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Ao apresentar ((o))eco a alguém que ainda não o conheça, vem logo à mente a frase “((o))eco é bem nascido”. Não se trata de elitismo, mas de pura verdade. A equipe que hoje toca o site sabe que ele nasceu das melhores intenções e de carreiras brilhantes tanto no jornalismo quanto no ambientalismo.
Dentro deste grupo estão Marc Dourojeanni e Maria Tereza Jorge Pádua, dois dos mais produtivos colunistas de ((o))eco, e que acabam de lançar o livro “Arcas à deriva: Unidades de Conservação no Brasil“. Antes de voltar ao livro, falemos um pouco mais dos autores.
Provocados a calcular a soma de hectares de áreas protegidas criados por eles, chegaram a uma cifra que fala por si mesma: 14 milhões de hectares, divididos entre Brasil e Peru, terra natal de Marc. Essa área se equivale a 3,3 vezes a área do estado do Rio de Janeiro.
Por exemplo, Marc é o responsável pela criação da área de 33 mil hectares que protege o santuário histórico de Machu Picchu. Também está por trás da proteção de 2 milhões de hectares em Pacaya Samiria. Por seu lado, Maria Tereza criou o Parque Nacional do Pico da Neblina, com 2,2 milhões de hectares, o Parque Nacional do Jaú, com 2,3 milhões de hectares e o Parque Nacional Chapada Diamantina, com 152 mil hectares. Também criaram as duas primeiras reservas marinhas: Maria Tereza com Atol das Rocas, no Brasil, e Marc com Paracas, no Peru.
Os dois estão entre os pioneiros que escreveram os primeiros capítulos do ambientalismo no Peru e no Brasil, e que ajudaram os governos dos dois países a estruturar os respectivos sistemas nacionais de áreas protegidas.
Conhecendo o temperamento forte de ambos e dado o fato de que são casados, a competição em casa deve ser ferrenha. Da parte de ((o))eco, esperamos que o trabalho dos dois continue fecundo em artigos para as nossas páginas virtuais.
“Arcas à Deriva” tem prefácio de Ibsen de Gusmão Câmara, decano do ambientalismo brasileiro. O livro reúne e adapta quase 10 anos de colunas publicadas em ((o))eco. O título é uma alusão à história da Arca de Noé, que hoje seria representada por parques nacionais e outras áreas protegidas, que também cumprem o papel de salvar fauna e flora dos perigos da super exploração. Quem lê-lo, além de se beneficiar da experiência e conhecimento dos autores, pode esperar opiniões nada politicamente corretas. Eles abordam sem rodeios controvérsias como o socioambientalismo, a multiplicação das categorias de unidades de conservação e a penúria financeira em que estas sobrevivem.
Sobre os autores:
Marc J. Dourojeanni – Um dos mais conhecidos especialistas da América Latina em temas de conservação de recursos naturais e, em especial, em áreas protegidas. Entre outros cargos foi decano da Faculdade Florestal da Universidade Nacional Agrária de La Molina de Lima (Peru), diretor geral florestal do Peru, assessor sênior do Banco Mundial e primeiro chefe da Divisão Ambiental do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), presidente fundador da ONG Pronaturaleza (Peru), vice-presidente da World Conservation Union (UICN) e da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA). É membro do conselho da Associação Oeco, responsável pela publicação de ((o))eco. É autor de 16 livros e de centenas de artigos.
Maria Tereza Jorge Pádua – Durante mais de 18 anos ela foi responsável, no antigo IBDF, pela criação e desenvolvimento das unidades de conservação e do manejo e conservação da fauna do Brasil. Ela também foi presidente do IBAMA e gerente da área ambiental da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Estabeleceu a ONG Funatura, de atuação no Cerrado. Atualmente ela é membro do conselho da fundação O Boticário e preside a associação O Eco. Na área internacional pertenceu aos conselhos da World Conservation Union (UICN), do World Resources Intitute e do World Wildlife Fund. Hoje, é também presidente da Associação Oeco, ONG responsável pela publicação de ((o))eco. É autora de três livros e de uma centena de artigos técnicos.
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Ficha Técnica:
O livro pode ser comprado no site da Technical Books |
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