Fim das férias

Um incêndio na usina de Tubarão, em Fernando de Noronha (PE), deixou o arquipélago sem energia elétrica. A causa do fogo ainda é desconhecida, mas há a suspeita de que ele tenha sido provocado por um raio. Notícia da Folha de São Paulo conta que os turistas foram orientados a deixar o local, um dos destinos de viagem mais famosos do país. Dá para imaginar a felicidade da galera, né?

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2007

Quem se habilita?

O presidente da Eletronuclear disse na última quarta-feira que a companhia vai sugerir o uso de 2% da receita das usinas nucleares brasileiras num fundo que financie a construção de depósitos para os rejeitos radiotivos. Atualmente, o lixo de Angra 1 e 2 fica estocado em piscinas no interior das usinas. A idéia é que o dinheiro seja usado para erguer os locais de armazenamento e pagar a compensação ambiental a municípios que aceitem a desagradável tarefa. Os rejeitos precisam ficar escondidinhos por simplesmente entre 500 e mil anos. O anúncio foi feito durante discussões sobre a possível retomada da construção de Angra 3, que teria 1,3 mil megawatts ao custo de 7,2 bilhões de reais. A notícia é do jornal Valor.

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14 de junho de 2007

Reclamação

Acontece na semana que vem em São Paulo um leilão de energias alternativas realizado pelo governo federal. Participarão nove usinas eólicas, 54 pequenas centrais elétricas (PCHs) e 24 térmicas a bagaço de cana ou rejeitos de criadouros de aves. Somados, os projetos representam a potência de 2,8 mil megawatts, cerca de 45% da geração prevista para as hidrelétricas do Madeira. Mas segundo outra notícia do Valor, as usinas eólicas não estão muito animadas com o evento – dizem que o preço-teto a ser pago é baixo e que o tempo de contrato (15 anos) é curto demais. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que realiza o leilão, está confiante na venda de toda a energia. Mas a associação de produtores de energia eólica acredita que por causa da desconfiança, os empreendedores não farão depósito das garantias necessárias para que os projetos sejam incluídos na venda.

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14 de junho de 2007

Índios soltos

Depois de interrogar os índios da etnia Trumai, presos na Operação Mapinguari, na última quarta-feira, o juiz federal Julier Sebastião da Silva, de Mato Grosso, aceitou revogar os pedidos de prisão do cacique Ararapan e de seu filho, Maitê, acusados de facilitar a extração ilegal de madeira no Parque Indígena do Xingu. Ele considerou que os índios, que admitiram trocar madeira por pick-ups, foram vítimas da ação da quadrilha formada por madeireiros, políticos, grileiros e servidores públicos, que, entre outros crimes, fraudavam planos de manejo. A Funai se comprometeu a apresentá-los em juízo sempre que necessário.

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14 de junho de 2007

Extrativismo paulista

A União dos Moradores da Juréia pede a criação de uma reserva de desenvolvimento sustentável no município de Iguape, no litoral sul de São Paulo. Está agendada para hoje na Assembléia Legislativa, a apresentação de estudos técnicos que embasam sua proposta, com colaboração de pesquisadores da USP, Unicamp, e PUC. A entidade busca apoio de parlamentares para agilizar o processo, e avisou que vai distribuir a eles sorvete de palmito juçara.

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14 de junho de 2007

Pressão

No início desta semana, fiscais do Ibama que lacraram madeireiras e identificaram garimpos ilegais em Paranaíta, no norte de Mato Grosso, foram hostilizados e impedidos de sair da Câmara de Vereadores da cidade por dois dias. Os manifestantes eram políticos e donos de madeireiras que se diziam dentro da lei. Depois da garantia de que uma reunião seria marcada em Cuiabá com o Ministério Público Federal e representantes do governo estadual, os fiscais conseguiram deixar a cidade.

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14 de junho de 2007

Mais reservas

Em abril do ano passado, lideranças populares e políticos pressionaram pela criação de um mosaico de unidades de conservação na área onde existia apenas a Estação Ecológica Juréia-Itatins, composta por, entre outras áreas, duas reservas de desenvolvimento sustentável.

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14 de junho de 2007

Eucalipto fluminense

Em decorrência da aprovação da lei que regulamenta a silvicultura no Rio de Janeiro, o IBGE, a UFRJ e a Embrapa iniciarão levantamentos para a elaboração do zoneamento ecológico econômico no estado. Organizações ambientalistas temem que a lei estimule desmatamento para o estabelecimento das florestas plantadas. De acordo com a proposta, não serão permitidos plantios no litoral sul do estado, onde ainda há muitos remanescentes de Mata Atlântica.

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14 de junho de 2007

Agenda

Amanhã, em Brasília, o Congresso comemora os 15 anos da Eco-92 discutindo sua agenda sócioambiental num seminário que contará com a participação, entre outros, de Paulo Moutinho, do Ipam, Fernando Gabeira (PV-RJ), João Paulo Capobianco, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Sergio Leitão, diretor de políticas públicas do Greenpeace. O evento tem o apoio da comissão de meio ambiente da Câmara Federal e foi organizado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza. A programação do seminário pode ser vista aqui.

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13 de junho de 2007

Bacia furada

Duas mil pessoas receberam ordens de evacuar suas casas em Barcarena, no Pará. Elas estavam ameaçadas de serem engolidas por um vazamento de uma bacia de caulim pertencente à mineradora Imerys Rio Capim Caulim, multinacional formada por capital francês, americano e brasileiro. A empresa informou que o vazamento, ocorrido numa bacia onde estavam armazenados 450 mil metros cúbicos de caulim e água, já está sob controle. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do Pará discordam. Tanto que ordenaram a evacuação da população que mora perto da bacia.

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13 de junho de 2007

FICA

O IX Festival de Cinema e Vídeo Ambiental foi aberto na noite de ontem com a exibição do longa-metragem infantil A Ilha do Terrível Rapaterra, de Ariane Porto, que retrata as belezas do litoral norte de São Paulo ameaçadas de extinção. Mostras, exposições fotográficas, oficinas e palestras sobre clima e meio ambiente fazem parte da programação do festival que acontece em Goiás Velho (GO) até o dia 17 de junho.

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13 de junho de 2007

Parecer do Ibama

O Ibama do Piauí divulgou nota técnica sobre o Projeto Energia Verde. Segundo o documento, trata-se de um plano de manejo aprovado pelo órgão numa área de quase seis mil hectares em 13 anos. Ou seja, no final do ciclo, aproximadamente 78 mil hectares terão sido “manejados”. O Ibama lembrou que este projeto foi aceito como alternativa à idéia inicial de implantação de culturas agrícolas como arroz, soja e milho, que havia obtido uma licença de uso alternativo do solo para varar com 39 mil hectares de Caatinga. Hoje considera o projeto como “o maior Plano de Manejo Florestal Sustentável do Bioma Caatinga e o maior projeto em produção sustentável e renovável de biomassa do Brasil”.

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13 de junho de 2007