Em bases ilegais

Para o deputado que no mesmo discurso pede mais diálogo com o governo e mais políticas públicas para a Amazônia, termina sua fala afirmando que “estamos dando um tiro no pé, inviabilizando a agricultura e a pecuária neste país”, se a operação de fiscalização acontecer.

Por Redação ((o))eco
25 de fevereiro de 2008

Ode ao desmatamento

Em seu programa de rádio, o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO), fez inflamado discurso contra a mega operação de fiscalização anunciada pelo governo federal nos 36 municípios que mais desmataram a Amazônia no ano passado. Disse, por exemplo, que o governo precisa olhar para os milhões de moradores da região, e não apenas “índios, comunidades tradicionais, quilombolas e seringueiros”. E que se a investida que terminou em confusão semana passada em Tailândia (PA) chegar a Rondônia, uma tragédia pode acontecer.

Por Redação ((o))eco
25 de fevereiro de 2008

E agora, José?

Depois de O Eco mostrar que um parecer da Advocacia Geral da União pode melar os planos governistas de limpar a ficha de quem desmata a Amazônia, foi a vez do ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega jogar água nos planos de Marina Silva, que queria cortar financiamentos públicos de quem derruba a floresta. Segundo ele, uma lei de 1965, mesmo ano do Código Florestal, dá sinal verde a proprietários rurais para receberem créditos sem ter pago "obrigações fiscais ou da previdência social, ou declaração de bens ou certidão negativa de multas por infringir o Código Florestal".

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25 de fevereiro de 2008

Aplicação da lei

A operação, que passou a semana nos holofotes, é apenas mais uma das fiscalizações que ocorrem na Amazônia lideradas pelo Ibama, e com eventual apoio dos governos estaduais e polícia federal. Vai conferir se os produtos nos pátios das madeireiras estão de acordo com os créditos que a empresa pode comercializar, notas fiscais, e desmatamentos recentes em campo. A diferença é que agora o aparato é bem mais robusto.

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25 de fevereiro de 2008

Biomassa energética

Curitiba, São Sebastião (SP) e Salvador foram as cidades escolhidas para sediar o Simpósio Internacional de Biomassa, que acontece nos dias 3, 5 e 7 de março respectivamente. O evento reunirá especialistas para discutir alternativas para produção mais barata de energia.

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25 de fevereiro de 2008

Pressão na Bahia

O blog do jornalista baiano Efraim Neto traz nesta segunda uma reportagem assinada por seu conterrâneo Domingos Ailton denunciando pressões do deputado federal Roberto Brito (PP-BA) em Jequié (BA) contra um inspetor da polícia rodoviária federal, que realizava fiscalização sobre transporte ilegal de madeira de Caatinga e Mata Atlântica. Insatisfeito com a conduta do inspetor, o deputado teria articulado sua transferência e colocado um afilhado na chefia da delegacia na cidade.

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25 de fevereiro de 2008

Com fé

O município de Aparecida, no interior de São Paulo, firmou uma parceria com o governo estadual para solucionar os problemas relativos ao aterro sanitário municipal e ao tratamento do esgoto doméstico, que hoje é lançado perto do local de captação de água da cidade, no Rio Paraíba. Como o atual aterro de Aparecida funciona em área doada pelo Santuário Nacional, a igreja também participou da assinatura dos termos do compromisso, na última sexta-feira. Durante o encontro, o arcebispo Dom Raymundo Damasceno Assis demonstrou seu apoio para que a população da cidade e os milhares de romeiros que visitam o Santuário sejam beneficiados.

Por Redação ((o))eco
25 de fevereiro de 2008

Espelhos

O documentário "S.O.S Aquecimento Global", que estreou no último domingo no canal de televisão National Geographic, analisa soluções no mínimo interessantes para frear o aquecimento global. Entre elas está o uso de um milhão de espelhos que, voltados para a atmosfera, ajudariam a bloquear os raios solares e, assim, contribuiriam para a diminuição da temperatura do planeta. Baseado no livro "Six Degrees", do jornalista inglês Mark Lynas, o documentário também acompanha a vida de pessoas comuns e cientistas para descobrir sinais das mudanças climáticas e traz gráficos e animações sobre os efeitos do aumento da temperatura nas várias regiões do globo. O programa vai ao ar todos os domingos, às 21h.

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25 de fevereiro de 2008

A céu aberto

O Córrego Pirarungaua, um dos formadores do Riacho do Ipiranga, em São Paulo, começa a ser revitalizado nesta segunda-feira. As obras trarão à luz as águas que corriam por um canal subterrâneo construído na década de 1940, que não comporta mais a vazão do canal. Como a nascente do Pirarungaua encontra-se dentro do Jardim Botânico, a instituição ficará fechada durante a semana até as obras serem concluídas.

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25 de fevereiro de 2008

Conta conjunta

Ninguém quer pagar a conta do desmatamento na Amazônia. Ainda mais quando as árvores derrubadas garantem, por ano, R$ 2 bilhões aos cofres do estado, como é o caso do Pará. Em entrevista ao jornal O Globo, a governadora Ana Julia Carepa destaca que os cortes ilegais representam 7% do PIB paraense. “Imagine se quero destruir a economia do meu estado! Alguém tem que pagar a conta”, disse. Ana Julia, porém, defende que haja outras atividades econômicas para a população local, e diz que vai entrar com ações sociais para atrair os que hoje vivem de derrubar florestas. Mas insiste que essa transição só vai ocorrer no Pará se o restante do país meter a mão no bolso para colaborar.

Por Redação ((o))eco
25 de fevereiro de 2008

Vida na internet

O ousado projeto de pôr na internet uma descrição detalhada de todas as espécies de seres vivos registradas no planeta está começando a ganhar forma. Anunciado ano passado, o projeto chamado “Encyclopedia of life” (Enciclopédia da Vida) ganha suas primeiras 30 mil páginas esta semana, com detalhes sobre peixes, pássaros e mamíferos. Mas segundo os cientistas envolvidos, este início representa uma pequenina parcela do que ainda vai ao ar. Organizada por instituições de pesquisa e museus de diversos países, a iniciativa pretende publicar na grande rede informações sobre 1,8 milhões de espécies, incluindo fotografias e mapas com a distribuição de cada uma delas. A notícia é da britânica Times.

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25 de fevereiro de 2008

Riqueza e ameaça

A corrida energética tem feito muitos países buscarem alternativas não muito ecológicas para o problema iminente da escassez de recursos. Um deles é o Canadá, que tem aumentado a extração de petróleo em suas "areias oleosas" do município de Alberta, no oeste do país. Lá, onde a reserva do óleo é considerada a maior do mundo, o problema é o alto custo da exploração, já que não se trata de uma fonte convencional de petróleo. Segundo matéria da revista britânica Prospect Magazine, reproduzida pelo UOL, a extração pode significar um ganho econômico para o Canadá muito grande. O problema é o custo ambiental: para se produzir um barril com as novas técnicas serão necessários 42 m³ de gás natural, enquanto o método tradicional demanda 21 m³. Além disso, dos cinco barris de água retirados do rio Athabasca para produzir apenas um barril de petróleo cru, menos de 10% é devolvido. Isso sem falar na mudança climática: extrair petróleo sintético gera três vezes mais gases de efeito estufa que a produção de petróleo convencional.

Por Redação ((o))eco
25 de fevereiro de 2008