Predação

A quantidade de espécies de peixes cujas populações estão abaixo do recomendado em virtude da pesca predatória aumentou nos Estados Unidos, revela um estudo publicado semana passada. Algumas espécies de tubarão e outras de camarão, por exemplo, foram adicionados à lista. Além disso, as capturas de arraias e atum estão altas demais para serem consideradas sustentáveis. De acordo com notícia do Planet Ark, a constatação levou grupos conservacionistas a pedirem limites para a pesca e esforços para o equilíbrio dos estoques de todas as espécies.

Por Redação ((o))eco
25 de junho de 2007

Decisão

Acontece hoje reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que pode decidir sobre a construção da usina nuclear de Angra 3, paralisada desde 1986. Apesar da oposição do Ministério do Meio Ambiente, o governo defende o retorno das obras como estratégia de estímulo ao conhecimento científico e de alternativas de geração de energia no longo prazo a partir de 2025, em alternativa às hidrelétricas. Para o físico nuclear José Goldemberg, Angra 3 não vai resolver a crise energética que está por vir. Já Guilherme Leonardi, do Greenpeace, critica em notícia da Folha de São Paulo o modo como as audiências públicas foram feitas. Nem acesso ao estudo e relatório de impacto ambiental os participantes tiveram.

Por Redação ((o))eco
25 de junho de 2007

Pela metade

Foi por água abaixo a intenção de integrar os cinco maiores projetos de conservação marinha do país. O convênio com a Petrobras, que ainda depende de algumas assinaturas para sair, vai garantir aos projetos que protegem tartarugas, baleias, golfinhos e peixes-bois recursos para três anos, e não mais apenas um. Só que ninguém sabe aonde foi parar a proposta de integrá-los, o que seria vantajoso para todos os lados.

Por Redação ((o))eco
25 de junho de 2007

(A)d(i)versidade

A jornalista Débora Thomé ligou para o Instituto Ethos em busca de uma informação sobre os índios tukano e deu no seguinte, como ela mesma conta: "O Ethos me encaminha para a associação dos índios lá em não sei onde com prefixo 97 (o que diz por si só: 'é longe'). Ligo para lá. - Oi, boa tarde, sou Débora Thomé, jornal o Globo, estava precisando saber o nome do rio que fica perto da aldeia de Domingos Tukano. - Ih, para lá tem muito rio. - Ah, sim, mas qual é o rio que fica perto da aldeia? - Rio 'di quê'? - ouço eu e respondo: - O rio que fica mais perto da aldeia do Domingos Tukano - Rio 'di quê'? Explico novamente: - O rio que fica perto da aldeia do Domingos Tukano. Ela me fala pela terceira vez: - Rio 'di quê' Um segundo de "meu Deus do céu, como eu vou conseguir me comunicar com essa gentil senhora", e logo cai a ficha: - Ah, Rio Tiquê!!! - Isso: T-i-q-u-i-e, com acento agudo no "e". - Ah, mas se fala 'Tiquê'. - É, é isso - me falou ela como quem diz: 'que mulherzinha difícil de entender as coisas'.

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25 de junho de 2007

Proposta

Já chegou aos ouvidos da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, a proposta para que o estado seja mais um aliado no pacto do desmatamento zero da Amazônia. A idéia que está sendo arquitetada por organizações não-governamentais já conseguiu como aliados governadores de peso na região. Começou com Eduardo Braga, do Amazonas, e Binho Marques, do Acre, e recentemente entrou em jogo ninguém menos do que o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Estados à frente

A adesão de governadores faz com que o pacto de desmatamento zero na Amazônia caminhe com rapidez significativa. Além disso, com a descentralização de gestão florestal promovida recentemente por resoluções Conama, trabalhar com os estados aumenta a eficácia do plano. Em nível nacional, as conversas com o governo federal caminham a passos de tartaruga.

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22 de junho de 2007

Cooptação complexa

Ana Júlia mostrou-se interessada no pacto pelo desmatamento zero, mas impôs uma condição: só entra nessa se as "complexidades" do Pará forem consideradas. Em outras palavras, antes de falar em degradação nula, o estado precisa regularizar todo seu passivo fundiário e ambiental. Cerca de 35% das terras paraenses estão na ilegalidade.Os proponentes do pacto sugeriram que se inicie um plano conjunto para licenciamento das propriedades rurais e regularização fundiária.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Ajuda dos universitários

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que dá aulas no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) recorreu aos seus alunos para sanar uma dúvida cruel. Na noite desta quinta-feira, ao entrar na classe foi logo perguntando aos pós-graduandos "Quem aqui é do Ibama?". Três figuras levantaram os braços, e senador questionou o que achavam da divisão do órgão. Opiniões divergentes surgiram, causando discussões na classe.

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22 de junho de 2007

Dura tarefa

Buarque explicou que sua pergunta se deve ao fato de que em breve terá que votar no Senado o Projeto de Lei de Conversão 19, que cria o Instituto Chico Mendes. Mesmo após ouvir seus alunos, o senador revelou: "Ainda não sei como votar, estou em dúvida."

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22 de junho de 2007

Rumando, com alívio, aos tons de cinza

Está ficando cada vez mais difícil ver o assunto mudança climática em termos de mocinhos e bandidos. Até a Exxon já admite a realidade do fenômeno e admite um imposto sobre carbono. Quem leu a declaração final do G-8 pode perceber uma mudança importante, na medida em que todos os presente se comprometeram com as negociações para um regime pós-Kyoto. Negociação que deve incluir todos os principais emissores, uma referência óbvia a China, Índia e Brasil. Principalmente China, que acaba de ultrapassar os EUA como maior emissor do mundo e continua construindo duas termelétricas por semana.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Começo de conversa

A conclusão é bastante óbvia: as negociações para o regime pós-Kyoto serão dificílimas. Será necessário conciliar as aspirações desenvolvimentistas de alguns com o desejo de outros de preservar seu padrão de vida e, ao mesmo tempo, implementar mudanças profundas na base energética da nossa civilização para evitar uma catástrofe sem precedentes. Um acordo desses, para ser viável, precisará parecer justo. E já existem trabalhos propondo maneiras de avaliar o que é justo neste contexto. Um paper recém publicado no site do Partido Verde alemão traz uma avaliação das propostas que estão por aí. É uma visão de ONG de país rico, mas não deixa de ser um começo.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007