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Tangará: um exímio dançarino e sedutor

Dançarinos organizados, eles se enfileiram em um galho e vão, um a um, se apresentando para a potencial parceira. Foto: Fabio Olmos

Duda Menegassi ·
3 de agosto de 2012 · 14 anos atrás
A foto que ((o))eco traz essa semana homenageia o tangará (Chiroxiphia caudata), também conhecido como tangará-dançarino. Esse nome pode ser associado ao ritual dos machos usado para se exibir à fêmea. Dançarinos organizados, eles se enfileiram em um galho e vão, um a um, se apresentando para a potencial parceira. Assim que acabam de exibir seu número, retornam para o final da fila para ter mais uma chance de ganhar as atenções.

Na reprodução, seus ovos ficam incubados por um período de 18 dias, num ninho construído pela mãe. Os filhotes se tornam independentes cedo. Com cerca de 20 dias de vida abandonam o ninho.

A alimentação inclui sementes, frutas e pequenos insetos e aracnídeos. São pássaros pequenos, com cerca de 13 centímetros, e podem ser encontrado desde o sul da Bahia, ao sudeste e sul do Brasil, chegando até o Paraguai e nordeste da Argentina.

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Gosta de matas densas. Uma curiosidade sobre o tangará é o dimorfismo sexual: diferenças físicas não sexuais acentuadas. O macho, por exemplo, tem penas azuis com uma cauda preta e um topete vermelho na cabeça. Já a fêmea tem plumagem verde escura e cauda mais longa, o que a torna maior do que o macho. Foto: Fabio Olmos

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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