
O Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) vai participar do desenvolvimento do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). O acordo de cooperação assinado entre o Instituto e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) na tarde desta segunda-feira (02) prevê que todo o conjunto de dados do JBRJ – incluindo as informações originárias dos seus parceiros no Brasil e no exterior – esteja acessível no SiBBr, projeto do PNUMA com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI).
O Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) investirá 1,03 milhão de dólares para viabilizar o plano de trabalho. O dinheiro será gasto na compra de equipamentos e contratação de bolsistas para todos os herbários parceiros da iniciativa e também a realização de reuniões técnicas.
“Receber o apoio oficial do PNUMA e esse aporte financeiro, que é o maior que o programa já fez a uma instituição no País, é uma prova de confiança e reconhecimento da liderança que o Jardim Botânico vem tendo na pesquisa e nos instrumentos de disseminação do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira”, declara Samyra Crespo, presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
O MCTI investirá outros 316 mil dólares para complementar o número de bolsistas necessários para alcançar os resultados previstos. O orçamento do programa totalizará cerca de 1,35 milhão de dólares.
A parceria permitirá a execução do Projeto Flora Brasil 2020 e a ampliação do Herbário Virtual do JBRJ. Serão digitalizadas cerca de 670 mil amostras de herbários nacionais. Todo este conjunto de dados estará acessível pelo SiBBr.
Leia Também
Brasil cria plataforma online para mapear sua biodiversidade
Museu Goeldi inova com Censo da Biodiversidade Amazônica
ICMBio lança portal de geoprocessamento e dados de UCs
Leia também
Após pressão da pesca de camarão, governo adia para 2027 entrada em vigor do PREPS
Criado há 20 anos, adesão ao Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite ainda sofre adiamentos →
Mais dois filhotes! Onça-pintada aparece com novas crias no Parque Nacional do Iguaçu
Onça Janaína, monitorada desde 2018 pelo Projeto Onças do Iguaçu, é flagrada por armadilhas fotográficas com dois novos filhotes e chega a um total de cinco em sete anos →
Quem paga a conta do clima?
Reprodução de discursos coloniais silenciam os impactos desiguais causados pela crise climática; Estudo do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental analisa discursos sobre justiça climática →




