A cidade inglesa de Newcastle, situada no norte do país e conhecida por seu histórico industrial e pelos altos índices de poluição, foi eleita ontem a cidade mais “verde” da Inglaterra, empurrando a vencedora do ano passado, Bristol, para o segundo lugar. A lista é feita anualmente pelo “Fórum para o Futuro”, que classifica as 20 cidades mais sustentáveis da Inglaterra, com base em 13 fatores, incluindo reciclagem, poluição e como o governo local está se preparando para reagir à ameaça das mudanças climáticas.
O resultado deste ano tem valor especial, segundo Peter Madden, chefe-executivo do Fórum. Ele mostra que mesmo cidades bastante degradadas em relação ao meio ambiente e com patrimônio industrial forte são capazes de superar seu legado de industrialização. Durante décadas, Newcastle foi enegrecida pelo pó do carvão que alimentava suas fábricas. Depois de anos de reconstrução após seu declínio industrial, a antiga metrópole do norte foi elogiada por sua excelente qualidade do ar, baixos níveis de resíduos, baixas emissões de carbono e elevadas taxas de reciclagem.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Povos indígenas propõem plano global para eliminação dos combustíveis fósseis durante ATL
Documento apresentado durante mobilização em Brasília propõe zonas livres de exploração e coloca territórios tradicionais no centro da estratégia climática global →
MPF recomenda suspensão imediata da certificação e venda de créditos de carbono no Pará
Órgão argumenta que certificação só pode ter continuidade com conclusão da ação civil pública; Para os procuradores, estado não finalizou consulta pública dos povos tradicionais →
Lobby da mineração avança sobre terras indígenas, aponta relatório da APIB
Documento identifica mais de 1.300 requerimentos na Amazônia e denuncia articulação política e jurídica para flexibilizar direitos territoriais →

