Salada Verde

Suposta saída de chefe da APA de Guapimirim gera protesto

Informações sobre a exoneração de Breno Herrera provocaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Rio. ICMBio não confirma saída.

Daniele Bragança ·
7 de abril de 2012 · 14 anos atrás
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Acima, Breno Herrera, chefe da APA de Guapimirim há sete anos. Embate com o Comperj pode ter gerado pedido de exoneração. Foto: Funbio
Acima, Breno Herrera, chefe da APA de Guapimirim há sete anos. Embate com o Comperj pode ter gerado pedido de exoneração. Foto: Funbio

As escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram ocupadas na quinta-feira passada (05/04) por cerca de 50 pessoas, entre ambientalistas e biólogos, para protestar contra as informações que circularam dando conta da exoneração do chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, o analista ambiental Breno Herrera, que está no cargo há 7 anos. Uma faixa em apoio a Breno foi fixada.

Segundo o Blog Verde, de O Globo, Breno soube que seria exonerado no dia 29, durante conversa com Pedro de Castro Cunha Menezes, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio. No entanto, nada é certo. A ordem de exoneração ainda não saiu no Diário Oficial e os rumores que circulam nessa segunda-feira (09/04) são de que o governo desistiu da decisão.

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O principal motivo para a exoneração seria o embate de Breno com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), uma novela antiga: o Comperj quer usar o Rio Guaxindiba, que fica dentro dos limites da unidade de conservação APA de Guapimirim, para navegação de embarcações para o transporte de equipamentos pesados.  Segundo o empreendimento, essa é a única saída para que a Petrobras cumpra os prazos das obras do Comperj. O chefe da APA sempre vetou a utilização do rio para esse ou outro fim. A mudança do chefe da unidade faria com que a decisão pudesse ser flexibilizada.

Em Brasília, fontes ligadas ao ICMBio citam o secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, como interventor para a manutenção de Breno no cargo. A própria ministra Izabella Teixeira declarou que a decisão de exonerar Breno não passa de um boato. É difícil mensurar qual foi o efeito do protesto de quinta-feira passada, na Alerj, mobilizado via Facebook, para segurar Herrera no cargo. Mas aparentemente, pelo menos por enquanto, ele fica.

Nota editada na segunda-feira, 09/04, às 17h30.
  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

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