Notícias
14 de maio de 2008

Nem o Incra escapará

Os assentamentos do Incra no Pará também serão chamados à ordem. São 912, espalhados por 12 milhões de hectares não só com imenso passivo ambiental, mas fundiário. A frágil situação legal desses assentamentos fez com que, bem nas barbas do Incra, eles tenham sido usados para gerar documentação falsa para grilar terras e esquentar toras obtidas irregularmente. O governo do Pará vai chamar o Incra e exigir que o órgão assine um um Termo de Ajuste de Conduta que, como objetivo inicial, exige a regularização fundiária e ambiental de pelo menos 300 desses assentamentos.

Por Gustavo Faleiros
14 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

Explicações….

Foi aprovado na Câmara neste terça-feita a medida provisória 422/2008, que aumenta o limite de módulos fundiários que podem ser concedidos sem licitação pelo governo na Amazônia. Aé então, apenas terras da União com até 500 hectares podiam ser vendidos sem aprovação. Agora, o total se elevou a 1500 hectares. A medida foi candidamente apelidada da Programa de Aceleração da Grilagem por ambientalistas. E depois perguntam por que Marina Silva saiu...

Por Gustavo Faleiros
13 de maio de 2008
Reportagens
13 de maio de 2008

Saída calculada

A saída da ministra Marina Silva começou a ser tramada por ela há seis semanas, quando percebeu que Lula e seu governo não têm o menor apreço pelo meio ambiente do país.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

Minc é o novo ministro

Segundo o jornalista Ancelmo Góis, o secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, é o novo ministro de Meio Ambiente do Brasil. Ele chega para ocupar a vaga de Marina Silva, que pediu demissão do cargo nesta terça-feira. O Eco ligou para o celular do assessor de imprensa de Minc, que atendeu, pediu um minuto e desligou o telefone. Antes disso, porém, o repórter conseguiu ouvir a seguinte frase: “Diga lá, Capô”. Pelo visto, o papo estava animado entre ele e o presidente interino do Instituto Chico Mendes, João Paulo Capobianco.

Por Gustavo Faleiros
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

A mão invisível do PAC

Apesar de vários indícios, Sibá não acredita que a demissão da ministra possa ser atribuída às obras do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. O senador pretende voltar ao estado do Acre quando Marina Silva reassumir seu mandato no Senado. Há pouco, senadores como Eduardo Suplicy (PT/SP), Magno Malta (PR-ES) e Mão Santa (PMDB-PI) anunciavam a saída e rendiam homenagens à Marina Silva no Congresso.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

A volta da senadora

O senador Siba Machado (PT/AC), suplente de Marina Silva no Senado, confirmou há pouco a saída da colega do Ministério do Meio Ambiente e a volta dela à função de senadora. Conforme a Agência Senado, ele teve uma conversa rápida, por telefone, com a ministra, quando ela confirmou sua intenção, mas não deu detalhes. Também comentou que são injustas as críticas de que ela, à frente do Ministério do Meio Ambiente, teria prejudicado a política industrial do país. Para Siba, a demissão de Marina Silva não traz qualquer risco à política brasileira de meio ambiente e ao desenvolvimento sustentado na exploração da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

“O pepino de Marina”

De acordo com o Blog do Noblat o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) disse em uma reunião está tarde que estava “resolvendo um pepino ligado a Marina". Seu nome foi ventilado em vários momentos para substituir a senadora acreana no Ministério do Meio Ambiente. Agora, a oportunidade está feita. Ao mesmo tempo, fontes de dentro do MMA comentaram que pressões do Ministério da Agricultura pelo relaxamento da norma que restringe créditos a infratores ambientais também pesaram na balança da decisão marinista.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Colunas
13 de maio de 2008

Escolha feita

A saída de Marina Silva sacramenta de vez a vitória do desenvolvimentismo. Não que ele tenha alguma vez perdido no governo Lula. Foi avançando e forçando a ministra ao córner.

Por Sérgio Abranches
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

Por que Marina?

Ainda é cedo para se falar em motivos concretos, mas a possível pendurada de chuteira da ministra Marina Silva pode ter fundamento no papel do ministro Mangabeira Unger na coordenação do Plano Amazônia Sustentável. Além disso pesou a freqüência com que o nome de Marina Silva passou a ser lançado para a próxima eleição à Presidência da República. O Palácio do Planalto não teria gostado nem um pouco disso, minando sua candidata preferencial, a ministra Dilma Roussef. Outras fontes desconfiam de péssimos números para o desmatamento consolidado de 2007. O fim de semana foi de intensas reuniões políticas na residência de Marina Silva, em Brasília.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

Demissão!

A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou carta de demissão ao presidente Lula nesta terça. A razão ainda não foi confirmada pela assessoria, mas primeiras informações obtidas pelo O Eco apontam para um desentendimento entre a ministra e seu colega Mangabeira Unger, que coordena a Secretária Especial de Ações de Longo Prazo. É ele quem coordena o recém-lançado Plano Amazônia Sustentável. Já há informações que membros da equipe de primeiro escalão de Marina pediram também para deixar o governo. Entre eles, o secretário-executivo João Paulo Capobianco, e o presidente do Ibama, Bazileu Margarido.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Análises
13 de maio de 2008

Porto Instantâneo II

De Maria do Socorro MendonçaAAI - Associação Ação Ilhéus Também sou nativa de Ilhéus, mais especificamente no então vilarejo de Olivença, há 49 anos. A minha infância foi verde, quase não existiam estradas, tenho origem humilde, estudei nos colégios públicos, fui criada aqui e sou feliz. Quero o melhor para Ilhéus e ela merece dos seus filhos verdadeiros o respeito e a sua preservação. O retrocesso vivido por Ilhéus citado por algumas pessoas aqui da cidade para O Eco, defendendo o Porto Sul como solução, foi causado pela irresponsabilidade daqueles que em busca de votos e poder político, anunciaram grandes obras e geração de empregos que nunca aconteceram, mas quem precisava de dinheiro e de emprego, aqui chegou. A cidade inchou, desrespeitosa e desordenadamente. A vassoura de bruxa desempregou muitos e eles abandonaram o campo para passar fome na cidade. O Governo nada fez naquele momento, quando era a hora de ser apresentada uma alternativa para mantê-los ali mesmo, onde teriam terra para plantar. Após 20 anos de muita luta, anuncia-se o PAC do Cacau e o que se vê é uma luta estúpida para saber quem é o pai do PAC, enquanto o PAI da Vassoura de Bruxa nunca foi encontrado. Bem, mais uma vez anunciam-se grandes obras que serão a salvação da sofrida e desrespeitada Ilhéus e agora tudo é verdade. Difícil acreditar não é? A BML (Bahia Mineradora) só tem interesse por enquanto em um mineroduto e um porto para escoar o minério de ferro da mina em Caetité. O porto não gerará mais que 100 empregos. E estes empregos, quantos empregos indiretos gerará? Se formos generosos, diremos que 300, logo teremos 400 empregos e isso com certeza não irá atender a demanda que temos na cidade. Mais uma vez o Governo "inocentemente" anuncia a geração de 10.000 empregos com as obras do Porto Sul. Eu acredito que aconteceu uma falha na hora da impressão da notícia e adicionaram 2 zeros. O mais importante é que a matéria da Fabiane está perfeita! Parabéns ao Eco por divulgá-la. Tudo o mais é pretendido pelo Governo, a partir da necessidade da BML, pois a ferrovia inicial em todos os estudos apontam o porto de Aratu na Baía de Todos os Santos. A necessidade de calado para o maior navio do mundo para transporte do minério de ferro, é a única razão de ser apontada a Praia do Norte em Ilhéus Bahia. Acontece que para a execução desta obra, serão destruídas muitas vidas (bio), as quais estão protegidas por Lei através da criação da APA DA LAGOA ENCANTADA E RIO ALMADA. Agora, cabe ao Ministério Público decidir pelo que é de maior interesse público: A geração de 300 empregos ou a preservação daquela área, tão importante para a preservação do SER HUMANO. Destruir aquela mata com construção de retroárea, pêra de ferrovia, siderurgia e depósito de resíduos do minério? Quanto custará para a população as consequências geradas? Compensa? Precisamos sim de geração de empregos para todos os seres que para aqui vieram, mas o Governo poderá contribuir não indo de encontro ao que ele mesmo disse ser o melhor para esta Região e não alterar abruptamente a vocação natural. Infelizmente ainda existem pessoas que não conseguem entender que para a nossa sobrevivência, é necessária a manutenção das demais vidas, impedindo o desequilíbrio que certamente acontecerá. Ilhéus pode crescer de outra forma, pode ter indústrias limpas, pode ter atenção por parte do Governo respeitando a sua vocação natural, que é o Turismo. Por que destruir a nossa riqueza maior? Temos que buscar solução e incentivo para o TURISMO, isto sim gerará mão-de-obra para a demanda que temos, a qual não é qualificada. O Porto Sul, será muito bom para Caetité e não para Ilhéus. No entanto, entendemos que existe um compromisso do Governo e aceitamos que venha o Porto Sul, mas que a condição seja a alteração da sua localização, pois temos 84 km de costa, já que o ideal não poderá acontecer. Um negócio só é bom, quando atende a dois e não apenas a um dos deles. Estamos à disposição do Eco para dar maiores detalhes. Venham até Ilhéus, ver de perto o que se pretende fazer e terão suas próprias conclusões. Temos certeza de que o Governo está sensível a tudo e buscará uma solução que atenda verdadeiramente a população.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008
Notícias
13 de maio de 2008

Cerveja em PET

No dia 28 passado, os que eram contrários à idéia conquistaram uma vitória. O juiz federal Luiz Antonio Ribeiro Martins, da 2ª Vara Federal de Marília, determinou que o uso de embalagens PET, ou qualquer outro material plástico, para envasamento de cerveja e chope seja condicionado à apresentação de licenciamento ambiental e adoção de medidas para evitar danos ao meio ambiente por parte das empresas do setor.

Por Redação ((o))eco
13 de maio de 2008

Seja membro e faça parte do maior portal de jornalismo ambiental do país!

Entrar