O Novo está aí. E com o novo, a possibilidade de melhorias, aperfeiçoamento, novas idéias e conceitos. Alguns dizem que o novo surge pra substituir o antigo. Acredito que ele venha para complementar o que já existe. Pois o que existe – dentro do conceito que nós acreditamos ser o melhor, foi feito com a mesma intenção que está agora impulsionando o novo. A intenção de compartilhar informações, proporcionar ao leitor uma nova visão de ver o mundo que vive, debater sobre a melhor forma de cuidá-lo, enfim, enxergar a si mesmo como um ser humano que interfere diretamente em seu meio.
Para a fotografia e àqueles que decidiram viver por ela, não é diferente. Para muitos, o advento da era digital pôs um fim a uma série de sensações que a fotografia proporcionava às pessoas. A surpresa de esperar a revelação do filme, o processo artesanal de montar álbuns. Mas a notícia que produzirão novamente o filme Polaroid e toda sua lúdica existência trouxe um sopro de nostalgia, ao mostrar que a fotografia, em sua essência, está muito mais ligada às veias de quem fotografa do que aos cabos eletrônicos da informática.
Porque o mais importante na fotografia é justamente quem segura a câmera! Pode ser a extensão da alma, a revelação de suas verdades.
Se o fotógrafo é leviano na hora do clique, será leviano consigo mesmo, com as próprias intenções. E mais, será leviano com quem está lendo aquela imagem. Não permitirá que o novo surja através do olhar do leitor.
O novo não está apenas no fato de tecnologias sendo criadas a cada instante. O novo está no olhar do observador, pois é ele quem recria a imagem. É ele quem admira uma cena outrora vista por alguém, e é justamente ali que está o novo, naquele olhar onde renasce uma infinidade de sentimentos e memórias.
E na nova proposta a esta seção, terei o privilégio de compartilhar um pouco das minhas histórias, vivências e experimentações de quem viaja por este ‘mundão sem fim’ há vinte e cinco anos, sendo os últimos quinze anos numa iluminada viagem pelo mundo da imagem fotográfica. Vinte e quatro horas por dia, olhando o mundo num enquadramento, me emocionando, me frustrando. Compulsivamente, calmamente. Como o simples gesto de respirar, que não se percebe, mas é vital. E sendo vital, traz um ar oxigenado, puro…e novo.
Boa viagem!
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