Notícias

Sapinho de 3 dedos é mais nova espécie da Mata Atlântica

Durante levantamento em reserva no Paraná, pesquisadores descobriram um novo sapo, que vive no friozinho da parte alta da floresta

Vandré Fonseca ·
3 de agosto de 2012 · 14 anos atrás
Nova espécie mede apenas 1,5 centímetro de comprimento e vive em regiões altas da Mata Atlântica do Paraná. Foto: Divulgação.

Este sapinho acabou de ser descoberto. Ele mede 1,5 centímetro de comprimento e tem cor alaranjada. Só foi encontrado nas partes mais altas, acima dos 900 metros de altitude, da Reserva Natural Salto Morato, uma área 2,3 mil hectares de Mata Atlântica, administrada pela Fundação Grupo Boticário, em Guaraqueçaba, Paraná. A nova espécie foi denominada Brachycephalus tridactylus, devido a ter apenas três dedos nos membros da frente.

O pequeno anuro foi encontrado em fevereiro de 2007, pelo biólogo Michel V Garey. Mas só no mês de junho deste ano, a descoberta foi publicada e oficialmente reconhecida na revista internacional Herptologica. É a segunda espécie descoberta na regiáo. Em 2002, pesquisadores descreveram o bagreListrura boticario, na mesma reserva.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A descoberta ocorreu durante um estudo da Universidade Federal do Paraná, com apoio da Fundação Boticário, que buscava comparar a diversidade de rãs, pererecas e sapos em paisagens distintas. Foram registradas 42 espécies de 9 famílias distintas. O B. tricactylus faz parte de um pequeno grupo de 5 espécies achadas em ambientes que não faziam parte do estudo.

Em todo o planeta, são mais de 6,7 mil espécies descritas de anfíbios. O Brasil tem a maior diversidade destes animais, com 946 espécies conhecidas até o momento. No Paraná, apesar de existiram mais de 120 espécies de anuros, existe pouca informação sobre eles, segundo Michel Garey.

“Estamos observando um declínio global dos anfíbios por diversos motivos: poluição da água e do solo, desmatamento, aumento da radiação ultravioleta, doenças, fungos, vírus… Enfim, precisamos preservar os locais onde eles ocorrem e estudar seus hábitos”, afirmou o pesquisador. “Esta espécie, por exemplo, ocorre no topo dos morros onde o clima é mais ameno e úmido. Com o aumento da temperatura, ela pode não ter para onde ir, pois não existem lugares mais frios para ela se mudar”.

 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
25 de setembro de 2026

Foz do Iguaçu irá receber 1º Congresso Pan-Americano de Trilhas em novembro

O evento, entre os dias 5 e 8 de novembro, será concomitante ao congresso brasileiro, já em sua quarta edição, e irá promover a agenda de trilhas nas Américas →

Externo
25 de setembro de 2026

Amazônia perdeu 690 mil árvores por dia a mais com Bolsonaro do que com Lula 

No 3º governo de Lula, a taxa de desmatamento na Amazônia voltou a cair acentuadamente, retomando a trajetória dos dois primeiros mandatos. Mantido o ritmo médio dos últimos anos, a meta de desmatamento zero seria atingida antes de 2028 →

Salada Verde
25 de setembro de 2026

Seminário debate impactos socioambientais de data center bilionário em Pindamonhangaba

Encontro será realizado neste sábado (26), no Sindicato dos Metalúrgicos, e reunirá especialistas, representantes da sociedade civil e moradores da região →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.