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Projeto Tamar devolve ao mar 2 meros capturados acidentalmente

Os peixes foram soltos na Praia do Forte, na Bahia. Criticamente ameaçados de extinção, moratória proíbe a pesca do animal até 2015.

Redação ((o))eco ·
8 de novembro de 2013 · 11 anos atrás

Os meros são devolvidos ao seu habitat natural. Fotos: Everson Cardoso
Os meros são devolvidos ao seu habitat natural. Fotos: Everson Cardoso

O Projeto Tamar devolveu a natureza 2 meros capturados acidentalmente: um dos peixes foi capturado por um pescador e o outro pelo próprio Projeto Tamar. Também conhecido como o Senhor das Pedras, o mero (Epinephelus itajara) está criticamente ameaçado de extinção e é protegido por lei que proíbe sua captura. A moratória de pesca já dura 11 anos e foi prorrogada até 2015.

Os meros capturados ficaram abrigados em tanques do Tamar na base do Projeto Praia do Forte e foram estudados pelos pesquisadores do Projeto Meros do Brasil, que analisaram os espécimes, orientaram os cuidados, e realizaram a coleta de tecido e medidas para os estudos de biometria de um dos meros.  Atualmente, o maior está com 73cm e 7 kg e o menor com 46,5cm e 1,8 kg, ambos saudáveis. As medidas foram tiradas e um tag inserido em cada animal pelo pesquisador especialista em peixes recifais Dr.Claudio Sampaio da UFAL e pelos veterinários Gustavo Rodamilans e Thaís Torres, do Projeto Tamar.

O primeiro mero foi capturado pelo pescador conhecido como “Minha Cor”. O animal foi pescado com anzol na Praia do Forte, onde funciona uma das bases do projeto Tamar.

Já o segundo foi resgatado pela equipe do Projeto Tamar após ser visto preso em uma Munzuá (equipamento usado na pesca, onde o peixe entra por uma abertura e não encontra a saída), no Porto da Barra, em Salvador.

O mero é grandalhão, mas inofensivo: pode chegar a 2 metros de comprimento e pesar 400 kg. Virou alvo fácil de um comércio predatório que o colocou na lista vermelha dos animais em extinção. Pudera, o senhor das pedras só entra na idade reprodutiva entre 7 e 10 anos de idade, o que dificulta a reposição da espécie.

Clique nas imagens para ampliá-las e ler as legendas

 

 

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