Ibama amarelou

O Ibama deixou em maus lençóis os ativistas do Greenpeace que estão cercados desde às 14hs de terça-feira (16) por um grupo de madereiros na cidade de Castelo dos Sonhos, sudoeste do Pará. O órgão revogou nesta manhã de quarta, a autorização que liberava os ambientalistas de transportarem uma tora de castanheira resgatada pelos ambientalistas de uma área desmatada. A árvore queimada seria levada para o Rio e São Paulo em uma campanha contra o desmatamento na Amazônia.

Por Redação ((o))eco
17 de outubro de 2007

Exigências

Tudo indica que o Ibama não suportou a pressão dos madeireiros e acatou às exigências deles. Os servidores do órgão pediram ao motorista do Greenpeace para que devolvesse a castanheira ao local onde ela foi encontrada. Mas os manifestantes obrigaram que o caminhão da ONG rumasse para o centro da cidade, onde está preparada uma manifestação para comemorar a vitória. Os madeireiros exigem ainda que dois ativistas do Greenpeace acompanhem o festejo, sob o pretexto de que desejam fazer uma reportagem. Caso eles não compareçam, avisaram, ninguém será autorizado a sair de Castelo dos Sonhos.

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17 de outubro de 2007

Sem segurança

Os sete ativistas permanecem refugiados no escritório do Ibama e não aceitam participar da manifestação. Eles temem pela segurança do grupo, já que os manifestantes continuam cercando as dependências do instituto. A solução ainda parece estar longe.

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17 de outubro de 2007

Cerco

Sete ativistas do Greenpeace passaram essa madrugada abrigados no escritório do Ibama em Castelo dos Sonhos, às margens da BR-163 no Sudoeste do Pará. Ficaram lá para se proteger de uma turba ensandecida que os cercou tão logo entraram na cidade escoltando uma carreta que transportava uma tora de castanheira derrubada e incendiada em terra pública. A tora, recolhida em território paraense, está sendo trazida pelo Greenpeace para o Rio de Janeiro e São Paulo onde será a estrela de exposição contra o aquecimento global.

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17 de outubro de 2007

O pomo da discórdia

Bem, esse pelo menos é o plano do Greenpeace. Se vai funcionar, não se sabe, porque a saída da carreta com a tora de Castelo dos Sonhos ainda é dúvida. É justamente ela que a multidão que cercou o escritório do Ibama em Castelo dos Sonhos quer. Ou melhor, não querem necessariamente a castanheira queimada, mas evitar que ela chegue ao Sudeste. Dizem que será utilizada para fazer propaganda negativa e enganosa sobre o que acontece na Amazônia.

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17 de outubro de 2007

Arco da sociedade

A confusão em Castelo dos Sonhos começou na tarde de ontem, tão logo a carreta chegou na cidade. Ela foi cercada por caminhões, motos e camionetes com dezenas de madeireiros. Os militantes do Greenpeace decidiram se refugiar no escritório do Ibama, que foi cercado pelos manifestantes. Eles ganharam o apoio de assentados do Incra na região.

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17 de outubro de 2007

Machão

O Exército, que tem uma guarnição em Itaituba, próxima à castelo dos Sonhos, mandou 12 soldados protegerem as instalações do Ibama. À noite, os militantes sitiados e os funcionários do órgão federal receberam uma ordem do coronel Dovanin Camargo Jr. Ele disse que era o responsável pela integridade do prédio federal e que só havia uma maneira de assegurá-la. Quem pensou que o coronel iria reprimir a manifestação se enganou. Ele sugeriu que a turma do Greenpeace teria que sair de lá e ficar à mercê da multidão.

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17 de outubro de 2007

Galho dentro

Os militantes da Ong, todos brasileiros natos, se recusaram a acatar a ordem e o coronel, contrariado, recuou, deixando seus soldados guarnecendo o prédio.

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17 de outubro de 2007

Matriz suja

O leilão de energia nova do governo federal, realizado nesta terça-feira, mostra que o Brasil está mesmo caminhando a passos largos na intenção de sujar sua matriz de energia. Dos 10 projetos leiloados, 5 foram termoelétricas movidas com combustíveis fósseis, entre eles o carvão, substância mais poluidora. Somadas, as usinas térmicas representaram 70% dos 2300 megawatts negociados.

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16 de outubro de 2007

Em chamas

Um incêndio atingiu nesta terça-feira 110 hectares do Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença (RJ), segundo estimativas de técnicos do Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ). Ainda não se sabe a causa da destruição, mas as fazendas do entorno que promovem queimadas para a renovação do pasto serão investigadas. No momento, cerca de 40 brigadistas tentam combater o fogo e salvar um dos últimos remanescentes contínuos de Mata Atlântica do Médio Paraíba.

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16 de outubro de 2007

Hidros vem aí

Apesar de estarem em desvantagem em relação à geração térmica, as hidrelétricas estão recobrando fôlego. No leilão desta terça-feira, foi retomada a venda de parte do potencial de usina de Estreito (256 MW), no rio Tocantins, que estava parada por pendências com comunidades indígenas que vivem na áreas de influência do reservatório. E também começou a negociação da usina Foz do Chapeco (259 MW), no rio Uruguai, que estava há tempos na lista de espera. A entrada desta hidrelétrica dependia da conclusão da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da bacia do Uruguai feita pelo Ministério de Minas e Energia por determinação do Ministério Público Federal.

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16 de outubro de 2007

A maior

Diga-se, inclusive, que o maior empreendimento vendido neste leilão foi a usina MPX, que pertence ao grupo do empresário Eike Batista e será instalada no Ceará. A MPX vai gerar 615 MW queimando carvão mineral. Batista é mestre em projetos polêmicos: foi expulso da Bolívia com sua usina siderúrgica e não é muito bem visto pelos ambientalistas do Mato Grosso do Sul, onde ele comanda a instalação do pólo siderúrgico do Pantanal.

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16 de outubro de 2007