A BR-262 é uma das rodovias onde mais morrem animais do Pantanal e do Cerrado no país, mostrou ((o))eco em julho. O trecho mais perigoso para a fauna no Mato Grosso do Sul fica entre Anastácio e Corumbá.
Naqueles 282 Km, telas tentam barrar o acesso da fauna silvestre, sobretudo perto de pontes sobre cursos d’água. Novas medidas para tentar conter a matança de animais podem acabar com milhares de árvores no trecho.
Conforme publicou o Correio do Estado (MS), a necessidade foi apontada num estudo da consultoria Via Fauna a pedido do Ibama e do DNIT. Isso facilitaria a visualização dos animais antes que entrem na pista.
Pelo projetado, deve ser removida toda a vegetação numa faixa de sete metros a partir do acostamento de cada lado da rodovia. As derrubadas incluem espécies nobres como angico, aroeira, carandá e ipê.
“Possivelmente vai ter gente que vai reclamar, mas precisa entender que é para salvar vidas de animais e de usuários da rodovia”, disse ao jornal a superintendente estadual do Ibama, Joanice Lube Battilani.
A vegetação seria mantida perto de córregos, em 30 metros de cada lado da pista, e nos locais onde devem ser instaladas seis passagens superiores, facilitando o cruzamento de animais como macacos e quatis sobre a rodovia.
A análise da Via Fauna e as autarquias federais propõem ainda a instalação de ao menos outros 140 km de telas com 2 metros de altura em locais mais críticos para colisões, mais radares de velocidade e passagens subterrâneas.
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Deveriamos introduzir a ideia de instalar cercas de proteção ao longo da estrada, ou au menos nos trechos mais perigosos.