Nem aí

Enquanto o governo divulgava os novos dados do desmatamento e o governador do Mato Grosso rebatia os números, as árvores da floresta amazônica continuavam caindo. Um dia após o Inpe anunciar o recorde de devastação, dois repórteres da Folha de São Paulo sobrevoaram trechos de mata nos municípios de Alta Floresta e Paranaíta (MT). Além de ver máquinas arrastando inúmeras toras, os jornalistas também visualizaram estradas recém-abertas no meio da floresta, num indicativo de onde as próximas árvores seriam abatidas. Numa outra reportagem da Folha, o mercado frigorífico anunciou que nos próximos dois anos quer investir R$ 1 bilhão em Mato Grosso. O setor comemora o aumento de 75% na capacidade de abate dos animais, e anuncia a geração de milhares de empregos. Ninguém calculou, porém, quantas árvores serão derrubadas para dar lugar ao gado.

Por Redação ((o))eco
28 de janeiro de 2008

Leilão

A secretaria de meio ambiente do Pará e o Ibama assinaram convênio para dar melhor destino às apreensões feitas pelo órgão federal no estado. Como o custo de transporte dessas mercadorias era alto, ela acabavam ficando sob custódia de alguém no local de apreensão – um padre, um prefeito e às vezes até o próprio infrator. Agora, poderão ser imediatamente vendidas por leilão administrativo realizado pelo governo do Pará. O primeiro leilão aconteceu em dezembro. Todo o dinheiro arrecadado será investido na repressão a crimes ambientais.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2008

Destino

Valmir Ortega, secretário de meio ambiente do Pará, garante que o dinheiro arrecadado com compensações ambientais será integralmente investido na implantação e manutenção de unidades de conservação estaduais.

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25 de janeiro de 2008

Compensação

O governo do Pará também definiu uma nova metodologia para avaliar compensações por danos ambientais. O 1º termo de compromisso com base na novas regras foi assinado entre a secretaria de meio ambiente e a Alcoa, por conta de danos ambientais causados por seu empreendimento em Juruti. Rendeu 25 milhões de reais para os cofres do estado, dos quais 10 milhões foram pagos no dia 28 de dezembro.

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25 de janeiro de 2008

Outro irmão

Na trilha do sucesso do SAD, o Inpe estuda a possibilidade de também produzir relatórios mensais sobre a saúde da floresta amazônica com base nas imagens do Deter.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2008

Grande irmão

Até o fim desse ano, o SAD, sistema de monitoramento da floresta desenvolvido pelo Imazon e que, até agora, só estava olhando para o Pará e o Mato Grosso, vai esticar sua vigilância para toda a Amazônia.

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25 de janeiro de 2008

Tema quente

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, nega que a agropecuária esteja desmatando a Amazônia, Lula foge do assunto, mas o Banco Mundial e seu braço de investimentos privados, o IFC, que vem finaciado projetos de pecuária na região, estão muito preocupados com o tema.

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25 de janeiro de 2008

Censura

O governo federal está pondo pressão no Banco Mundial para que a instituição não divulgue, depois do carnaval, um estudo sobre a bagunça fundiária na Amazônia. Suas conclusões serão devastadoras.

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25 de janeiro de 2008

Debate quente

O IFC constituiu um grupo de trabalho que reúne Ongs, bancos, grandes frigoríficos e representantes da Associação Brasileira de Importadores e Exportadores de Carne (ABIEC) que tem como objetivo garantir um grau mínimo de sustentabilidade da atividade na Amazônia. O grupo fêz um primeiro seminário em setembro. O segundo acontece nesta segunda-feira, 28 de janeiro, em São Paulo, na sede da ABIEC. Começa às dez da manhã.

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25 de janeiro de 2008

Floresta na cidade

Quem passa o olho pelos imensos blocos de concreto que caracterizam São Paulo não imagina que existe por ali um refúgio de animais como veados, antas, micos e cutias. O Curucutu Parque Ambiental é uma floresta particular tocada por um advogado que resolveu fazer da causa ambiental um projeto de vida. Jayme Vita Roso comprou, nos anos 60, um terreno de 855 mil metros quadrados e pretendia separá-lo em lotes para pôr à venda. Por graça do destino, ele resolveu deixar de lado a idéia e decidiu recuperar a floresta devastada. Desde 1979, mais de 800 mil árvores já foram plantadas, ressuscitando três nascentes, revitalizando outras duas e devolvendo o lar a uma série de animais. Quem entra ali, garante o advogado, parece estar numa outra São Paulo. A matéria é do jornal Estado de São Paulo.

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25 de janeiro de 2008

Não é bondade

Apesar de não ligar muito para assuntos ambientais, o setor americano gerador de eletricidade está achando ótima a imposição de ônus a países que geram emissões durante os processos industriais. Uma reportagem do Financial Times mostra que as cláusulas ambientais que têm surgido nos acordos comerciais podem não passar de protecionismo disfarçado. A medida, apesar de colar uma falsa imagem de bom moço nos países ricos, pode acabar obrigando os emergentes a tomar providências para diminuir as emissões em sua produção.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2008