Ganho duplo

O final de semana também esteve recheado de notícias ambientais. O The Independent, por exemplo, publicou no sábado a história de um importante acordo que pode ser assinado em breve. O presidente da Guiana, antiga colônia inglesa, ofereceu o controle de sua extensa floresta tropical para o Reino Unido. Desta forma, a ilha do Velho Continente receberia uma expressiva fonte de compensação ambiental para suas emissões de carbono. Potencialmente, explica a matéria, a parceria pode se transformar na maior negociação de neutralização em gases estufa de toda a história. Em contrapartida, um dos países mais pobres das Américas terá assistência para desenvolver sua economia.

Por Redação ((o))eco
26 de novembro de 2007

Na casa dos milhões

De acordo com os próprios cálculos divulgados no Diário Oficial, o metro quadrado alugado será de R$ 25 a R$ 30 reais, o que significa um custo mensal na faixa de 240,4 mil reais a 288,5 mil reais e anual de 2,8 milhões de reais a 3,4 milhões de reais. Na opinião da Asibama, esse é um gasto desproporcional considerando que a maioria das unidades de conservação do país sequer possui sede ou centro de visitantes. Para quem falou que a prioridade era gastar com os parques e reservas, é um mau começo.

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23 de novembro de 2007

Amazônia ilegal

Iniciada na quinta feira, a “Operação Prometeu” tinha como objetivo combater o comércio da madeira ilegal vinda da Amazônia. Agentes de fiscalização visitaram madeireiras, comerciantes e processadores do produto em busca de irregularidades.

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23 de novembro de 2007

Mogno em São Paulo

O Ibama apreendeu em São Paulo, em operação realizada nos últimos dois dias, 87 toneladas de mogno encontradas na empresa Shentaro Matzumuro Móveis ME, na Vila Carrão, capital paulista. A empresa não tinha licença para armazenar o produto e foi multada em 7,2 mil reais. O proprietário deverá responder por crime ambiental e ficará sujeito a um ano de detenção.

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23 de novembro de 2007

Cruzetas sustentáveis

A Companhia Energética da Bahia, Coelba, anunciou que vai abandonar o uso de madeira de lei para construir as cruzetas de postes e linhas de transmissão. Feitas com troncos amazônicos para sustentar cabos elétricos, as cruzetas tem sua fabricação autorizada por órgão ambientais. A Coelba decidiu susbtituí-las por madeira reflorestada, principalmente o eucalipto. A intenção é que em 2008, a Coelba não adquira nenhuma cruzeta de madeira nativa, reduzindo o uso de recursos naturais da Amazônia.

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23 de novembro de 2007

Dardanelos questionada

A promotoria de Justiça de Aripuanã entrou com mais uma ação cautelar no mês passado contra os empreendedores da hidrelétrica de Dardanelos, em construção no extremo noroeste de Mato Grosso. E também colocou como réus o governo do estado e a Secretaria de Meio Ambiente, por terem concedido a licença de instalação da usina, em meados do ano, sem que a ação principal que aponta uma série de irregularidades no estudo de impacto ambiental tenha sido julgada. “O estudo de impacto ambiental é pressuposto para que tenha havido o leilão de energia e as licenças prévia e de instalação. Se ele ainda está sendo questionado, todos os procedimentos posteriores a ele também serão”, diz o promotor Luciano Martins.

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23 de novembro de 2007

Nas mãos do Ibama, de novo

A exemplo da decisão da justiça gaúcha de exigir que seja o Ibama responsável pelo licenciamento de silvicultura nos Pampas, a Procuradoria da República em Três Lagoas (MS) recomendou que o processo de licenciamento de fábricas de papel e celulose a serem implantadas pela Votorantim na região seja retomado pelo Ibama. A secretaria estadual de meio ambiente não exigiu do empreendedor a solução de deficiências apontadas pelo Ministério Público Federal no estudo de impacto ambiental. Segundo o MPF, entre as falhas a Votorantim não esclarece o básico: as conseqüências do plantio de eucalipto numa área que afetará diretamente o rio Paraná.

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23 de novembro de 2007

Outras falhas

Entre as falhas do estudo de impacto ambiental, o promotor cita ainda o fato de os empreendedores não terem apresentado alternativas para a localização do empreendimento. Também não consideraram o custo total da linha de transmissão, que será embutido no preço da energia, além de não ter considerado impactos cumulativos a outros empreendimentos energéticos que já existem no mesmo rio, abaixo do ponto de captação de Dardanelos. “As medidas mitigadoras dos impactos negativos estão discriminados de maneira superficial”, lembra Luciano Martins. “Na audiência pública de 2005, os empreendedores apresentaram à população um projeto para construção de um parque aquático na área onde fica um balneário, mas isso não consta no estudo de impacto ambiental”, diz.

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23 de novembro de 2007

A qualquer custo

Ele pede a suspensão do processo de licenciamento e a interrupção imediata das obras em Aripuanã. “Os danos irreversíveis ao meio ambiente estão acontecendo sem que o estudo de impacto ambiental tenha sido julgado”, reclama o promotor. Segundo ele, um dos pontos questionáveis do empreendimento são os impactos das linhas de transmissão, que receberam licença prévia da Secretaria de Meio Ambiente no trecho de cerca de 200 quilômetros entre Aripuanã e Juína. “Quando fizeram o estudo de viabilidade da usina, cabia a eles verificar se é factível construir a linha de transmissão do ponto de geração até a interligação com o sistema nacional e não se limitar a um pequeno trecho e deixar o restante do percurso para leilões futuros”, explica Martins. “Sem o estudo completo sobre o traçado delas, você está admitindo que a usina vai funcionar a qualquer custo”.

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23 de novembro de 2007

Sob duas rodas

Começou hoje e vai até o dia 25 de novembro, no Rio, o III Encontro de Cicloativismo e Mobilidade por Bicicleta, promovido pela associação Transporte Ativo e parceiros. Estão previstas palestras de profissionais que atuam na disseminação da cultura de veículos movidos à propulsão humana, como a holandesa Miriam van Bree, que vai falar sobre o exemplo bem sucedido de seu país, e Ricardo Montezuma, diretor da Fundacion Ciudad Humana, da Colômbia. Ele vai relatar como foi a transformação de Bogotá até se tornar dona da maior malha cicloviária da América Latina. Na ocasião, será lançada oficialmente a União de Ciclistas do Brasil. As inscrições são gratuitas.

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23 de novembro de 2007

Beneficiado

A reunião de Bali, que vai reunir os líderes políticos mundiais e as Nações Unidas para começar as discussões do acordo climático que irá vigorar a partir de 2012, está muito próxima. Justamente por isso muitos artigos podem ser lidos sobre o tema. Um dos melhores está na edição dessa sexta-feira do Estado de São Paulo, escrito pelo jornalista Washington Novaes. Segundo ele, o Brasil pode ser um dos países mais beneficiados na rodada de negociações, já que cresce o interesse mundial em investir para deixar a floresta em pé. Isso significa que, em breve, o país pode receber capital estrangeiro para zerar o desmatamento na Amazônia. Novaes afirma, no entanto, que o governo não pode recusar a ajuda apenas para reafirmar a soberania nacional em relação ao bioma.

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23 de novembro de 2007

Escola

É preciso aprender com a história para não cometer os mesmos erros. Em outras palavras, é basicamente o que dizem cientistas chineses, norte-americanos e britânicos em recente estudo. Para provar que as mudanças climáticas podem provocar guerras e diminuição da população, eles estudaram os anos que vão de 1400 até 1900, mais conhecidos como pequena era do gelo. E perceberam que, pelo menos em três ocasiões, a diminuição acentuada da temperatura provocou inúmeros conflitos. É o caso, por exemplo, da invasão dos mongóis em território chinês no século XIII. Em entrevista para a Reuters, o secretário de alerta internacional Dan Smith disse que espera os primeiros problemas bélico-climáticos já para os próximos dez anos.

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23 de novembro de 2007