Abra os olhos

O aumento do desmatamento e a crise no setor de alimentos são críticas freqüentes a produção de biocombustível ao redor do planeta. Mas, agora, elas ganharam um novo aliado de peso. É que a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) declarou que também se mostra preocupada com essas possibilidades caso os recursos florestais não sejam usados de maneira sustentável. De acordo com a FAO, o interesse por fontes de energia renováveis se acentuou depois que o preço do petróleo teve substancial acréscimo e as certezas sobre os impactos das mudanças climáticas se tornaram mais evidentes. Mas isso pode contribuir para afetar diretamente os boques. A notícia é do site espanhol Ecoticias. →

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21 de novembro de 2007

Avaliação total

O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) sentenciou que o consórcio formado pela Copel e Eletrosul terão mesmo que fazer um estudo mais amplo de impacto ambiental para construírem a usina hidrelétrica de Mauá, no rio Tibagi, Paraná. A decisão da desembargadora Vânia Hack de Almeida confirma julgamento de 1ª instância que havia atrelado o licenciamento do empreendimento à realização de uma Avaliação Ambiental Integrada de todo o rio. O argumento é de que Mauá funcionará em cadeia com outras três usinas planejadas pelo governo federal e, portanto, sua construção deve ser precedida de levantamentos mais aprofundados. A íntegra da decisão pode ser lida aqui. →

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21 de novembro de 2007

Dica de trânsito

Se os órgãos de fiscalização de trânsito tivessem o mínimo compromisso de vistoriar o que circula pelas estradas, poderia dar uma mão e tanto para as entidades estaduais e federais de meio ambiente. Na região conhecida como arco do desmatamento, a maioria dos caminhões que carrega toras de madeira hoje são os mesmos de 30 anos atrás. E trafegam sem faróis, capôs, pára-choques, às vezes até sem placa. Interceptar veículos assim, identificá-los e impedir sua circulação por motivo de segurança de trânsito diminuiria sensivelmente a quantidade de madeira de origem suspeita nas rodovias. →

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21 de novembro de 2007

Toras nas estradas

Apesar da chuva, que caiu atrasada e escassa este ano, a atividade madeireira no norte de Mato Grosso continua de vento em popa. Nesta terça-feira, não foi difícil encontrar diversos caminhões toreiros trafegando à luz do dia na principal estrada que dá acesso ao noroeste do estado. Os motoristas aproveitaram o feriado estadual em comemoração à consciência negra, quando o policiamento é reduzido. A foto ao lado mostra um desses caminhões, que geralmente circulam em condições precárias e nem por isso são incomodados pelos órgãos de trânsito, nos arredores de Juína no feriado de 15 de novembro. Só que este aí estava tão capenga que quase se acidentou. →

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21 de novembro de 2007

Nas mãos de alguns

Em breve, Santa Catarina pode reduzir consideravelmente o uso de sacolas plásticas. Tudo vai depender se os comerciantes da região vão aceitar a recomendação do Ministério Público Estadual de substituir o produto por embalagens com menor impacto no meio ambiente, como bolsas de pano ou caixas de papelão. O problema é que, por ser apenas uma sugestão, a chance de não ser cumprida é grande. →

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20 de novembro de 2007

Madeira no Mato Grosso

O Eco mostrou em reportagem que Rondônia está com o setor florestal a toda desde a descentralização do licenciamento de planos de manejo pelo Governo Federal. Mas o Mato Grosso não fica muito atrás. Em 2006, foram emitidas 411,5 mil guias para transporte de produtos florestais pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente - Sema, suficientes para a comercialização de R$ 2,88 trilhões. O maior montante, de R$ 199 milhões, veio da venda de toras de madeira, inclusive nativa. Mais de 53% das vendas seguem para outros estados e 33% têm como destino o exterior. Os dados estão disponíveis na página da Sema/MT, criada em junho de 2005, logo após a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas. →

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20 de novembro de 2007

Pegada do homem

Começa nesta quarta e dura até o dia 23 de novembro em Belém uma série de debates sobre a conservação da biodiversidade em paisagens florestais já sob pressão humana. O simpósio vai usar os resultados de estudos em regiões fragmentadas e degradadas para examinar o real impacto de atividades econômicas nas matas brasileiras. Organizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi junto com as universidades inglesas East Anglia e Lancaster, o encontro pretende discutir também a conservação em áreas protegidas. →

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20 de novembro de 2007

Vai para o trono ou não vai

No mundo da política, sempre é bom largar na frente. Adesivos da campanha "Marina Silva presidente" têm sido distribuídos pelo menos desde setembro, quando ocorreu o 2º Encontro Nacional dos Povos das Florestas em Brasília. Inclusive, entregues por um assessor direto da suposta ministra-candidata. O material também foi espraiado no Encontro Nacional de Colegiados Ambientais - Enca, em outubro, também no Distrito Federal. Embalando a iniciativa, estariam membros afoitos do partido da estrela vermelha e militantes com tendências religiosas. É o movimento marinista em ascenção. →

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20 de novembro de 2007

Não gostei

Como é de praxe, quando seguidores correm para lançar as candidaturas de seus chefes, este diz que não sabe de nada. A ministra do Meio Ambiente, por exemplo, não gostou nada dos adesivos de sua candidatura presidencial e pediu que não fossem distribuídos. →

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20 de novembro de 2007

Agito verde no governo

Um encontro nesta terça-feira promete esquentar as discussões sobre meio ambiente dentro do governo federal. Servidores do Ibama e Incra têm reunião marcada na Paraíba para discutir o cumprimento da legislação ambiental em assentamentos agrários e sobre recuperação de áreas degradadas. Dezesseis projetos localizados em áreas de conflitos que deveriam preservar a reserva legal serão os primeiros visitados pelo grupo. Na ocasião, devem ser elaborados planos de educação ambiental para ajudar a população a usar melhor os recursos naturais da região. Um Termo de Ajustamento de Conduta entre os dois órgãos também está na pauta. →

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20 de novembro de 2007

Cheguei para ficar II

Outra presidência interina que está se confirmando permanente é a do dirigente-supremo do Ibama, Basileu Margarido Alves. Tudo indica que o chefe-de-gabinete da Marina Silva vai mesmo permanecer no cargo. Atualmente além das funções supra-citadas, Basileu é diretor de Qualidade Ambiental do Ibama. Detalhe, os funcionários da diretoria nunca o viram por lá. →

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20 de novembro de 2007

Cheguei para ficar

Foi lançada nesta segunda, sem nenhum alarde, a página do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - www.icmbio.gov.br. Na presidência interina segue estampada a foto do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente João Capobianco, cuja a substituição aconteceria em pouco tempo segundo havia anunciado a ministra Marina Silva, em maio. →

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20 de novembro de 2007