Não é bem assim

Montiel se mostra indignado com as declarações de Marcelo Marquesini, coordenador da expedição do Greenpeace, de que a região é débil em segurança. Segundo ele, o ativista só está vivo e em condições de dar declarações para a imprensa porque os ativistas pediram abrigo ao exército. Além disso, reclama do fato de que todos os servidores que estão dentro da base correm risco de morte e tiveram de paralisar o trabalho de fiscalização diante dos gritos enfurecidos da multidão de "Pega, mata, esfola".

Por Redação ((o))eco
17 de outubro de 2007

Incontrolável

A situação ainda está longe de um final positivo. Os madeireiros começaram a preparar um churrasco em frente à base. A polícia, com medo dos efeitos que as bebidas alcóolicas podem provocar nos manifestantes, pediu que os ativistas saíssem imediatamente do local. Mas, até que haja segurança absoluta, ninguém vai embora.

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17 de outubro de 2007

Reforço

O Ibama solicitou à secretária de segurança do Pará, Vera Marques Tavares, que envie um contingente policial especializado em resolver casos de motim, mas ainda não obteve resposta. Os guardas de Castelo dos Sonhos disseram que não têm experiência neste tipo de ação e temem entrar em conflito com as manifestantes.

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17 de outubro de 2007

Tempo para pensar

Graças a uma articulação de última hora entre os deputados do Partido Verde e diversas ONGs ambientalistas, o projeto de lei 6424/05 do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que altera diversos pontos do Código Florestal, não foi votado nesta quarta-feira na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. A análise do texto final só ocorrerá daqui a duas semanas, tempo dado para que os parlamentares estudem as alterações negociadas entre o Ministério do Meio Ambiente e o relator do projeto, deputado Jorge Khoury (DEM-BA).

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17 de outubro de 2007

Argumento de sempre

Khoury diz que a idéia de permitir atividade econômica em 30% das reserva legal vai ser o único meio de manter os outros 50% preservados. Segundo ele, “qualquer coisa que se faça, já melhora o Código Florestal, pois do jeito que está não dá.”

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17 de outubro de 2007

O novo código

Desde segunda, Jorge Khoury vem negociando com as ONGs e o Ministério. Na nova redação, há pontos positivos como a criminalização de quem desmata reserva legal e a possibilidade de proibir mais desflorestamentos onde a lei não está sendo respeitada. Por outro lado, os retrocessos são enormes. O relator vai manter a idéia básica do projeto de lei que é permitir a recuperação de 30% da reserva legal na Amazônia com o plantio de espécies exóticas, principalmente o dendê para a produção de biodiesel. Além disso, Khoury manteve a cargo dos estados a decisão de como será feita compensação de reserva legal. Alterando a atual regra, os órgãos estaduais poderão aceitar como compensação reflorestamentos em outras bacias hidrográficas, que não aquelas desmatadas. Até mesmo doação de terras para projetos sociais poderão valer para abater dívidas ambientais.

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17 de outubro de 2007

Oportunidade e risco

O Ministério acha que a discussão do Código Florestal na Câmara é uma oportunidade para tornar mais rígida a fiscalização sobre os proprietários que não estão conservando a reserva legal. Já as ONGs vêem a negociação com parlamentares da bancada ruralista como um risco. O projeto, afinal, vai voltar para o Senado, onde já foi aprovado, e ninguém garante que as emendas da Câmara serão mantidas.

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17 de outubro de 2007

Cisão importante

Se o projeto de lei vai passar ou não na Comissão de Meio Ambiente é difícil saber. O que dá para saber até agora é que o debate sobre o tema representou um verdadeiro racha na relação cordial que ONGs ambientalistas vinham mantendo com o Ministério do Meio Ambiente. O secretário-executivo João Paulo Capobianco e o diretor de Articulação de Ações na Amazônia , André Lima, tiveram reuniões aquecidas com representantes do Greenpeace, ISA e Conservação Internacional e não chegaram nem perto do consenso.

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17 de outubro de 2007

Isolamento em perigo

É possível que o aquecimento global esteja contribuindo para que a circulação das correntes do oceano Austral passem por um processo de mutação. Mas a afirmação só deverá ser comprovada dentro de alguns meses, quando cientistas brasileiros embarcam rumo a Antártida para descobrir se o fluxo de água quente perto do continente gelado que atrai espécies invasoras é mesmo causado pelas mudanças climáticas. A pesquisa faz parte do Ano Polar Internacional, um esforço conjunto de diversos países para tentar descobrir o nível de conexão existente entre os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. A dúvida surgiu, de acordo com a Folha de São Paulo, depois que caranguejos adaptados às maiores temperaturas das águas apareceram próximo à Antártida nos últimos anos. Algo no mínimo estranho, já que a biodiversidade do local é historicamente isolada.

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17 de outubro de 2007

Novo vilão

As emissões das motocicletas estão se tornando parte cada vez maior do problema da poluição do ar em São Paulo, segundo matéria do jornal Valor Econômico (para assinantes). As normas do Promot, o Proconve das motos, impõem limites cada vez menores de emissões, mas o cronograma só prevê uma terceira etapa daqui a dois anos. Os fabricantes não querem ouvir falar em antecipação, segundo o Valor, por causa do custo dos equipamentos. Faltam ainda as garantias de que as motos passarão por manutenção adequada depois da venda.

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17 de outubro de 2007

Berçário

A região com maior biodiversidade de peixes coralinos e outros animais do planeta pode ter feito jus ao seu status mais uma vez. Um grupo de cientistas mergulhou a uma profundidade de 2800 metros no mar de Celebes, no sul das Filipinas, e trouxe à superfície cerca de cem espécies. Eles acreditam que algumas delas podem ser novidades no meio acadêmico. De acordo com o líder do projeto, Larry Madin, é provável que o local tenha sido o berço da evolução de inúmeros exemplares de fauna, que dali se expandiram para outros habitats. Dentre todas as criaturas encontradas, a mais estranha parece ser um verme laranja que possui dez tentáculos. A notícia é da Associated Press e foi veiculada na Folha.

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17 de outubro de 2007

Tem sujeira no rio

Parte das raízes do comércio norte-americano, o rio Mississippi pode ser condenado pela poluição em breve, caso nenhuma medida concreta seja tomada pelo governo federal. O ultimato foi dado nesta terça-feira por cientistas dos Estados Unidos, que estão preocupados com a possibilidade do extenso corpo d’água não ficar limpo novamente. Dessa forma, alertam, será muito difícil pescar e nadar no local, já que a contaminação alcança grandes proporções. Notícia da Reuters afirma que os pesquisadores do Conselho Nacional de Pesquisa já entraram em contato com a Agência de Proteção Ambiental estadunidense para a promoção de um esforço conjunto.

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17 de outubro de 2007