“O mês de Setembro não tem sido fácil para nós”, desabafou o chefe da Defesa Civil de São José dos Campos, José Benedito, cuja equipe chegou a atender a uma média diária de 3 a 5 ocorrências de queimadas na região. O tempo seco aliado a ação do homem são os principais causadores desses pesadelos. No Brasil, as queimadas e desmatamentos são responsáveis por até 75% das emissões de carbono. São elas que colocam o país entre os 10 maiores emissores do planeta, segundo o próprio.
Em escala nacional, o problema das queimadas no estado de São Paulo é menor, tanto em área quanto em dano, quando comparado a outros estados, como Bahia, Amazonas e Pará. Entretanto, o uso da queimada está enraizado em hábitos culturais das regiões interioranas do estado, como as práticas pecuárias de renovação de pastagens ou queima de lixo caseiro, que pode sair de controle. Assim, grandes queimadas são comuns na região do Vale do Paraíba. “Se as pessoas tivessem consciência do estrago que faz uma simples bituca de cigarro acesa jogada para fora do carro na estrada, elas até parariam de fumar,” lamenta Benedito
Leia também
Autogestão comunitária como princípio de Justiça Ambiental
Livres consultas recíprocas estabeleceram benefícios econômicos para todos, que assumem práticas ambientalmente corretas sem sacrificar individualidade alguma →
Por que forçar as pessoas a adotar práticas ecológicas pode sair pela culatra
Um novo estudo revela um dilema para a política climática: as pessoas não gostam quando dizem a elas o que fazer →
Saúde na Amazônia precisa ser redesenhada diante da crise climática, defendem pesquisadores
SUS na Amazônia precisa se adaptar às mudanças climáticas, incorporando saberes tradicionais, indicadores locais e estratégias de cuidado ajustadas ao território, apoiam →



















