Aula de cidadania

Reportagem do New York Times mostra uma nova medida com a qual os americanos terão que se acostumar: agora os frequentadores dos parques nacionais são os responsáveis por recolher o próprio lixo. Na entrada, os visitantes recebem duas sacolas e uma aula sobre como usá-las, da mesma forma que é feito para evitar que se alimentem perto dos ursos. A medida evita que perigosos vôos de helicópteros sejam feitos pelos paredões e precipícios dos grandes cânions para resgatar resíduos espalhados pelo caminho e libera os guardas-florestais da árdua tarefa.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2007

Dentro do mesmo saco

O homem forte do meio ambiente na França, Jean-Louis Borloo, parece compartilhar a mesma opinião de seu colega germânico. Em visita ao país para a conferência, o ministro francês concedeu entrevista ao Globo e ressaltou que o investimento em tecnologias e grandes obras para salvar o planeta vão reaquecer a economia mundial. Além disso, Borloo também contou sobre os planos do presidente Nicolas Sarkozy de reunir em um único ministério questões como energia, indústria, transporte, habitação, florestas e mar. A pretensão é mostrar que o governo precisa agir de forma única caso queira atingir as metas de redução das emissões de gás carbônico.

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5 de setembro de 2007

Até 2030

A cobertura de gelo do oceano Ártico nunca atingiu níveis tão baixos quanto agora. A explicação é simples: apenas na última semana, foi constatado o degelo de uma área duas vezes maior do que o Reino Unido inteiro, fato que deixou cientistas desnorteados. O efeito do fenômeno já pode ser sentido na prática. A navegação na passagem a noroeste do Canadá, geralmente impedida em virtude da camada composta pelos icebergs, pôde acontecer tranquilamente neste verão. Caso o ritmo atual permaneça, é possível que não exista mais sequer uma pedra de gelo sob as águas do Ártico durante a estação de calor em 2030. A notícia é do The Guardian.

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5 de setembro de 2007

Registro Geral

Cerca de cinco milhões de indivíduos de 500 mil espécies da fauna e flora podem receber, até 2009, uma assinatura genética semelhante ao RG. Esta é a meta do Consortium for the Barcode of Life, um grupo capitaneado por Paul Hebert, do Instituto de Biodiversidade do Canadá, que está no Brasil para tentar patrocínio do governo brasileiro. O trabalho está orçado em 150 milhões de dólares, e países como Argentina, México e Coréia do Sul já acenaram com a possibilidade de injetar recursos. Os canadenses já colocaram um terço do capital pedido. Com isso, será mais fácil salvar animais da extinção e reconhecer os indivíduos pelas regiões geográficas, disse a notícia da Folha de São Paulo.

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5 de setembro de 2007

Ver para crer

O vice-presidente da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional da China, Chen Deming, disse que o país pretende aplicar cerca de 265 bilhões de dólares em energias renováveis até 2020. O investimento teria grande presença de capital privado, e apenas 10% do caixa público. A proposta pode permitir que 15% de sua matriz energética seja oriunda de fontes limpas na data estipulada. Mas a previsão não poupou os mandatários chineses de críticas por parte dos ambientalistas. Isto se explica pelo fato de que mais da metade dos recursos serão investidos na construção de grandes represas, o que deixa uma pulga atrás da orelha de qualquer pessoa preocupada com seus impactos. Deming disse, no entanto, que os ganhos ecológicos serão maiores do que as perdas. A notícia é do Planet Ark.

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5 de setembro de 2007

Em busca da virtude

A Natura anuncia hoje em São Paulo sua iniciativa para se tornar uma empresa carbono neutra ainda em 2007. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que antecipa em sua edição de hoje os princípios da iniciativa, a empresa avaliou as emissões de gases do efeito estufa não apenas dos seus processos produtivos, mas sim de toda a cadeia envolvida no ciclo de vida do produto, desde a extração da matéria-prima até a entrega do produto final e o descarte dos resíduos.

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5 de setembro de 2007

Atalhos não levam a lugar nenhum

A redação de O Eco recebe dúzias de "press releases" todo dia anunciando que essa empresa ou aquele evento compensará as suas emissões de gases do efeito estufa através da aquisição de créditos de carbono. Essa estratégia de "offsets", no entanto, anda com a credibilidade bastante abalada. Uma matéria recente do Los Angeles Times (acesso gratuito, requer cadastro) explica de maneira bastante didática algumas das críticas mais freqüentes ao conceito. Os executivos da Natura parecem estar conscientes do problema, e prometem trabalhar para reduzir emissões ao máximo, ao invés de simplesmente buscar uma compensação que pode ser ineficaz.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2007

Lamento

Uma das parcerias de maior sucesso na área ambiental no Brasil – a da Petrobrás com os cinco principais projetos de conservação marinha do nosso litoral – está à deriva. Apesar das negociações terem se encerrado no início do ano, até agora a estatal não liberou a renovação do patrocínio do Tamar, Golfinho-Rotador, Baleia Jubarte, Peixe-Boi e Baleia Franca. Em alguns desses projetos, os técnicos não estão recebendo salários. Mas continuam trabalhando.

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4 de setembro de 2007

Buraco

A falta de dinheiro, além de atrapalhar a vida pessoal de quem está envolvido nesses projetos de conservação costeira, prejudica pesquisas científicas e o monitoramento de espécies importantes para a manutenção da saúde ambiental de nosso litoral. A temporada em que as jubartes e as francas chegam na costa brasileira está começando agora e com o caixa furado, corre-se o risco de não poder acompanhá-las por aqui como se deve.

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4 de setembro de 2007

Solta a grana, Gabrielli

A área de marketing da Petrobrás até dá satisfação aos responsáveis desses projetos de conservação costeira. O pessoal da empresa liga dia sim e no outro também para dizer que a grana vai sair. A questão, no entanto, é resolver o problema. A informação agora é que os patrocínios aguardam apenas o aval do presidente da estatal, Sergio Gabrielli.

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4 de setembro de 2007

Grilagem oficial

Mais um parque nacional brasileiro corre o risco de ter um pedaço seu grilado pela indústria dos quilombos fomentada pelo Incra. A bola da vez é o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, onde 16 famílias da comunidade do Tambor, que se auto-declararam quilombolas em março de 2004, receberão uma equipe do Incra encarregada de validar a sua reclamação por terras da unidade de conservação.

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4 de setembro de 2007

“Quilombo”

O próprio Incra, de certa forma, reconhece na nota oficial em que anuncia sua intenção de tirar um naco do Jaú que a comunidade do Tambor não tem qualquer relação com um quilombo, pelo menos não na acepção original do termo, que segundo os dicionários de português significa povoação fortificada de negros fugidos da escravatura. Ela diz as famílias descendem de um casal de negros que se estabeleceu na região em 1910, vinte e um anos depois da assinaatura da Lei Áurea.

Por Redação ((o))eco
4 de setembro de 2007