A cidade do Rio de Janeiro quer tornar obrigatório o uso de resíduos da construção civil reciclados em obras públicas. Uma proposta nesse sentido foi encaminhada à prefeitura da cidade pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemac). A idéia da prefeitura do Rio é usar os resíduos na base de pavimentação de ruas. O material será processado em duas pedreiras já existentes na cidade, substituindo, assim, os agregados naturais, como areia e brita, o que representará custos de 20% a 30% menores.
O que a cidade do Rio de Janeiro está fazendo nada mais é do que seguir uma norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2003, que determinou as diretrizes para o reuso de materiais da construção civil, um dos grandes problemas da gestão de resíduos sólidos nas cidades, já que, na maioria das vezes, o material vai parar no lixo comum. Em algumas capitais brasileiras, o volume de resíduos gerados pela construção civil já supera o lixo doméstico. Salvador (BA), por exemplo, verificou em 2009 que a quantidade de entulho recolhida em obras e reformas chegava a quase 60% do total de lixo da cidade.
A capital mineira tem bons exemplos de como essa reciclagem pode ser feita. Há 11 anos a cidade começou a reciclar seu entulho. Neste período, foram reciclados 11 milhões de toneladas de materiais, quantidade que daria para construir 70 mil casas populares. Anualmente, a cidade economiza R$ 941 mil com o processo. Um bom exemplo a ser seguido.
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