Desastre à vista

Um navio turco que seguia pelo mar Adriático, ao largo da costa da Croácia, pegou fogo nesta quarta e ameaça naufragar. As 31 pessoas que estavam no cargueiro foram resgatadas, mas a ameaça ainda está a bordo: nada menos que 200 caminhões e centenas de toneladas de óleo e outros materiais perigosos podem afundar junto. Segundo especialistas consultados pelo International Herald Tribune, o estrago ambiental poderia levar anos para ser contornado. O governo local estuda maneiras de estancar o material caso o vazamento se inicie.

Por Redação ((o))eco
7 de fevereiro de 2008

Sopa de lixo

Uma imensa área no norte do Pacífico pode estar tomada por uma "sopa de lixo plástico" gigante com tamanho equivalente a duas vezes o do território dos Estados Unidos, diz o jornal britânico The Independent. Segundo o oceanógrafo Charles Moore, que descobriu a mancha, é possível que 100 milhões de toneladas de lixo estejam flutuando em uma área que se estende por cerca de 500 milhas náuticas, começando pelo oeste dos EUA e passando pelas águas do Havaí até quase chegar ao Japão. Os chefs responsáveis pela "sopa"? Os tripulantes de plataformas de petróleo e embarcações que passam pelo local e, é claro, os habitantes do continente.

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6 de fevereiro de 2008

Novo e ameaçado

Uma expedição feita na Amazônia pelo pesquisador brasileiro Jean-Phillipe Boubli da Universidade de Auckland resultou na descoberta de uma nova espécie de macaco uacari. Ao contrário de seus parentes, que vivem às margens das floretas inundadas por rios, o Cacajao ayresii foi encontrado numa área montanhosa próxima à fronteira entre Brasil e Venezuela. De acordo com o site National Geographic, a distribuição da espécie é bastante restrita e se dá em zonas desprotegidas, favorecendo sua caça. O novo uacarai já vai entrar nos livros com o peso da vulnerabilidade nas costas. Os pesquisadores afirmam ser necessária a criação de um parque ou reserva para preservar o animal e seu habitat.

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6 de fevereiro de 2008

Loucura de carnaval

Em meio aos desfiles de carnaval, produtores rurais do sul do Pará fizeram uma proposta ao governo digna de arrepiar os cabelos de qualquer folião. No último sábado, um grupo de 72 produtores condicionou a implantação de um projeto de reflorestamento em áreas desmatadas à redução da exigência de reserva legal, que na Amazônia é de 80% para cada propriedade. Dois dias depois, em entrevista à Folha de S.Paulo, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, se adiantou em cortar as asinhas dos produtores e disse que o governo descarta reduzir a reserva legal. "Seria uma catástrofe. Seria legalizar o desmatamento". Apesar das boas intenções, Capobianco defendeu a reação de Lula ao aumento da devastação na Amazônia e disse que os dados do Inpe têm, sim, que ser revistos.

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6 de fevereiro de 2008

Futuro próximo

Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal O Globo reforçou a celeuma causada no governo com os dados do desmatamento. De acordo com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), se a devastação continuar no ritmo atual, a maior floresta tropical do mundo pode perder 21% de sua cobertura verde em apenas 22 anos. Com isso, os períodos de chuva seriam ainda mais reduzidos, as emissões de gases estufa teriam um aumento brutal e a perda de biodiversidade seria incalculável. “Os danos para o planeta serão irreparáveis”, alertou um dos responsáveis pelo estudo, que aponta o avanço da agropecuária, a abertura de rodovias e a falta de fiscalização como fatores principais do desmatamento.

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6 de fevereiro de 2008

Jejum de emissões

Ao fim de todo carnaval, os cristãos são convidados a fechar a boca por 40 dias, durante o chamado período da quaresma. Desta vez, no entanto, a igreja anglicana na Inglaterra propôs aos fiéis um sacrifício mais antenado com os tempos atuais. Os bispos britânicos lançaram uma campanha para que o habitual jejum de alimentos seja trocado por um “jejum” de emissões de carbono. Eles traçaram um plano com 40 atitudes – uma por dia – para alcançar o objetivo, e frisaram que os cristãos, mais que qualquer um, têm a obrigação moral de colaborar para a salvação do planeta. A notícia é do Guardian Unlimited.

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6 de fevereiro de 2008

Guia olímpico

Não são apenas as autoridades chinesas que terão de fazer sua parte para uma olimpíada verde. Os atletas vão entrar na dança. É que o Comitê Olímpico Internacional criou o “Guia do Esporte, Ambiente e Crescimento Sustentável”, que será aplicado durante as competições. As recomendações abrangem todos os esportes e são para lá de curiosas. Só para se ter uma idéia das dicas, os atletas de hipismo não poderão esquecer as fezes dos cavalos pelo caminho: terão de recolhê-las para transformá-las em adubo. Os nadadores, por sua vez, não são aconselhados a usar protetor solar, já que o produto contém substâncias poluentes que podem ser absorvidas pelos peixes. Outros exemplos podem ser conferidos na reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

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6 de fevereiro de 2008

Carta – Somando A+B

De Ariovaldo Batista O Brasil está perdendo o bonde da tecnologia ambiental, se entretendo nas discussões ambientais, ao invés de fazer o que...

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6 de fevereiro de 2008

Inveja

A Irlanda conseguiu um feito capaz de deixar praticamente o mundo todo babando de inveja. Sacolas plásticas são uma calamidade ambiental de proporções planetárias. De Bangladesh aos Estados Unidos, as tentativas de acabar com seu uso deram em nada até agora.

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6 de fevereiro de 2008

Vilões de sacola

Na Irlanda, o consumo de sacolas plásticas caiu 94% desde 2002. Uma taxa de 33 centavos de dólar contribuiu para a queda. Mas o fator determinante foi uma espertíssima campanha publicitária que transformou qualquer irlandês carregando uma sacola plástica em vilão ambiental.

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6 de fevereiro de 2008

Números

Segundo conta do site, no mês passado apenas, a população mundial consumiu 42 bilhões de sacolas de plástico. A maioria foi para o lixo, entupindo bueiros e sistemas de esgoto.

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6 de fevereiro de 2008

Oportunidade

Os irlandeses tinham uma vantagem a seu favor: o país não tem fabricantes de sacolas de plástico em suas fronteiras. Portanto, não havia ninguém lá para financiar a resistência contra seu uso.

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6 de fevereiro de 2008