não entregar" e à falta de cuidados e organização do Incra.

Por Redação ((o))eco
28 de fevereiro de 2008

Sujou, pagou

Se as companhias chinesas continuarem a poluir os rios, as consequências podem chegar ao bolso de alguns executivos. Uma notícia da imprensa local, veiculada pela revista Grist, revela que os legisladores do país asiático pretendem reduzir o salário dos chefes de empresas poluidoras como forma de estancar a sujeira nas águas. Os homens da lei argumentam que os chefões têm responsabilidade direta pelo que as companhias lançam nos rios e, assim, estariam cortando o mal pela raiz.

Por Redação ((o))eco
28 de fevereiro de 2008

Polêmica

O fechamento de cavernas pelo Ibama no estado de São Paulo já começou a gerar polêmicas com o governo local. Como noticiou O Eco, há uma semana estão proibidas as visitas em todas as cavernas paulistas. Responsável pela determinação, o Ibama multou a Fundação Florestal paulista por ainda não ter desenvolvido os planos de manejo das grutas. O Vale da Ribeira, um dos locais atingidos, possui o maior conjunto de cavidades reunidas em todo o Brasil. Ao todo, são 404 unidades subterrâneas, sendo que 46 delas estavam abertas ao turismo.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Plano de manejo

Segundo o Ibama, desde 2001 o Ministério Público exige um plano de manejo para o Vale do Ribeira, que deveria incluir, além das regras de visitação, normas técnicas de exploração e conservação das cavernas e entorno. No entanto, o embargo foi feito somente agora porque o órgão esperava a autorização de sua procuradoria jurídica. O valor da multa será de 30 mil reais

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Sem prazos

Ainda segundo o Ibama, não é possível falar em prazos para a reabertura das cavernas. Isso porque, quando concluído o plano de manejo, ele ainda deverá ser avaliado pelo Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas, hoje vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Os autuados têm prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Estado contra

Para o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano, o Ibama tomou uma decisão precipitada ao embargar a visitação turística de todas as cavernas da região do Vale do Ribeira. Segundo ele, o Estado deverá recorrer da decisão.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Pegada Ecológica além-túmulo

Este assunto das emissões de carbono vai ficando mais complicado a cada dia que passa. A última novidade vem de além-túmulo: a cremação pode ser uma fonte significativa de emissões de gases do efeito estufa e de poluentes, segundo a Cremation Association of North America.Segundo estudo divulgado pelo DeSmogBlog, a energia necessária para cremar um corpo humano equivale à quantidade de combustível que um automóvel consome em 7,7 mil quilômetros. E o problema não fica por aí: a cremação causa a emissão de volumes significativos de metais pesados tais como o cádmio, chumbo e mercúrio, presentes em marca-passos e em obturações. Funeral no mar talvez seja uma alternativa mais palatável.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Nada bom

O Ibama do Rio Grande do Sul sobrevoou nesta quarta o Parque Nacional da Lagoa do Peixe e a Estação Ecológica do Taim, no sul do estado, e não gostou nem um pouco do que viu. Foram avistados cerca de 30 barcos pescando no mar da região, muitos irregularmente dentro das 3 milhas náuticas da Lagoa do Peixe. A maioria era de Itajaí (SC), segundo o órgão ambiental.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008

Multas para todos

A madeireira levou multas que somam R$ 138 mil. Já as empresas que venderam as madeiras no Pará está sendo autuadas em R$ 173 mil. O fantástico transporte Norte-Sul está sendo investigado, e tudo vai parar no Ministério Público Federal. O próprio Ibama admite que é importante destacar a responsabilidade do Rio Grande do Sul no desmatamento da Amazônia, como estado consumidor de madeiras tropicais.

Por Redação ((o))eco
27 de fevereiro de 2008