![]() |
| A homenagem do ((o)) eco esta semana vai para a borboleta morfo azul (Morfo peleides), uma pequena com pose de gigante. Trata-se de uma das maiores borboletas do mundo, podendo medir até 20 centímetros. Como seu nome denuncia, o azul é sua característica marcante e é a cor que preenche suas asas de contornos pretos. O belo colorido das costas reflete a luz, tornando o azul ainda mais vívido.
Engana-se quem pensa que ela só vive da beleza, pois na hora de enganar os predadores fecha as asas e revela outra faceta: o lado marrom com manchas em formato de olho, que a camuflam e mantém a salvo dos pássaros e outros insetos. A dupla face das asas da morfo azul causa um efeito estético quando voa: a impressão é de que ela aparece e desapare a cada impulso. Pode ser encontrada no Brasil, México, Colômbia, Venezuela e Paraguai. A bela aparência talvez seja compensação para a vida curta de cerca de 115 dias. Mesmo assim, nem sempre ela aproveita todo o seu tempo, pois, mais que os predatores naturais, caçadores e colecionadores encurtam a sua já breve existência. Por enquanto, não há dados sobre o grau de ameaça em que essa distinta borboleta possa se encontrar. Foto: Thomas Bresson Leia também
As muitas cores da Iguana-verde Uma aranha gigante brasileira O jacaré-de-papo-amarelo e seu sorriso nada amarelo A mística e dócil jiboia-constritora O falso camaleão Tartaruga de pente: preserve seu casco tão bem penteado Toda a exuberância da cobra-papagaio
|
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Políticas alimentares foram ‘totalmente degradadas’ sob Bolsonaro, afirma secretária
Ana Terra Reis, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fala sobre os desafios da agricultura familiar diante das disputas territoriais em plena crise climática →
Navegando pelo retrocesso
A segurança da população não pode depender da disposição de legisladores em reconhecer os limites ecológicos, nem ficar subordinada aos interesses setoriais instalados no Congresso →
Do pasto à prateleira do mercado: os custos ocultos da indústria da carne bovina no Cerrado
Cobrar transparência não é um mero detalhe burocrático, mas uma condição para que seja possível cobrar responsabilidades ao longo da cadeia →

