Anunciado

Em março, técnicos do governo estadual avisaram a Imerys que uma de suas lagoas de rejeitos tinha uma infiltração com toda a pinta de que ia virar um buraco. A empresa tergiversou. Dois meses depois, o conteúdo da lagoa vazou. Consertar os efeitos do desastre não é o único problema da Imerys. A secretaria de meio ambiente do Pará estima que a sua atual capacidade de depósito de rejeito está exaurida e precisará ser ampliada. Por essa razão, tudo indica que tão cedo a empresa não volta a funcionar.

Por Redação ((o))eco
29 de junho de 2007

Corte nos subsídios

Vem aí, ainda bem, mais pancada nas siderúrgicas que produzem ferro guza utilizando carvão de desmatamento ilegal em Carajás, Leste do Pará. Depois de uma blitz conjunta das secretarias de meio ambiente e indústria e comércio, cinco empresas perderão os incentivos fiscais que recebem do estado. O anúncio do corte deve ser feito na segunda-feira.

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29 de junho de 2007

Por sinal

No site da Imerys não há qualquer menção ao desastre de Barcarena. Em compensação, ele é pródigo em loas à adesão da empresa aos preceitos do desenvolvimento sustentável, como aliás puderam comprovar os evacuados de Barcarena.

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29 de junho de 2007

Efeitos

A série de bordoadas que 11 das 12 guzeiras do Leste paraense vêm tomando desde o ano passado – primeiro com um aperto na fiscalização do Ibama, depois com o anúncio recente da Vale do Rio Doce de que pára de fornecer a elas minério de ferro no ano que vem e agora com a pressão do governo do estado – devem jogar a região numa crise social. A estimativa é que 200 mil pessoas que moram lá dependem da atividade. Dependem, é modo de dizer. A maioria vive de subempregos que geralmente raspam no trabalho escravo, como mão de obra do desmatamento ilegal, da produção de tijolos e de carvão vegetal.

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29 de junho de 2007

Nem tudo está perdido

A americana Pew Research Center repetiu agora, em 2007, pesquisa global que conduziu há cinco anos para medir a opinião de populações de vários países sobre temas de interesse mundial. No Brasil, a maioria dos entrevistados, 49%, respondeu que o meio ambiente é a maior ameaça ao futuro do planeta. Foi o país onde a resposta deu o maior salto em relação à pesquisa anterior. Em 2002, só 20% dos brasileiros cravaram o meio ambiente como o principal desafio do mundo.

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29 de junho de 2007

Aventura

A primeira expedição que iniciará os levantamentos de campo sobre a biodiversidade que existe nos 12, 8 milhões de hectares de Unidades de Conservação criados na Calha Norte do rio Amazonas no Pará deve partir em agosto. Será tocada por barco e vai se concentrar nos rios da região. As cinco outras expedições, que entrarão por dentro de uma selva ainda praticamente intocada, continuam sem data de partida por conta da sua complexidade logística. Todas vão precisar de apoio de helicópteros. Os trabalhos de campo levarão 18 meses para serem concluídos.

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29 de junho de 2007

Bateu ponto

Nas comemorações do Parque Nacional de Itatiaia a ministra Marina Silva desceu de um helicóptero, seguiu até uma tenda armada no Centro de Visitantes e fez uma palestra cujos assuntos principais foram que sua promessa de revitalização do Parque Nacional foi cumprida e a defesa da criação do Instituto Chico Mendes.

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29 de junho de 2007

Placar do fogo

Mato Grosso se mantém na dianteira no ranking dos estados que mais queimam. De acordo com dados do Inpe, nesta quinta-feira foram registrados lá 166 dos 266 focos de calor de todo o país. São Paulo continua em segundo lugar, com 40 incêndios vistos por satélite, nas áreas de queima da cana-de-açúcar.

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29 de junho de 2007

Vida “selvagem”

Uma notícia da agência France Presse reproduzida na Folha de S. Paulo diz que há pouca (se não nenhuma) natureza intacta no mundo. A afirmação é do pesquisador Peter Kareiva, da ong The Nature Conservancy, que publicou um artigo sobre o tema na última edição da revista Science. Segundo Kareinva, já em 1995 só 17% da Terra continuava selvagem de verdade, sem influência do homem. Um dado citado por ele ilustra bem o tamanho da coisa: a quantidade de água armazenada artificialmente em represas hoje é quase seis vezes maior que a que corre livre na natureza. Enquanto isso, metade do planeta é usada para a agropecuária.

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29 de junho de 2007

Além da beleza

As borboletas, além de anunciarem o começo da primavera e o retorno dos dias ensolarados, também são bons indicadores da saúde de um ecossistema. Segundo o chefe-executivo de uma ONG britânica dedicada a cuidar destes bonitos animais, Dr. Martin Warren, elas são particularmente sensíveis à mudança climática, poluição e perda de habitat. Existem dois tipos de borboletas, a grosso modo. De um lado, as especialistas, que sobrevivem apenas sob um tipo de condição, e do outro as generalistas, com maior facilidade para se locomover e adaptar. Segundo reportagem do jornal britânico The Independent, enquanto as segundas estão indo bem, as primeiras sucumbem aos efeitos do aquecimento global.

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29 de junho de 2007

Em paz

A águia careca, símbolo nacional dos Estados Unidos, foi retirada da relação de espécies ameaçadas de extinção do país. A boa nova foi anunciada por um grupo de conservacionistas, após quatro décadas com presença garantida na lista. O jornal britânico The Guardian diz que tudo começou em 1967, quando a destruição de seu habitat por pesticidas reduziu o número dos pares de procriação dos animais para apenas 400. Depois deste momento, as aves passaram a ser protegidas por uma associação especial e, hoje, já é possível contabilizar mais de dez mil duplas nos EUA.

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29 de junho de 2007

O custo

Foi lançado esta semana um estudo específico sobre os impactos do aquecimento global no Alasca. O resultado não foi dos mais agradáveis. Temperaturas altas, derretimento do solo congelado, redução das camadas de gelo e acréscimo de inundações foram apontados pelos pesquisadores de uma universidade do estado como responsáveis pela necessidade de projetos de infra-estrutura da casa de bilhões de dólares. A explicação se refere às obras de reconstrução ou substituição mais constantes de estradas, aeroportos e ferrovias, que devem ter uma duração bem menor em virtude do aquecimento no planeta. A notícia do New York Times afirma que os autores do documento não colocaram na conta gastos com mudanças de cidades, controle de incêndios ou proteção de propriedades privadas.

Por Redação ((o))eco
29 de junho de 2007