Mais Ciência na Amazônia
O Amazonas acaba de ganhar dois centros de pesquisas, com aval do Ministério da Ciência e Tecnologia. São eles o Instituto Energia, Ambiente e Biodiversidade, da Universidade do Estado do Amazonas, e o Instituto Brasil Plural- Novas Realidades Brasileiras - A Amazônia e o Sul do País, uma parceria entre Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Amazonas. Com esses, o estado já participa de seis iniciativas do gênero e atinge cerca de R$ 29,3 milhões em investimentos no setor - R$ 17,8 milhões do CNPq, R$ 11,6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e R$ 600 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina. →
Dinheiro para áreas protegidas
Em comunicado distribuído ontem (5), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lembra que é de R$ 3,3 milhões o custo médio para se criar e estruturar uma área protegida federal. O cálculo inclui infra-estrutura e equipamentos, plano de manejo e pessoal, não conta a regularização fundiária. É com base nessa avaliação que o governo promete R$ 75 milhões anuais até 2010 para consolidar unidades de conservação. O estudo do Funbio, todavia, traz uma meta para o governo de regularizar 60 áreas protegidas e investir em outras 50, nos próximos seis anos. Também recomenda possíveis fontes para cobrir esses gastos, como compensações ambientais, multas, taxas de visitação e concessões de exploração florestal. Para as quase 300 unidades de conservação federais, o custo de manutenção médio anual (sem gastos com pessoal) calculado pelo Fundo é de R$ 570 mil por área, ou de R$ 171 milhões anuais. →
Maravilhas privadas de Guainumbi
Reserva entre Itatiaia e Ubatuba prova que cada um pode fazer sua parte pela preservação da natureza. Em fotos, a beleza do lugar e sua rica biodiversidade. →
Papagaios em pauta
A editora da Universidade Federal de Pelotas lançou há pouco tempo o livro Estudo de caso com o papagaio-charão e outros papagaios brasileiros. Suas quase 300 páginas trazem experiências conservacionistas com essas aves tão típicas do Brasil e muitas vezes ameaçadas de extinção. A primeira parte da obra tem nove capítulos sobre o simpático papagaio-charão (Amazona pretrei), exibido na imagem acima. Outros cinco capítulos vêm na segunda parte, enfocando papagaio-da-cara roxa (Amazona brasiliensis), papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha), papagaio-do-mangue (Amazona amazonica), papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). Leitura obrigatória para quem estuda, trabalha ou se interessa pela sobrevivência dessas belas aves. Afinal, já fomos chamados de a "terra dos papagaios". Saiba mais:IlegalLar doce larUnião Sul-Americana de Estudos da BiodiversidadeProjeto Papagaio-charão →
Proteção urgente
Aliás, o rio Juruena, junto com o Teles Pires e o Tapajós são, na opinião do ictiólogo Flavio Lima, da USP, alguns dos rios que deveriam receber maior proteção no país. Banham regiões pouco densas e de biodiversidade quase totalmente desconhecida, ainda que com fortíssima pressão de desmatamento. Diversos empreendimentos hidrelétricos estão sendo aprovados, como a sequencia de PCHs no Teles Pires e duas grandes usinas na ordem de 700 MW coladas a terras indígenas Kayabi e Mundurucu (MT-PA), fora os projetos de hidrovia. Tudo isso está saindo antes que se conheça minimamente a riqueza de fauna nesses rios. →
Belezas ocultas na pedreira
Enquanto segue o silêncio e a inoperância governistas na implementação do Monumento Natural da Cidade de Pedra, em Pirenópolis (GO), também ficam prejudicados estudos sobre suas biodiversidade e formação geológica. Não fossem leitores de O Eco, como o engenheiro e espeleólogo Alexandre Lobo, não conheceríamos belos aracnídeos vivendo em seu interior, como esse da imagem acima. Cores e contornos do Cerrado. →
Água de lastro online
Entrou no ar a página Água de Lastro Brasil, da associação que se empenha em gerar ações para controlar a "bioinvasão" e impactos da chegada de organismos estrangeiros através da água de lastro dos navios na costa brasileira. A invasão biológica é uma das três maiores ameaças à biodiversidade mundial. Veja o site aqui. →
RPPNs para toda Mata Atlântica
Já estão abertas as inscrições para o sétimo edital de projetos do Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) da Mata Atlântica, coordenado pelas não-governamentais Conservação Internacional (CI), SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy (TNC). Pela primeira vez desde que foi criado, em 2003, o projeto apoiará proprietários interessados na conservação privada em todo o bioma Mata Atlântica – 3.276 municípios englobando 1,3 milhão de quilômetros quadrados do Brasil. Antes, o projeto era focado em áreas de alto interesse da biodiversidade, como corredores ecológicos. Para esta edição do programa, serão destinados 500 mil reais. Informações e inscrições, nos sites www.sosma.org.br, www.conservacao.org, www.nature.org/brasil, www.corredores.org.br e www.funbio.org.br. →
A diversidade secreta do guaru
Pesquisador descobre que um dos gêneros do peixe guaru possui 22 espécies, e não uma, como se imaginava. Resultado: o que antes era abundante, agora pode correr risco de extinção. →
No caminho das águas do Iguaçu
Na semana em que o parque completou 70 anos, selecionamos algumas imagens para lembrar sua rica biodiversidade. Confira aqui fotos captadas em seu aniversário. →
Prioridade transgênica
Em um país rico em biodiversidade e cheio de possibilidades agrícolas, a federal Embrapa dará prioridade em 2009 aos transgênicos. Ou seja, a soja da Monsanto, já que o feijão geneticamente modificado da estatal é promessa há 14 anos. Um pedido para liberação comercial da variedade deve chegar à CTNBio nos próximos meses. A notícia é do Canal Rural. →
As mangueiras marcadas para morrer
Pés de manga serão sacrificados para livrar a Estação Ecológica da Serra das Araras (MT) da “poluição biológica”. Exóticas são terceira maior ameaça à biodiversidade. →
Luz no fim do túnel
A conservação da natureza no país ganhou uma excelente notícia no apagar das luzes de 2008. No último dia 10, o Ministério de Meio Ambiente da Alemanha assinou um contrato para doar dois milhões de euros ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Os recursos, arrecadados pelo banco KFW a partir da venda de créditos de carbono, serão usados em projetos de preservação da Mata Atlântica. Dentre eles estão iniciativas em áreas públicas e privadas, combate a incêndios florestais e projetos de uso sustentável da fauna e flora. Os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais serão os primeiros beneficiados com investimentos, ainda este ano. →
Improbidade administrativa em Jirau
Já na Usina Hidrelétrica de Jirau, cujas obras estão embargadas desde novembro, a briga é com os Ministérios Públicos Federal e Estadual. Na última semana, os MPs ajuizaram ação de improbidade administrativa com pedido de afastamento liminar do presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e do diretor de Licenciamento Ambiental do órgão, Sebastião Custódio Pires, pela concessão da licença de instalação parcial da hidrelétrica de Jirau. O argumento é que Pires e Franco validaram a alteração do local da barragem – que ficou 9 km acima do previsto inicialmente – sem requisitar novo licenciamento ambiental. Para o presidente do Ibama, a mudança não traria novos impactos sobre biodiversidade e estrutura local. A ação ainda será julgada. →
Explosão de biodiversidade
O delta do rio Mekong, no sudeste asiático, se mostra pródigo quando o assunto é biodiversidade. Um levantamento feito pela WWF na região identificou mais de mil novas espécies da flora e fauna para a ciência. Entre elas, estão 519 plantas, 279 peixes, 88 rãs, 88 aranhas, 46 lagartos, 22 serpentes e 15 mamíferos. O jornal O Globo (só para assinantes) publicou uma foto do rato-esquilo, um dos roedores recém-descobertos pelos pesquisadores da organização internacional. →
