Maré perigosa

Para quem considerava as previsões do IPCC um tanto catastróficas, um artigo publicado nesta segunda-feira pela revista científica “Nature Geoscience” será quase um pesadelo. Assinado por um grupo de cientistas, o texto prevê que o aumento no nível do mar pode chegar a 1,6 metro até o final desse século, número duas vezes superior àquele considerado pelo painel da ONU. Notícia da Reuters veiculada pela Folha de São Paulo informa que a pesquisa foi baseada no período que vai de 119 a 124 mil anos atrás. Explica-se: em virtude de um desvio na órbita do planeta, a temperatura média da Terra atingiu níveis maiores do que os atuais, fato que elevou em seis metros a altura dos oceanos.

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17 de dezembro de 2007

Selo para os justos

O Comércio Justo, aquele em que as relações de trabalho e o meio ambiente são respeitados no processo de produção, está em alta pelo mundo. A prática cresce em torno de 20% ao ano. Mas uma reportagem do jornal O Globo mostra que o Brasil ainda está engatinhando nessa empreitada, mesmo apresentando potencial para isso. Um estudo do Sebrae revela que a maioria dos brasileiros não sabe reconhecer o selo que indica os produtos originados do Comércio Justo. Para mudar o quadro, o Ministério do Trabalho e o Sebrae estão escrevendo uma instrução normativa para deixar bem claro quais produtos se encaixam nessa atividade. Uma campanha também será feita para esclarecer o tema. O objetivo é abrir espaço para a circulação dessas mercadorias por aqui.

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17 de dezembro de 2007

Ratão

Os líderes internacionais voltaram da reunião do clima, na Indonésia, sem conhecer um novo habitante da região. Batizado de “rato gigante” pelo jornal português Público, o roedor foi descoberto na floresta de Papua pelo grupo Conservação Internacional. A organização anunciou nesta segunda-feira que o animal é cinco vezes maior que um rato comum. Segundo os pesquisadores, o grandão não deu a mínima para os humanos e sequer demonstrou receio em se aproximar dos cientistas. Os membros do Conservação Internacional explicaram que as expedições pelas florestas da região estão resultando em inúmeras descobertas de espécies até então desconhecidas.

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17 de dezembro de 2007

Água em pauta

Nos próximos anos, a União Européia pretende botar na pauta do dia os problemas relacionados à escassez de recursos hídricos e às secas. Os chefes de estado e do governo da UE pediram à Comissão Européia que produza um relatório detalhado sobre o assunto. O objetivo é que a partir do documento sejam traçadas estratégias contra essa dor-de-cabeça, já a partir de 2008. De acordo com o site espanhol Ecotícias, os líderes europeus vão encarar a problemática como prioridade, e até 2012 esperam conseguir colocar em prática novas medidas para amenizar a situação.

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17 de dezembro de 2007

Pelos peixes

Num protesto contra a pesca excessiva nos mares do Velho Continente, os ativistas do Greenpeace bloquearam as entradas do Edifício do Conselho Europeu nesta segunda-feira, onde estava marcada a primeira reunião entre os ministros da Agricultura e Pesca da Europa. O encontro vai definir as cotas de pesca para o próximo ano. Os membros da organização ambientalista construíram muros de cimento e escreveram frases pedindo o fim da matança dos peixes até que as espécies em risco de extinção possam se restabelecer. Eles acusam as autoridades de manter uma política irresponsável no setor. A notícia é do Guardian Unlimited.

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17 de dezembro de 2007

Alma gêmea

Manoel Francisco Brito, que já confessou aqui seu fascínio com o lado mais feio da natureza, encontrou nessa borboleta a sua alma gêmea. Ela...

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14 de dezembro de 2007

À tona

Saiu na BBC Brasil. Depois de todo o auê feito por Lula e Marina Silva anunciando desmatamento em queda na Amazônia, a verdade vem à tona. O diretor de Articulação de Ações na Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, admitiu que será difícil manter a queda no desflorestamento registrada no ano passado, cerca de 20% menor do que o período anterior. “Temos absoluta convicção de que o que foi feito até agora não vai ser suficiente para manter a queda”, disse ele à BBC.

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14 de dezembro de 2007

Receita

As ONGs já vinham alertando, e agora o governo dá o braço a torcer. Na reportagem, Lima reafirma que as pressões para desmatamento vêm, principalmente, da pecuária, que está sendo empurrada para a Amazônia devido ao preço da terra e da qualidade do solo. Enquanto isso, a produção de grãos se espalha no Cerrado. “É mais barato desmatar uma nova área do que recuperar a pastagem degradada”, disse o diretor do Ministério do Meio Ambiente à BBC.

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14 de dezembro de 2007

Leilão de linhões

Além de gerar energia com grande impacto sócio-ambiental, as usinas do rio Madeira precisarão de 2,45 mil quilômetros de linhas de transmissão para despejar seus 6,45 mil megawatts em Araraquara (SP), bem longe de onde foram gerados, conforme afirma o Ministério de Minas e Energia (MME). O leilão dos linhões deve acontecer até abril de 2008. E o preço da obra é estimado entre US$ 1,7 bilhão e US$ 4 bilhões. A usina de Jirau, segunda do Complexo do Madeira, deve ser licitada até julho.

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14 de dezembro de 2007

Correria

Por força de uma portaria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso, uma comissão foi formada nesta semana para analisar os estudos de impacto ambiental referentes às linhas de transmissão entre as sub-estações Parecis, Maggi e Nova Mutum, nos municípios de Sapezal, Brasnorte e Nova Mutum. A equipe tem apenas 60 dias para emitir um parecer técnico sobre esses estudos.

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14 de dezembro de 2007

Última tentativa

Na contramão dos Estados Unidos, Canadá e Japão, circula pela internet uma “petição de emergência” contra a teimosia desses países em não aceitar metas de redução de CO2 nas negociações do clima, em Bali. Milhares de pessoas já aderiram ao abaixo-assinado virtual, que será publicado no jornal Financial Times, na Ásia, e entregue às delegações dos respectivos países.

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14 de dezembro de 2007

Protestos no Juruena

Os empreendimentos hidrelétricos que serão interligados por essas linhas de transmissão foram alvo de protestos que terminaram nesta semana. Índios de diversas etnias desbloquearam os acessos ao canteiro de obras de uma das pequenas centrais hidrelétricas em fase de construção em Sapezal, depois de conversas com representantes do governo estadual, Ministério Público Federal, empreendedores e Ibama. Doze empreendimentos, a maioria pertencente ao grupo Maggi Energia, formarão o chamado Complexo Juruena, que será beneficiado pelo trajeto das linhas de transmissão da usina de Dardanelos, em Aripuanã, para escoar a energia produzida ao restante do estado. O protesto das etnias Enawenê-nawê, Rikbatsa e Mynky foi motivado por falta de informações quanto aos impactos do complexo hidrelétrico, que se espalha pelos principais formadores do rio Juruena e influenciará o regime hídrico em terras indígenas. Eles pedem que novos estudos sejam realizados e que as negociações sobre compensações financeiras passem a ser feitas diretamente com eles, e não através da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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14 de dezembro de 2007