Lei que não pega

O governo da China lançou um programa para combater o uso de pesticidas banidos pelo governo no início do ano. Os produtos são altamente venenosos e usados impropriamente pelos agricultores do país. Apenas três indústrias têm licença do governo para fabricar os químicos, que devem ser usados apenas em situações emergenciais de controle de pragas, sob vigilância estrita do governo. Dizem que essa história de “lei que pega” e “lei que não pega” só acontece nestas abençoadas terras tupiniquins. Mas parece que a proibição chinesa ainda não pegou, e os pesticidas continuam sendo aplicados no campo sem o menor controle. Segundo notícia do site Planet Ark, a China usa simplesmente o dobro da quantidade de pesticida de que necessita por ano.

Por Redação ((o))eco
9 de agosto de 2007

Fome na floresta

Elefantes pigmeus da ilha de Borneo estão altamente ameaçados por madeireiros e pelo desmatamento para agricultura, diz outra notícia do site Planet Ark. Depois de marcarem cinco dos animais com radio-transmissores e monitorarem seu movimento, pesquisadores da WWF disseram que a destruição das florestas densas onde vivem os menos de 1,5 mil bichos existentes no país pode fazer com que eles tenham dificuldade de encontrar alimento. “Em um único dia o elefante precisa de mais de 200 kg de comida”, disse um dos pesquisadores. A parte da Ilha pertencente à Malásia (o resto é da Indonésia) perdeu cerca de metade da cobertura florestal para plantações nos últimos quarenta anos.

Por Redação ((o))eco
9 de agosto de 2007

Pode ser

O medo da radiação é um obstáculo importante à adoção mais ampla da energia nuclear, que poderia ser parte da solução contra o aquecimento global. O colunista Robert Matthews, do site de notícias inglês The First Post acredita que esse medo é exagerado e não tem base científica. Segundo ele, os estudos realizados com os sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki não confirmaram os prognósticos sombrios dos anos 50. Matthews critica, em particular, as medidas de proteção baseadas em premissas extremamente conservadoras, que implicam em custos altíssimos e segundo ele não trazem tanta vantagem assim.

Por Redação ((o))eco
9 de agosto de 2007

Outra postura

A Fundação Rockefeller anunciou o investimento de 70 milhões de dólares em ajuda a cidades asiáticas e fazendeiros africanos em preparativos para enfrentarem problemas causados pelo aquecimento global. Inundações e secas devem se tornar ainda mais freqüentes daqui para a frente. E a idéia da instituição é que não adianta só combater o aquecimento em si (como em geral tem sido feito pela maioria das Ongs e governos), mas dar apoio para que comunidades pobres encarem as condições adversas iminentes. “A mitigação de emissões é incrivelmente importante, mas diz respeito a mudarmos de comportamento em relação à mudança climática futura”, disse ao The New York Times a presidente da fundação, Judith Rodin. “Nesse meio tempo, dados e notícias quase diárias mostram que o as mudanças no clima já estão acontecendo”.

Por Redação ((o))eco
9 de agosto de 2007

Festa na mata

O Instituto Terra, de Sebastião e Lélia Salgado, vai fazer festa em outubro para comemorar o plantio de um milhão de árvores de mais de cem espécies nativas da Mata Atlântica. É o encerramento da primeira fase do projeto por eles criado na Fazenda Bulcão , em Aimorés, Minas Gerais, de reconverter para reserva de Mata Atlântica uma fazenda de gado, com 750 hectares, totalmente desmatada. Hoje os viveiros do Instituto Terra produzem 750 mil mudas por ano, de mais de 150 espécies nativas. Quando começaram, em 2000, Sebastião e Lélia tinham a meta de um milhão de árvores. Alcançaram. Agora, estão falando em 50 milhões, em toda a Bacia do Rio Doce. Quem vê o que era a fazenda e no que se transformou, tem dificuldade para duvidar.

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2007

Depois que o rio sumiu

Os governadores Aécio Neves, de Minas Gerais e Paulo Hartung, do Espírito Santo, acompanhados de seus secretários de Meio Ambiente, empresários e outras autoridades, estiveram ontem na cidade de Aimorés, para lançar vários projetos do programa de recuperação da Bacia do Rio Doce. A cerimônia foi no Instituto Terra, de Sebastião e Lélia Salgado. A festa tem um toque macabro: a mineira Aimorés, cidadezinha nascida entre o rio Doce e a ferrovia Vitória-Minas, na fronteira entre os dois estados, hoje se debruça sobre o vasto leito seco do rio Doce, desviado de lá por uma hidrelétrica que, ainda por cima, foi batizada de Aimorés.

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2007

Voto de confiança

Quem acompanhou no Senado a votação do Projeto de Lei de Conversão 19 (antiga MP 366), que criou o Instituto Chico Mendes e dividiu o Ibama, garante que não houve “acordão” para garantir vitória à proposta do governo. O que sensibilizou os senadores na verdade foi a promessa de que o racha tornará mais eficiente o licenciamento ambiental no Ibama.

Por Carolina Elia
8 de agosto de 2007

Ressaca

Na ressaca da aprovação pelo Senado da lei que cria o Instituto Chico Mendes, a Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) afirmou por carta estar frustrada com o resultado da votação, mas tem a sensação de dever cumprido. Diz que avisou sobre “os motivos óbvios do porquê a criação de mais um órgão público, o Instituto Chico Mendes, é pouco racional, além de despropositada (...)”.

Por Carolina Elia
8 de agosto de 2007

Pegou leve

O Ministério Público Federal determinou que o Ibama reavalie 487 autuações ambientais feitas em São Paulo. De acordo com o MPF, elas foram brandas demais, mal elaboradas e dão margens a questionamentos diversos. No auge das reclamações estão as autuações realizadas em diversas construções irregulares próximas aos reservatórios das usinas de Água Vermelha e de Ilha Solteira, em áreas de preservação permanente. Para o MPF, em muitos casos o Ibama não deveria apenas aplicar multas, mas apreender, suspender ou até demolir as edificações, além de atuar pelo reparo efetivo dos danos ambientais causados. O instituto tem 120 dias para tomar as providências.

Por Carolina Elia
8 de agosto de 2007

Couro de jacaré

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso emitiu um parecer favorável à retomada da comercialização do couro de jacaré. A proposta, de autoria do deputado Sergio Ricardo (PR), presidente da casa, está cotada para virar lei estadual ainda neste ano.

Por Carolina Elia
8 de agosto de 2007

Recuperação de passivo

A Justiça Federal estabeleceu prazo de seis meses para a Indústria Carboquímica Catarinense e a Petrobras Gás (Gaspetro) apresentarem um plano de recuperação de área degradada referente a uma área de 977 mil m2 no sul de Santa Catarina. O local foi poluído devido ao beneficiamento de rejeitos de mineração entre 1983 e 1992 pelas empresas envolvidas. A liminar obriga que as empresas arquem com os custos de recuperação ambiental, cujo projeto deverá ter o aval do Ibama para começar.

Por Carolina Elia
8 de agosto de 2007