Contradição

Capobianco disse, também, sobre o DETER, o seguinte: “nos meses de julho, agosto, setembro e outubro, portanto nos últimos quatro meses, houve um aumento em relação aos mesmos meses do ano passado. Então, há uma clara tendência de aumento de desmatamento, porém, o que nós temos é uma tendência. Por que é que é uma tendência? Porque o desmatamento se mede em doze meses, então nós tivemos quatro meses, em que na realidade identificamos aumento do desmatamento, mas há uma ação firme aí do governo, na tentativa de reverter isso”.

Por Redação ((o))eco
10 de dezembro de 2007

Afirmação

Em entrevista hoje à rádio CBN, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco – depois de uma longa explicação das diferenças entre os dados do PRODES e do DETER sobre o desmatamento na Amazônia – disse que a estimativa do PRODES recentemente divulgada, “que fez a avaliação anual do desmatamento até 30 de julho de 2007, confirmando a tendência de redução, de queda, que nós esperávamos que fosse um pouco maior, mas chegou a 20% de redução em relação ao ano passado. Foi um dado novo importantíssimo para confirmar uma estimativa feita anteriormente, em agosto”.

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10 de dezembro de 2007

Com a bola toda

O Banco Mundial resolveu abrir o bolso e sua prioridade vai ser a mudança climática. Nesta terça, o presidente da entidade, Robert Zoellick, fará o lançamento oficial do fundo de projetos pilotos nas florestas tropicais durante a 13ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Bali. Serão 200 milhões de dólares para experiências que poderão gerar créditos de carbono com a manutenção da floresta em pé. Além disso, o braço privado do Banco Mundial, o IFC, também está lançando um crédito de 20 milhões de dólares para financiar a inovação da área de energia.

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10 de dezembro de 2007

Enrolação

Após dizer que a seca se prolongou e contribuiu para o aumento do desmatamento e que agora entramos no período de chuva, Capobianco falou que “agora nós temos, então, que trabalhar os próximos oito meses para reverter essa tendência”. E concluiu “se nós formos capazes de revertermos isso a partir principalmente de março, que é quando o desmatamento retoma, na Amazônia, nós podemos manter essa tendência de queda. Então, de fato houve, há, uma tendência de aumento, mas, repito, essa tendência, ela só se confirmará, se nós não a revertermos nos próximos oito meses”.

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10 de dezembro de 2007

Brasília extrema

Um forte temporal no último sábado à tarde deixou marcas na capital federal. Além de inúmeras ruas alagadas, milhares de galhos foram decepados e árvores de grande porte arrancadas pelas raízes. Na Asa Sul, uma delas caiu sobre um carro com duas crianças, mas ninguém se feriu. No Parque da Cidade, dezenas de árvores do Cerrado tombaram com a força da ventania. Mudanças globais do clima?

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10 de dezembro de 2007

Grana rolando

Outra corporação que resolveu botar a mão no bolso foi o Global Environment Facility (GEF). Anunciou que está estruturando um programa com recursos exclusivamente para evitar as emissões advindas de floresta tropical. Espera-se que 17 países que contêm a extensão das matas restantes serão beneficiados.

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10 de dezembro de 2007

Primeiros estudos

Acabou na semana passada a expedição que levou 26 pesquisadores às proximidades de Salto Augusto, no Parque Nacional do Juruena, no extremo norte de Mato Grosso. Eles passaram quase um mês acampados na floresta para fazer o diagnóstico ambiental da região, que subsidiará o plano de manejo da unidade de conservação. Em fevereiro, sob a coordenação do Instituto Centro de Vida (ICV), a equipe voltará a se encontrar para mais uma campanha em outro ponto do parque para continuar os levantamentos.

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10 de dezembro de 2007

Zona catastrófica

O maior desastre ambiental da história da Coréia do Sul continua sem solução. A área afetada pelas dez mil toneladas de petróleo que vazaram de um navio na última sexta-feira será considerada “zona catastrófica”. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Park Myung-jae, que visitou o local atingido. No sábado, o governo já havia declarado “estado de desastre” para estimular voluntários a ajudar na retenção da substância. Segundo a Folha Online, o petróleo derramado já contaminou uma extensão equivalente a 8.200 hectares. Dezenas de navios, aviões e milhares de pessoas conseguiram retirar, até agora, cerca de 100 toneladas da mancha negra. Isso equivale a apenas 1% do total espalhado pelas águas.

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10 de dezembro de 2007

Luz no fim do túnel

O último grande primata da Ásia está em vias de extinção. Mas, se depender de uma ação anunciada nesta segunda-feira pelo governo da Indonésia, é possível que os orangotangos do país sejam salvos a tempo. Para atingir o difícil objetivo, foi criado um programa para preservar a vasta linha de floresta tropical da região, habitat do animal. As principais ameaças para a espécie, que vive principalmente nas ilhas de Bornéu e Sumatra, são o desmatamento ilegal, os incêndios nas matas e o comércio de bichos silvestres. Como se não bastasse, um recente relatório da WWF mostrou que o aquecimento global pode ajudar a transformar grandes áreas com coberturas vegetais em espaços agricultáveis, o que reduziria o estoque de alimentação do bicho. A notícia é da Reuters.

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10 de dezembro de 2007

Coisa de louco

Um pequenino inseto, conhecido como formiga doida amarela, acaba de colonizar o Oceano Índico. Um dos animais que mais sofrem com essa notícia é o caranguejo vermelho, habitante da Ilha do Natal, território que pertence à Austrália. É que sua população vem diminuindo ano após ano em virtude dos ataques do bichinho. Para se ter uma idéia, há cerca de 15 anos era possível contar 120 milhões de caranguejos na região. Hoje existem menos da metade. Introduzida no início do século passado na ilha, a formiga começou a causar maiores problemas apenas na última década. A notícia é de edição dessa segunda-feira do jornal The Australian.

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10 de dezembro de 2007

Geração fumaça

Se a poluição do ar nas grandes cidades não faz nada bem aos adultos, crianças que crescem em meio à fumaceira escura sofrem conseqüências ainda piores. Numa reportagem do Los Angeles Times foi feito um levantamento de estudos científicos que comprovam: os pulmões que se desenvolvem recebendo enxurradas de gases poluentes tendem a ter o funcionamento bem menos eficiente. Em alguns casos, a capacidade dos órgãos pode ser reduzida em até 9%, além de propiciar futuras doenças respiratórias e cardiovasculares. A geração que está chegando já vai sair prejudicada só em ter nascido.

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10 de dezembro de 2007

Olhar estrangeiro

Mesmo sem o peso do Protocolo de Quioto sobre seus ombros, o Brasil mostra estar fazendo seu dever de casa contra o aquecimento global. Mas para olhares estrangeiros. Num ranking elaborado pela ONG alemã Germanwatch, o país ficou em oitavo lugar entre as nações que mais atuam contra as mudanças climáticas. A lista foi feita com os 56 países mais poluentes do planeta, responsáveis por 90% das emissões de CO2. Suécia, Alemanha e Islândia foram considerados os mais gentis com o meio ambiente, encabeçando as três primeiras colocações, respectivamente. Os polêmicos China e EUA ficaram bem atrás. Enquanto os orientais garantiram a 40ª posição, o país do Tio Sam beirou o último lugar: ficou em 55º. A notícia é do site espanhol Ecoticias.

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10 de dezembro de 2007