Salada Verde

Serviço Florestal vai mapear florestas brasileiras até 2016

Com financiamento do BNDES, técnicos mapearão em detalhes as florestas do país. Trabalho enfatizará qualidade do solo e espécies existentes.

Redação ((o))eco ·
25 de janeiro de 2013 · 13 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
A ministra Izabella Teixeira e o diretor do BNDES, Guilherme de Lacerda, assinam contrato para realização do Inventário Florestal Nacional. Foto: Valter Campanato/ABr
A ministra Izabella Teixeira e o diretor do BNDES, Guilherme de Lacerda, assinam contrato para realização do Inventário Florestal Nacional. Foto: Valter Campanato/ABr

O Ministério do Meio Ambiente assinou ontem um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que destinará 65 milhões de reais ao Fundo Amazônia para a realização do Inventário na Amazônia. O Inventário Florestal Nacional, que mapeará em detalhes florestas em todos os biomas do país, custará, ao todo, 120 milhões de reais. O projeto já está em andamento e deverá ser concluído em 4 anos.

De acordo com informações do Daniel Piotto, Gerente-Executivo de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), além dos 65 milhões do BNDES para o mapeamento na Amazônia, o Serviço Florestal já conta com recursos para outros biomas: 33 milhões do Forest Investment Program (FIP) World Bank virá para o Cerrado, 18 milhões do Global Environment Fund (GEF) para outros biomas e 4 milhões virão dos estados.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O mapeamento já foi feito em Santa Catarina e no Distrito Federal, na fase experimental do programa. No total, serão examinados 22 mil pontos de amostras de florestas em todo o Brasil, sendo que 7 mil apenas no bioma Amazônico. A estimativa é de que cerca de 200 pessoas trabalharão simultaneamente em várias regiões do país pelos próximos 4 anos. Cada equipe de campo será formado por 5 pessoas.

Nesta primeira fase do projeto na Amazônia, os pesquisadores farão o levantamento em 3 mil pontos amostrais no chamado Arco do Desmatamento, região de expansão da agropecuária que abrange Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará. Os pontos amostrais ficam 20 km distantes um do outro.

“O Arco do Desmatamento possui uma paisagem bastante dinâmica, resultando em rápidas mudanças no uso da terra e desmatamentos. Como o Inventário Florestal Nacional servirá para o monitoramento da qualidade das florestas, é importante termos uma ampla base amostral desta região que vem sendo bastante alterada”, explica Daniel Piotto.

Os pesquisadores irão a campo e analisarão a qualidade do solo, as espécies de árvores existentes em cada área, além do potencial de captura e emissão de gás carbônico pelas florestas. O que se conhece hoje da cobertura florestal brasileira são estudos pontuais e análise de desmatamento e degradação florestal obtidas através de imagens de satélites.

Além de dados sobre a floresta em si, as populações que vivem no entorno das florestas também serão questionadas. Serão aplicados quatro diferentes questionários para saber sobre a existência, uso e conservação dos recursos florestais. Para cada um dos pontos amostrais, serão entrevistados moradores em um raio de até dois quilômetros. O objetivo do inventário é fomentar e aprimorar a implementação de políticas públicas para a conservação das florestas.

“Em debates internacionais sobre mudanças de clima, por exemplo, saberemos que florestas são estas que temos, qual a qualidade de nossas florestas, teremos descoberta de espécies, conhecimento sobre espécies em extinção, além das informações sobre a distribuição desses territórios e do potencial de uso econômico das florestas”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a assinatura do contrato com o BNDES.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
3 de abril de 2026

Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos

Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ

Reportagens
3 de abril de 2026

O que está em jogo com a crise da moratória da soja

STF convoca audiência de conciliação em abril, em meio ao enfraquecimento do acordo que ajudou a conter o desmatamento na Amazônia nas últimas duas décadas

Salada Verde
3 de abril de 2026

Plano de bioeconomia aposta em metas ambiciosas até 2035

MMA publica resolução da Comissão Nacional de Bioeconomia que define objetivos para crédito, restauração e uso sustentável da biodiversidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.