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Parte desta riqueza, só descoberta recentemente, está sendo compartilhada pelo WWF através da internet, com uma coletânea de novas espécies registradas na ilha entre 1999 e 2010. Em apenas uma década, 615 novas plantas e animais foram encontrados na ilha, e grande parte destas descobertas que incluem dezenas de mamíferos, anfíbios e invertebrados, além de centenas de vegetais, já estão ameaçadas de extinção.
Entre estas espécies está o Berthe’s Mouse Lemur, ou lêmure-rato-de-berthe, que virou personagem de desenho animado no cinema e depois na televisão. Com apenas 30 gramas, esta pequena criatura marrom avermelhada não é só o menor lêmure conhecido, mas também o menor primata do mundo. E apesar do estrelato, a casa dele, a floresta de Madagascar, está ameaçada pelo desmatamento.

A partir de 2009, quando ocorreu um golpe de estado seguido de tumultos políticos, a situação na ilha ficou ainda mais complicada. Madeira-de-lei encontrada na floresta foi pilhada, até de parques nacionais importantes. O comércio de madeira impulsionou também a venda de carne de animais silvestres. No norte da ilha, um prato com carne de lêmure é vendido a três euros.
A instabilidade aumentou também a pobreza, o que leva as pessoas a abandonarem os campos e viverem perto do mar, onde praticam a pesca de forma insustentável. Isto sem contar os prejuízos para a indústria do turismo, uma alternativa que poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida das comunidades próximas às áreas protegidas.
“Ao proteger o meio ambiente e a biodiversidade da ilha, nós estamos ajudando tanto as comunidades locais quanto o governo nacional a atingir metas de desenvolvimento duradouras e sustentáveis e ajudando o mundo a proteger estes recursos naturais insubstituíveis”, afirma Nanie Ratsifandrihamanana, diretora de Conservação do WWF Madagascar. (Com informações do WWF)
Saiba mais
Apresentação WWF
Treasure Island: New species discoveries in Madagascar
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