O Rio daqui a 100 anos

A prefeitura do Rio de Janeiro promoverá um seminário para discutir com pesquisadores brasileiros e estrangeiros, entre outros assuntos, os impactos da elevação do nível do mar sobre a cidade. Chamado de “Rio: Próximos 100 anos”, o evento quer debater ainda a vulnerabilidade dos ecossistemas locais e da infra-estrutura pública e da saúde no enfrentamento das mudanças no clima. Será nos dias 10 e 11 de outubro no Clube de Engenharia, no centro do Rio. →

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27 de setembro de 2007

O mesmo que nada

A reunião marcada por Bush com os 16 maiores emissores de carbono do mundo começa nesta quinta-feira, em Washington. O presidente norte-americano, ausente no encontro promovido pela ONU na segunda-feira, vai continuar com a postura de que as reduções voluntárias são o melhor caminho para o combate ao aquecimento. Notícia do jornal O Globo mostra um ar de incerteza entre os participantes. O enviado do governo britânico, John Ashton, garantiu que existe uma grande preocupação acerca do teor do evento, uma vez que os dois próximos dias poderão ser de muito falatório e nenhuma decisão concreta. Mas ele não está sozinho. O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, disse que deixar cada país escolher seus próprios alvos e prazos “significa aquilo que você pode fazer sem ter que levantar peso”. Palavras de um ex-ator, ex-halterofilista e atual ambientalista. →

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27 de setembro de 2007

Novas funções

A posse, nesta quarta-feira, do novo presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Celso Lafer, foi recheada de discursos envolvendo o meio ambiente. Ao lado do governador paulista José Serra, Lafer garantiu que os estudos sobre o etanol ganharão força no novo mandato. Além disso, segundo reportagem da Folha de São Paulo, deve ser anunciado em breve um programa especial para pesquisas sobre mudanças climáticas. Para o novo chefe da fundação, trata-se de um tema fundamental e que está diretamente relacionado “à questão da matriz energética”. Apenas o tempo dirá. →

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27 de setembro de 2007

Quanto mais algas, melhor

Uma nova proposta para reduzir os efeitos das mudanças climáticas veio à tona na revista Nature. Um artigo assinado por James Lovelock defende a criação de tubos gigantes nos oceanos para promover uma dinâmica entre as águas rasas e profundas. Com a mistura, afirma notícia da Reuters divulgada em nota pela Folha, é possível proporcionar um expressivo acréscimo no número de algas que absorvem carbono da atmosfera. Não custa tentar. →

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27 de setembro de 2007

Febre

O mercado de créditos de carbono pode se tornar, em breve, uma das mais importantes commodities de todo o planeta. É o que diz reportagem do The New York Times, que atrela o sucesso deste novo comércio à adesão das nações industrializadas aos compromissos de pós-Quioto. Um grupo de representantes dos maiores bancos mundiais pretende pressionar os Estados Unidos e outros países ricos a criar um comércio que conceda fundos de emissão, algo que poderia gerar enorme renda. Mas, para tanto, é imprescindível que as pátrias do Primeiro Mundo aceitem metas para reduzir o lançamento de gases estufa. Apenas assim as empresas locais se sentiriam obrigadas a comprar concessões caso ultrapassem seus limites. →

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27 de setembro de 2007

Etanol na Espanha

A Espanha parece ter entrado de vez na onda do etanol. Um grupo de investidores do país já começou a construção de uma enorme usina na região de Extremadura para produzir combustível a partir da cana-de-açúcar. A expectativa é de que sejam aplicados 42 milhões de euros no projeto, cujas obras devem terminar em 2009. O total da escala de manufatura já está calculado: por ano, sairão das máquinas da fábrica 110 milhões de toneladas de biocombustível e outros 87 milhões de quilos de grãos. As informações são do Planet Ark. →

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27 de setembro de 2007

Vai de veneno mesmo

Um reservatório na serra do estado da Califórnia recebeu, nesta terça-feira, uma injeção de veneno líquido em suas águas. A iniciativa, tomada pela segunda vez no decorrer de uma década e que partiu de autoridades da região, serve para matar o lúcio, uma espécie de peixe carnívora invasora do lago Davis, no norte da cidade de Portola. A preocupação tem sentido: o animal é predador da população de salmão que vive ali e, por isso, afetou drasticamente a economia das redondezas. Antes de tomar a decisão de utilizar o produto tóxico, as autoridades tentaram outras possibilidades um pouco mais amenas, como choques elétricos. Mas, segundo notícia do Los Angeles Times, nada surtiu o efeito esperado. →

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26 de setembro de 2007

O nome não basta

Os jornais brasileiros deram grande repercussão para a 62ª Assembléia geral da ONU, realizada nesta terça-feira. Tudo porque em seu discurso de abertura, Lula ofereceu o Brasil para sediar uma nova Conferência nos moldes da Rio-92 em 2012. Além disso, notícia da Folha de São Paulo conta que o presidente também anunciou o nome de um plano de combate ao aquecimento global. O problema é que não passou disso. O programa chama-se “Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas”, mas ainda não há data para o seu lançamento. Nem certeza há sobre se existe mesmo um plano. De acordo com o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ele vai prever, entre outras coisas, um “cerceamento ao desmatamento”. Lula deu principal ênfase à defesa do etanol para rebater as recentes críticas de autoridades mundiais como Fidel Castro e Hugo Cháves. Para ele, a geração de álcool a partir da produção de cana-de-açúcar não afetará em nada a produção de alimentos no planeta. O Globo e o Estadão também divulgaram a informação. →

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26 de setembro de 2007

Em teoria

A China está disposta a combater suas emissões de gases estufa e a limpar a nuvem cinza que paira sobre seu território. Pelo menos é o que aparenta, já que toda semana surge uma nova medida proposta pelo país para proteger o meio ambiente. Nesta quarta-feira, de acordo com reportagem da Reuters, foi a vez do plano provisório com um programa de incentivo aos investimentos em controle da poluição ser lançado. A intenção é que, a partir de 2010 e durante cinco anos, as indústrias se reestruturem para usar cada vez menos recursos naturais e diminuir o impacto sobre o água, as costas e o ar. Mas, para tanto, será necessário montar uma estrutura que dê segurança para estas aplicações. →

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26 de setembro de 2007

Mais onze para a conta

Nos anos 90, cientistas descobriram novos mamíferos na província de Thua Thien Hue, no Vietnã. Agora, na segunda metade da primeira década do século XXI, a remota região conhecida como corredor verde volta a ser notícia. Tudo porque acabam de ser encontradas onze novas espécies por lá. Dentre elas, está uma cobra, duas borboletas, cinco orquídeas e outras três plantas. De acordo com os pesquisadores, elas parecem ser endêmicas das montanhas do país. Outros dez tipos de flora estão sob análise e podem ser consideradas novidades em breve. Chris Dickinson, técnico do WWF, órgão responsável pelo estudo, disse que este fenômeno acontece apenas em lugares muito especiais e que outros achados podem estar a caminho. A reportagem é do The Guardian. →

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26 de setembro de 2007