Notícias

É cidade, mas mesmo assim quanto mais verde melhor

Pesquisa americana mostra que ser vizinho do verde reduz chances de desenvolver doenças crônicas e cardíacas, e melhora a qualidade de vida social.

Duda Menegassi ·
26 de abril de 2016 · 10 anos atrás
Central Park, em Nova Iorque. Foto: Daran Kandasamy/Flickr
Central Park, em Nova Iorque. Foto: Daran Kandasamy/Flickr

Um novo estudo americano analisou dados de 250 mil pessoas com mais de 65 anos, beneficiários do Medicare, sistema público de saúde. As informações foram colhidas entre 2010 e 2011, em conjunto com imagens de satélite da NASA para mapear e quantificar a presença de vegetação nos bairros dos pacientes. Os resultados mostraram que as áreas verdes desempenham um papel importante na redução de doenças crônicas.

Em áreas com grande cobertura de vegetação há uma redução de até 14% nas taxas de diabetes, de 13% nas taxas de hipertensão e 10% nos distúrbios de colesterol. Scott Brown, um dos autores e professor de ciências de saúde pública, diz que “em um quarteirão, ir de um nível baixo para alto de vegetação está associado a 49 menos doenças crônicas por cada mil moradores”.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A conclusão dos pesquisadores é de que a presença de áreas verdes nos bairros, sejam parques, árvores ou outros tipos de vegetação traz efeitos positivos para saúde, não só de idosos, mas de todos os moradores que são vizinhos ao verde. O impacto é ainda maior em vizinhanças de renda mais baixa. A pesquisa especula que áreas verdes na cidade são remédios naturais, que ajudam a reduzir a poluição do ar, regulam a umidade do ar e minimizam o efeito ilha de calor, além de diminuir o estresse, encorajar a atividade física e favorecer interação social e a coesão da comunidade.

O trabalho é de pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (University of Miami, Miller School of Medicine) e foi publicado em 6 de abril, no American Journal of Preventive Medicine (Revista Americana sobre Medicina Preventiva).

 

 

Saiba mais

Íntegra em inglês do artigo Verde na vizinhança e problemas de saúde crônicos em beneficiários do Medicare (Neighborhood Greenness and Chronic Health Conditions in Medicare Beneficiaries)

 

Leia também

Cidades inteligentes podem poupar US$22 trilhões ao mundo

http://www.oecocidades.com/dez-cidades-sustentaveis-do-mundo/

 

 

 

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
9 de setembro de 2015

Cidades inteligentes podem poupar US$22 trilhões ao mundo

Edifícios verdes e melhor infraestrutura estimulam o crescimento econômico e também cortam carbono num total similar às emissões anuais da Índia.

Salada Verde
27 de março de 2026

Mobilização coletiva na Baía de Guanabara retira mais de 400 kg de resíduos

O CleanUp Bay, reuniu voluntários na Baía de Guanabara para coletar resíduos e alertar sobre os impactos da poluição no ecossistema local

Salada Verde
27 de março de 2026

Ameaçado globalmente, tubarão-azul ganha maior proteção no Brasil

País anuncia regras mais restritivas para o comércio internacional da espécie. Normas incluem proibição da comercialização de barbatanas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Comentários 3