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Dois novos parques para São Paulo

Com mais de 25 mil hectares, parques devem funcionar como um “pulmão verde” na região da Cantareira, diz governo paulista. Proibição de intervenções nas áreas gera críticas

Redação ((o))eco ·
9 de setembro de 2009 · 16 anos atrás

O governo paulista apresentou hoje (9) os mapas com a localização de dois futuros grandes parques estaduais, com mais de 25 mil hectares, ao norte da Região Metropolitana de São Paulo. A demarcação dos parques deverá ser feita ao fim de sete meses, a contar do último sábado, quando foi publicado no Diário Oficial do Estado um decreto determinando o “congelamento” destas áreas. A partir de então, ficaram proibidas quaisquer atividades que envolvam corte de vegetação nativa ou outras práticas causadoras de degradação ambiental. São permitidas apenas atividades comerciais já em andamento e obras de infraestrutura já licenciadas. A localização correta dos futuros parques era mantida em sigilo, a fim de evitar a especulação imobiliária e o uso desenfreado dos recursos naturais.

 

Localizadas na região do sistema Cantareira de abastecimento de água, as áreas dos futuros parques, nas Serras de Itaberaba e Itapetininga, sofrem hoje com a ocupação irregular e falta de saneamento básico. Durante os sete meses até a demarcação devem ser realizadas audiências públicas e outros procedimentos necessários para criação das unidades. A idéia é que os parques funcionem como um “pulmão verde” de Mata Atlântica, na porção norte-nordeste da Serra da Cantareira, que engloba áreas de nove municípios.

Durante esta semana, as retrições do governo estadual e a notícia da criação dos parques geraram uma série de críticas da sociedade civil organizada. A maior delas recai sobre a efetividade das futuras unidades de conservação. Para Mário Mantovani, diretor de Relações Institucionais da ONG SOS Mata Atlântica, apesar das críticas, a determinação é positiva já que visa “superar a Lei de Proteção aos Mananciais, que nunca se mostrou eficiente”. Promulgada em 1997, a Lei, que substituiu norma defasada da década de 1970, tem um histórico complexo de implementação e cumprimento pelos poderes municipais, por isso, uma lei mais restritiva, sob controle do estado, é bem vinda, diz o diretor

Segundo Mantovani, além da criação dos parques, o governo estadual deve repensar os meios de manutenção deles. Uma saída seria o ICMS Ecológico referente às áreas de mananciais, mecanismo de arrecadação aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo, mas que nunca foi sancionado pelo governo do estado.

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