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Família é flagrada traficando mais de cem filhotes de papagaios

Caso ocorreu na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os traficantes levavam as aves para serem vendidas na capital paulista.

Fábio Pellegrini ·
29 de setembro de 2015 · 6 anos atrás
A crueldade dos traficantes não tem limite. As aves são capturadas ainda sem penas ou até mesmo em ovos para serem chocados em cativeiros. Foto: PMA/MS.
A crueldade dos traficantes não tem limite. As aves são capturadas ainda sem penas ou até mesmo em ovos para serem chocados em cativeiros. Foto: PMA/MS.

Nem bem havia começado a primavera este ano — estação em que o período reprodutivo das aves tem início –, e a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA/MS) já prendeu uma família que traficava mais de 100 aves silvestres do Mato Grosso do Sul para São Paulo.

O caso aconteceu no dia 20 de setembro, à véspera da estação das flores. Os policiais ambientais foram chamados pela Polícia Militar Rodoviária Estadual, que havia fiscalizado um veículo modelo Zafira em que quatro pessoas transportavam 115 filhotes de papagaios-verdadeiros e um filhote de arara-vermelha.

Tratava-se de membros de uma mesma família da capital paulista, sendo uma professora de 61 anos, proprietária do veículo, um homem de 35 anos, que conduzia o veículo, um professor de 35 anos e uma estudante de 21 anos. Todos foram presos; as aves e o veículo foram apreendidos.

Segundo os policiais, os traficantes afirmaram ter pego as aves no município de Bataguassu (MS) e as levavam para a capital paulista. Cada um foi autuado administrativamente pela PMA em R$ 58.500,00. Eles foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Santa Rita do Pardo (MS) e responderão por crime ambiental, podendo, após julgamento, serem condenados a penas que variam de seis meses a um ano de detenção. As aves foram encaminhadas ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande, capital sul-mato-grossense.

Aves eram transportadas em caixas de papelão dentro de malas de viagem. Foto: PMA/MS.
Aves eram transportadas em caixas de papelão dentro de malas de viagem. Foto: PMA/MS.

Em 2012, ((o))eco relatou que a PMA/MS havia descoberto o modus operandi dos traficantes, ocasião em foram registradas apreensões frequentes. Os traficantes aliciam sitiantes, assentados e trabalhadores rurais, inclusive crianças e jovens, para capturarem os filhotes e até mesmo ovos nos ninhos, por cerca de 30 reais por unidade. As aves são levadas para abastecer o mercado ilegal do Estado de São Paulo.

Desde então, a PMA realiza trabalhos nas propriedades rurais para prevenir a retirada dos animais e aliciamentos de funcionários de fazendas e assentados pelos traficantes. Os animais apreendidos são levados para centros de reabilitação de animais silvestres no próprio estado, porém muitos não resistem e morrem antes de chegar aos centros por falta de alimentação ou desidratação.

 

 

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