Meio ambiente antes, conforto depois

Uma pesquisa aponta que apenas 4% dos britânicos preferem um hotel cinco estrelas para passar as férias a um hotel quatro estrelas que tenha preocupação ambiental. Segundo o jornal The Independent, a grande maioria trocaria um pouquinho de luxo pela certeza de que estão hospedados em um estabelecimento que preze pela sustentabilidade. Com este resultado em mãos, o departamento de turismo do Reino Unido decidiu criar uma credencial que endossa o compromisso verde de cada hotel. Reportagem do The Independent afirma que a Escócia está muitos anos à frente da Inglaterra e do País de Gales quando o assunto é hotelaria ecológica: mais de 700 instituições ao redor do país estão dentro das exigências do Green Business Tourism Scheme (algo como Esquema de Turismo e Negócio Verde), o mais bem sucedido selo do ramo na Europa.

Por Redação ((o))eco
13 de agosto de 2007

Sem gosto

As lagartas das florestas tropicais têm uma dieta muito mais restrita que suas parentes das regiões temperadas. É que com a maior biodiversidade nestas bandas, as plantas se tornaram mais eficientes na produção de substâncias que as deixem sem paladar para os animais, diminuindo as opções de menu. A descoberta foi feita em uma pesquisa que tem mostrado grande diferença entre borboletas e mariposas em diferentes pontos do continente americano. O estudo virou reportagem na edição desta segunda-feira da Folha de São Paulo. A brasileira Helena de Morais, especialista em Cerrado da Universidade de Brasília, participa da pesquisa, que ainda não conseguiu estimar o número de espécies do grupo.

Por Redação ((o))eco
13 de agosto de 2007

(Des)Globalização

Um grupo de pesquisadores e ambientalistas de países em desenvolvimento disse, em artigo publicado na revista “Science”, que a efetiva conservação da biodiversidade passa por medidas descentralizadas e melhor integradas às particularidades locais. Nota da Folha de São Paulo conta um pouco da proposta. “Agendas e estratégias localmente produzidas, implementadas por fortes instituições e indivíduos locais são a chave para o sucesso”, diz um trecho do texto científico.

Por Redação ((o))eco
13 de agosto de 2007

Quase terrorismo

Um passageiro saudita deixou em pânico funcionários do aeroporto do Cairo, no Egito, que descobriram em sua bagagem uma coleção de cobras, camaleões e crocodilos do rio Nilo. O rapaz de 22 anos disse que os espécimes seriam usados em pesquisas em uma universidade da Arábia Saudita. O site Planet Ark conta que os bichos foram levados ao principal zoológico egípcio.

Por Redação ((o))eco
13 de agosto de 2007

Fred e a Raposa

O biólogo que cresceu com uma pentax no pescoço e revistas National Geographic na estante se especializou em raposas-de-campo e montou um álbum fotográfico da espécie.

Por Adriano Gambarini
10 de agosto de 2007

Números frescos

O Ministério do Meio Ambiente divulgou no começo da tarde que, pelos cálculos do sistema Deter, a Amazônia brasileira perdeu 4820 km2 de floresta nos últimos 12 meses. O equivalente a pouco mais do que três cidades de São Paulo (1.524km2). Este número ainda deve crescer com uma análise mais detalhada das imagens de satélite, mas é um forte candidato para ser o mais baixo já registrado desde que o Inpe começou a fazer a série histórica do desmatmento da Amazônia, em 1988.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

Desmatameto Oficial

Também foi divulgado em Brasília que a taxa oficial do desmatamento realizado na Amazônia entre agosto de 2005 e julho de 2006 fechou em 14039 km2. No ano passado, a projeção anunciada pelo governo era de 13.100km2.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

Corais também somem

Um artigo científico publicado na versão eletrônica da revista PLoS ONE disse que os corais desaparecem cinco vezes mais rápido do que as florestas. Até o ano de 2004, os recifes sumiram a uma taxa média de 2% ao ano, o que equivale a 293 mil campos de futebol iguais ao do Maracanã, segundo conta a reportagem da Folha de São Paulo. Os altos índices supreenderam os pesquisadores John Bruno e Elizabeth Selig, que realizaram 6001 medições referentes a 2667 bancos de corais em uma escala de tempo que começou em 1968. Os principais dados se referem aos oceanos Índico e Pacífico, responsáveis por 75% da cobertura de recifes do mundo.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

Preparem-se para o calor

Cientistas ingleses declararam, em estudo publicado pela revista Science, que os próximos dois anos não vão apresentar grandes variações climáticas. O problema, no entanto, começa a partir de 2009 e deve durar pelos cinco anos seguintes. Reportagem do The Guardian afirma que o centro metereológico britânico utilizou modelos em computadores que analisam não apenas a influência do aquecimento global nos índices de temperatura, como também dos fenômenos naturais (o El Niño e as alterações de circulação e calor nos oceanos, por exemplo). O jornal O Globo disse que Douglas Smith, principal autor do documento, afirmou que em uma escala de cem anos as principais mudanças serão causadas pelo aquecimento. Mas, no curto prazo, é preciso levar em conta a atuação de eventos ecológicos, que podem ajudar a elevar as temperaturas a níveis maiores do que aqueles registrados em 1998, o recorde até então. A Folha também deu a matéria.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

Apague suas pegadas

Depois de ajudar os leitores a diminuir suas emissões de carbono em casa e no trabalho, o The Independent apresenta dez dicas para que seja feito o mesmo com o estilo de vida de cada um. Entre as opções, estão algumas que podem deixar os britânicos intrigados, como consumir menos carne, e outras curiosas para um povo considerado um tanto frio: o incentivo à prática da carona é o principal exemplo. De acordo com o texto, a cada dia milhões de assentos ficam vagos nos carros, o que apenas gasta mais dinheiro com gasolina e lança maiores taxas de gases estufa. Além disso, um assunto em pauta aqui no Brasil também foi lembrado pelo jornal. Trata-se da recusa de sacolas plásticos nos supermercados e outros estabelecimentos comerciais por parte dos consumidores. Vale a pena conferir os outros sete exemplos.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

De volta ao lar

O furão de patas negras, uma das espécies de mamíferos mais ameaçados da América do Norte, estão de volta ao estado de Wyoming, nos Estados Unidos. Um levantamento de 14% da área ideal para o habitat deste animal mostrou que a população do bicho saltou de cinco para duzentos e vinte indivíduos. Jonathan Proctor, de uma ong chamada Defesa da Vida Selvagem, disse que quando damos uma chance e as pessoas trabalham juntas, é possível recuperar espécies em risco. Apesar da felicidade geral, o cientistas líder do estudo, Martin Grenier, afirmou que ainda não há explicações para este retorno e que gostaria de ver o mesmo em outros locais. A notícia é do Los Angeles Times.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007

Força extra

O serviço de monitoramento de queimadas brasileiro terá um reforço de peso. Dois, na verdade. É que o satélite europeu MSG-02 e o americano GOES-10 vão passar pelo Brasil e aproveitarão para fazer algumas imagens de focos de incêndio. As chamas já tiveram um aumento de 25% em relação a 2006, sendo que na Amazônia o mesmo índice chega a 39%. Hoje, já existem onze satélites que produzem atualizações sete vezes ao dia, mas parece que ainda precisam de uma mãozinha extra. A notícia é do Estado de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
10 de agosto de 2007