Novo olhar

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse ao jornal O Estado de São Paulo que a próxima fase do plano de combate ao desmatamento do governo não vai mais se concentrar tanto nas ações de repressão, mas investir também em alternativas econômicas para a floresta. “A fiscalização tem que ser a exceção”, diz ele. A idéia é estimular a comercialização de produtos beneficiados a partir da matéria-prima local, como móveis, artesanato, doces e geléias. “Só fornecer matéria-prima é muito pouco; queremos transformar a Amazônia numa exportadora de produtos manufaturados”, explica. O climatologista Carlos Nobre, que prepara uma avaliação independente do plano, tem um pezinho atrás. “Não há uma base de ciência e tecnologia para aproveitar a biodiversidade da Amazônia. É um esforço que caminha a passo de tartaruga.”, diz ele. →

Por Redação ((o))eco
15 de agosto de 2007

Mesma tecla

Pesquisadores que participaram do primeiro dia do seminário técnico-científico sobre as atuais taxas de desmatamento, em Goiás, notaram que o governo federal ainda dá todo credito das recentes reduções às ações de fiscalização. Ou seja, a debilidade do agronegócio na safra passada parece ser ignorada.Nas apresentações do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, nenhum dos dois fez uma análise profunda sobre o desmatamento e o ritmo da economia na Amazônia. A apresentação da Embrapa foi a única a mostrar que pelo menos na última safra, as atividades agrícolas não ocuparam novas áreas. A análise da Embrapa foi baseada em estudos na região de Santarém, no Pará. →

Por Carolina Elia
15 de agosto de 2007

Tocando na ferida

Nesta quarta-feira, as análises sobre as causas da redução do desmatamento vão se tornar mais densas no seminário organizado pelo governo, em Goiás. Vão ocorrer apresentações de institutos de pesquisa independentes, como o Imazon, e de ONGs que trabalham com o pacto pela soja sustentável na Amazônia. Os dados mostram que há razão para se preocupar com a recente retomada de fôlego do agronegócio. →

Por Carolina Elia
15 de agosto de 2007

Em retirada

A Polícia Militar cumpriu na semana passada a ordem judicial de reintegração de posse de Linharinho, no município de Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo. Desde o dia 23 de julho, a área, de propriedade da Aracruz Celulose, foi ocupada por quilombolas, que se diziam donos da terra. A saída dos invasores foi considerada tranqüila. A empresa vai precisar de quatro dias para retirar toda madeira cortada indevidamente no local. →

Por Carolina Elia
14 de agosto de 2007

Escravidão no parque

Uma operação concluída na semana passada envolvendo Ibama e Polícia Federal apreendeu motosserras, material para topografia, facões, foices, correntes e lâminas dentro do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, na divisa entre Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. Três caminhões toreiros e uma madeireira foram autuados porque não comprovaram a origem da madeira com que trabalhavam. A empresa também perdeu sua licença para executar o plano de manejo, que na prática acontecia no interior da unidade de conservação. Na linha de frente do desmatamento na área os agentes encontraram trabalhadores em condições análogas à escravidão, que recebiam cerca de vinte reais por hectare colocado abaixo e ainda precisavam pagar pelos equipamentos usados e alimentação. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Muita calma nesta hora

Mais uma organização convidada a participar do seminário montado pelo Ministério do Meio Ambiente em Goiás para analisar dados referentes ao desmatamento da Amazônia deixou claro que ainda é cedo para comemorar quedas nas taxas de desflorestamento. Para a WWF, os índices acumulados no governo Lula são alarmantes. “No primeiro mandato, foram desmatados cerca de 85 mil km quadrados. Comparado aos governos anteriores, esse número ainda é recorde” afirmou em carta aberta. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Sinais de fumaça

A WWF também chamou atenção para a quantidade focos de incêndio registrada este ano no país. Só na Amazônia, o número de queimadas aumentou 39% em comparação ao mesmo período do ano passado. E mais: em 2007 não foi criada nenhuma Unidade de Conservação pelo governo federal, apesar dos decretos estarem prontinho para assinatura na Casa Civil. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Calada

O governo prepara para o final do mês de agosto o que chamou de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Quilombola. A iniciativa pretende atender as mais diversas demandas dos grupos de remanescentes de quilombos em todo o país, de assistência à saúde a regularização fundiária. O comando do projeto está nas mãos da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que se recusou a dar qualquer explicação sobre o programa a O Eco, a poucas semanas de seu lançamento. No mês passado, informações sobre o projeto foram publicadas no boletim diário do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Perguntada sobre a veracidade dos dados contidos ali, a secretaria insistiu em se calar. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

A reserva continua

O Supremo Tribunal Federal não aceitou o pedido de liminar que visava impedir a implementação da Reserva Biológica da Serra do Cachimbo, no sul do Pará. A ação foi requerida pela Associação dos Produtores Rurais do Vale do VX, que se diz prejudicada pela criação da unidade de conservação, em 2005. O ministro Cezar Peluso alegou, entre outros motivos, que nenhum ocupante da reserva foi identificado pelo Ibama como proprietário ou população tradicional. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Indenização verde

O Superior Tribunal de Justiça reconheceu na semana passada o direito a indenização de reservas legais que tenham plano de manejo. A decisão foi tomada por causa da desapropriação de três fazendas no Rio Grande do Norte para fins de reforma agrária. Na ocasião, o Incra se negou a aceitar que coberturas vegetais nativas podiam ser indenizadas. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Pequenos grandes projetos

Quem está precisando de recursos para executar projetos ambientais na bacia do Xingu, em Mato Grosso, tem até o dia 30 de agosto para apresentar as propostas ao Fundo Xingu de Pequenos Projetos de Recuperação Ambiental. Trata-se de uma iniciativa da campanha 'Y Ikatu Xingu, que vai fornecer de 5 mil a 10 mil reais, além de assistência técnica, a projetos com duração de até 12 meses sobre recuperação de nascentes e matas ciliares. Mais informações pelos endereços [email protected] ou [email protected]. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007

Monumento natural

No mês de julho, Mato Grosso protegeu a maior caverna já registrada no estado. A gruta do Jabuti, localizada no município de Curvelândia, foi decretada Monumento Natural e agora precisa de recursos para realização de seu plano de manejo. O Ibama avisou que somente com o documento será possível licenciar a área para visitação turística. A maior cavidade subterrânea mato-grossense, com cerca três quilômetros de extensão, foi descoberta dentro da reserva legal da fazenda Santander, do empresário Siderlei Corso. →

Por Redação ((o))eco
14 de agosto de 2007