Ainda pior

Mesmo já passando por enormes dificuldades, as áreas mais pobres do mundo podem ter um futuro ainda mais complicado, por conta do aquecimento. Segundo uma projeção feita por pesquisadores do Programa de Segurança Alimentar e Meio Ambiente da Universidade de Stanford (EUA), até 2030, a fome vai piorar nestas regiões. O Sul da África e da Ásia seriam as zonas mais prejudicadas pelo aumento da temperatura, a mudança no ciclo das chuvas e o conseqüente prejuízo no cultivo de alimentos. O milho, por exemplo, principal cultura do sul africano, corre o risco de sofrer perdas em torno de 30% nos próximos 20 anos. A pesquisa foi divulgada pela revista Science, e a reportagem é do jornal Estado de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
1 de fevereiro de 2008

Estado do sol

Enquanto o presidente Bush fica no falatório sobre energias alternativas, os Estados Unidos assistem a um rápido crescimento no uso de energia solar na Califórnia. O pontapé inicial foi dado pelo governador Arnold Schwarzenegger, que não hesitou em investir mais de US$ 3 bilhões no desenvolvimento da tecnologia. Nada menos que três quartos da demanda de energia solar dos EUA vêm de residências e companhias instaladas no estado. Quem está saltitando de alegria são os empresários donos da tecnologia, como mostra o New York Times. A procura pela instalação de equipamentos tem crescido tanto na região que eles nem sabem se vão dar conta.

Por Redação ((o))eco
1 de fevereiro de 2008

Selvageria

É verdade que o nível intelectual em torno desse tema se sofisticou – declarações de Lula e Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, à parte. Mas o desmatamento continua bruto como antes.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Inteligência

A constatação é de Tasso Azevedo, presidente do Serviço Florestal Brasileiro. Ele comparou as reportagens sobre desmatamento na Amazônia feitas há 4 anos, depois do anúncio dos índices encontrados pelo Prodes em 2003-2004, com as escritas agora, na esteira do anúncio de que o corte de árvores voltou a subir na região. O debate ficou bem mais sofisticado. Naquela época, olhava-se apenas para o que tinha acontecido e culpava-se os madeireiros. Hoje, discute-se o que vai se fazer para frente e o país descobriu que a extração de madeira é apenas uma parte do processo de extinção da floresta.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Ironia

Afinal de contas, para fazer o que os europeus pedem, melhorar a capacidade de rastrear a carne que compram, o Ministério da Agricultura terá que cadastrar propriedades que exportam o gado e monitorá-las por satélite. E o satélite que monitora a origem do animal também pode monitorar o cumprimento das leis ambientais. O pepino, que antes era de Marina, agora é de Reinhold Stephanes. E ele não pode reclamar de pressão ambiental.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Alegria

Quem cuida de meio ambiente no Brasil, das Ongs até o governo, mal consegue disfarçar o sorriso no canto da boca por conta da decisão européia de suspender as importações de carne do Brasil por questões sanitárias.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Será?

O festival de bobagens que saiu da boca de Lula na quarta-feira ofuscou a única coisa sensata que ele disse: o governo tem que desapropriar terras de fazendeiros que cometeram crimes ambientais. Para uma coisa dessas acontecer logo, o Brasil só depende dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que estão para decidir causa em que o governo federal pede a desapropriação de 14 fazendas no Mato Grosso do Sul, todas palco de atentados contra o meio ambiente.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Fim de papo

A discussão em torno dos números do Inpe tem mesmo viés bem mais político do que técnico. Para Mato Grosso, por exemplo, os números levantados pelo SAD para área desmatada entre setembro e dezembro, 1720 km2, é muito próximo dos 1780 km2 encontrados pelo Inpe. Saber se um determinado corte foi feito em setembro, ou dezembro, é irrelevante. Não muda o fato de que área de floresta caiu nos últimos 4 meses.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Suicídio

Não custa lembrar que, de certo modo, a direção do Inpe andou metralhando sua credibilidade ao longo do governo Lula. Primeiro, resistiu em abrir os dados do Prodes para a auditagem de terceiros, como queria, e acabou conseguindo, o Ministério do Meio Ambiente. Resistiu também à idéia de projetar tendências no desmatamento a partir das imagens geradas pelo Deter, coisa que acabou fazendo depois que o Imazon lançou o seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Finalmente, a diretoria do Instituto chutou para o alto seu caráter técnico, meteu-se na política e foi defender a estratégia do MMA para conter o desmatamento. Agora, virou refém da politicagem.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Mal me quer

Mesmo dentro do governo, tem gente que não engole as críticas de Lula aos números do desmatamento recém-revelados pelo Inpe. Lembram que quando os índices são favoráveis, o Planalto faz festa. Quando não são, faz beiço. Acham que as críticas presidenciais só servem para abalar a credibilidade do Inpe.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Retração

A moratória da soja, um acordo com as grandes esmagadoras se comprometendo a não comprar mais soja plantada em área desmatada a partir do ano passado, funcionou em Santarém, no Pará, onde o plantio do grão estava em expansão até 2006. O Greenpeace fez um exame da área e além de não detectar nenhum novo desmatamento, constatou que a área plantada caiu em 40% em relação a 2005.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008

Alvo

Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, tem todo o interesse em desintegrar o que resta de credibilidade no Inpe. É uma maneira de minar a intenção de usar seus satélites para embargar a produção de qualquer fazenda flagrada, lá do céu, cometendo crimes ambientais. Se o Inpe e seus números ficarem com a pecha de pouco confiáveis, a única maneira de executar a ameaça de embargos é fazer vistoria no campo, coisa que num país do tamanho do Brasil, inviabiliza completamente a idéia.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2008