Notícias
14 de maio de 2008

Lambendo

O retorno de Marina Silva ao Senado, no entanto, tem uma coisa de certa: fez ruralistas e desmatadores lamberem os beiços por mais destruição na Amazônia. Sua saída não poderia ter ocorrido em hora pior. Afinal, números preliminares do próprio governo apontam a retomada de índices alarmantes de desmatamento, sem falar no ano eleitoral, quando toda sorte de conchavos políticos turbina a ação dos machados e motosserras sobre a floresta tropical. O governo, realmente, age como há séculos passados, sem o menor apreço pela área ambiental.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Programa do bilhão

No dia 30 de maio, o governo do Pará lança um programa com meta ambiciosa. Prevê plantar 1 bilhão de árvores nativas em cinco anos no Leste do estado. É o mesmo número de árvores que o Pnuma, programa da ONU, quer plantar no mundo inteiro.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Pensando grande

O bilhão de árvores, na verdade, é parte de um projeto maior que envolve, ao mesmo tempo, o combate ao desmatamento, o desmatelamento de sua economia e a criação de uma alternativa de geração de renda em grande escala com base em produção florestal.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Fim do mundo

Esse programa do Pará, elaborado sob a batuta do secretário estadual de Meio Ambiente, Valmir Ortega, foi desenhado a partir de um estudo rápido que avaliou o tamanho da economia do desmatamento ilegal no Leste do Pará, onde existem 20 milhões de hectares de terras peladas que, de tão degradadas, estão abandonadas. A investigação revelou que o desmatamento ilegal para a produção de carvão e madeira e a grilagem de terras movimenta naquela região 200 mil pessoas e gera 2 bilhões de reais por ano.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Muito dinheiro

No dia 20, Ortega embarca para a Europa atrás de financiamento para o projeto. Aos seus interlocutores, dirá no entanto que não interessa receber dinheiro pequeno. Para combater tamanha ilegalidade, tentará convencê-los de que isso só será possível com doações de grande porte. Nada de 10 milhões de dólares. Ortega pensa em arrancar dos europeus comprometimentos de 300 milhões de dólares para cima.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Aperto

Parte do plano paraense prevê que a partir do segundo semestre, as produtoras de aço do Leste do Pará provem, a priori, que o carvão vegetal que aquece seus altos-fornos não serão obtidos através de desmatamentos ilegais. A coisa vai funcionar mais ou menos assim. Com antecedência de pelo menos 60 dias, as siderúrgicas terão que informar ao governo estadual quanto vão produzir e de onde virá o carvão necessário para garantir suas operações.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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14 de maio de 2008

Nem o Incra escapará

Os assentamentos do Incra no Pará também serão chamados à ordem. São 912, espalhados por 12 milhões de hectares não só com imenso passivo ambiental, mas fundiário. A frágil situação legal desses assentamentos fez com que, bem nas barbas do Incra, eles tenham sido usados para gerar documentação falsa para grilar terras e esquentar toras obtidas irregularmente. O governo do Pará vai chamar o Incra e exigir que o órgão assine um um Termo de Ajuste de Conduta que, como objetivo inicial, exige a regularização fundiária e ambiental de pelo menos 300 desses assentamentos.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
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13 de maio de 2008

Explicações….

Foi aprovado na Câmara neste terça-feita a medida provisória 422/2008, que aumenta o limite de módulos fundiários que podem ser concedidos sem licitação pelo governo na Amazônia. Aé então, apenas terras da União com até 500 hectares podiam ser vendidos sem aprovação. Agora, o total se elevou a 1500 hectares. A medida foi candidamente apelidada da Programa de Aceleração da Grilagem por ambientalistas. E depois perguntam por que Marina Silva saiu...

Por Gustavo Faleiros
13 de maio de 2008
Reportagens
13 de maio de 2008

Saída calculada

A saída da ministra Marina Silva começou a ser tramada por ela há seis semanas, quando percebeu que Lula e seu governo não têm o menor apreço pelo meio ambiente do país.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
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13 de maio de 2008

Minc é o novo ministro

Segundo o jornalista Ancelmo Góis, o secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, é o novo ministro de Meio Ambiente do Brasil. Ele chega para ocupar a vaga de Marina Silva, que pediu demissão do cargo nesta terça-feira. O Eco ligou para o celular do assessor de imprensa de Minc, que atendeu, pediu um minuto e desligou o telefone. Antes disso, porém, o repórter conseguiu ouvir a seguinte frase: “Diga lá, Capô”. Pelo visto, o papo estava animado entre ele e o presidente interino do Instituto Chico Mendes, João Paulo Capobianco.

Por Gustavo Faleiros
13 de maio de 2008
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13 de maio de 2008

A mão invisível do PAC

Apesar de vários indícios, Sibá não acredita que a demissão da ministra possa ser atribuída às obras do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. O senador pretende voltar ao estado do Acre quando Marina Silva reassumir seu mandato no Senado. Há pouco, senadores como Eduardo Suplicy (PT/SP), Magno Malta (PR-ES) e Mão Santa (PMDB-PI) anunciavam a saída e rendiam homenagens à Marina Silva no Congresso.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
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13 de maio de 2008

A volta da senadora

O senador Siba Machado (PT/AC), suplente de Marina Silva no Senado, confirmou há pouco a saída da colega do Ministério do Meio Ambiente e a volta dela à função de senadora. Conforme a Agência Senado, ele teve uma conversa rápida, por telefone, com a ministra, quando ela confirmou sua intenção, mas não deu detalhes. Também comentou que são injustas as críticas de que ela, à frente do Ministério do Meio Ambiente, teria prejudicado a política industrial do país. Para Siba, a demissão de Marina Silva não traz qualquer risco à política brasileira de meio ambiente e ao desenvolvimento sustentado na exploração da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
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