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16 de julho de 2007

Urgência

Reportagem da Folha de S. Paulo volta ao tema de que pelo menos 25% dos cientistas brasileiros correm o risco de serem presos. Tudo por conta de uma medida provisória que regulamenta o acesso à biodiversidade, e acaba por criminalizar a atividade de coleta de espécies vegetais e animais. O especialista em formigas Carlos Brandão, da USP, diz que a medida os constrange. Certa vez ele não obteve licença de coleta por não ter conseguido provar que os insetos não ficariam estressados em seu laboratório. O problema, que o governo parecia ter resolvido com um sistema informatizado de licenciamento de coletas (o Sisbio), foi pauta da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém. Os cientistas não estão nada satisfeitos. O único representante do governo presente era Roberto Lorena, do Ministério da Agricultura. Segundo ele, será preciso esperar ao menos cinco anos para que Congresso Nacional receba um futuro projeto de lei que ponha um fim à questão.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Coleguismo

O mesmo jornal noticia que a SBPC estuda ajudar oficialmente o especialista em macacos Marc von Roosmalen, preso em Manaus acusado de manter macacos em cativeiro sem autorização e desviar do dinheiro público. Ennio Candotti, ex-presidente da SBPC, diz que o cientista é “uma pessoa excêntrica” e “um pouco avessa às normas burocráticas”. "Mas até aí, ele ser preso e ter que pagar uma multa é um exagero muito grande", disse.

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Limitação

Em notícia do Estado de S. Paulo, o coordenador de licenciamento de projetos de produção de petróleo do Ibama, Guilherme Carvalho, critica a legislação ambiental por considerar apenas os impactos locais dos empreendimentos petrolíferos e não olhar para impactos globais, como o efeito estufa. Estudos do GGFR, programa para a Redução Global de Queima de Gás do Banco Mundial, estimam que o volume de emissões de CO2 pela queima ou venteio de gás seja maior do que a possível redução de emissões provocada pelos projetos em andamento no âmbito do Protocolo de Kyoto. Rússia, Nigéria e Angola são os países que mais preocupam. A Petrobrás garantiu ao jornal que cumpre a maior parte das normas do programa.

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Futuro

A queima de gás natural durante a extração do petróleo é alvo de críticas desde que a questão do aquecimento global tomou fôlego. O National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), um órgão do governo norte-americano, estima que 168 bilhões de metros cúbicos de gás tenham sido queimados desta forma só em 2006 – o equivalente a 27% do consumo total de gás nos Estados Unidos. Segundo reportagem da New Scientist o aumento de preços do gás pode fazer com que a prática diminua em pouco tempo.

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

De roupa nova

A página do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que traz informações sobre queimadas no Brasil não é mais a mesma. Está passando por aperfeiçoamentos que a deixam mais atrativa para internautas e jornalistas, responsáveis pelo maior número de cliques no site. De acordo com o Inpe, nenhum serviço novo foi incluído. A diferença é que a página está mais bonita e fácil de ser compreendida.

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Em defesa do quilombo de Santo Antônio do Guaporé

De Pe. Josep Iborra Plans, zezinho Missionário Claretiano. Pastoral Fluvial da Diocese de Guajará Mirim. Membro da Coordenação Colegiada da CPT-RO. Lamentável a publicação dos artigos no site de O Eco de Andréia Fanzeres: "Quilombo até embaixo d´água", e de Marcos Sá Corrêa: "Nem a escravidão fez tanto quilombolo". vindo a juntar-se a outros ataques orquestrados no país contra a demarcação de territórios quilombolas, e contra o louvável esforço de parte do governo para fazer cumprir o direito constitucional desta minoria Especialmente estou muito sentido e dolorido pelo ataque de forma injusta ao pequeno grupo de famílias de Santo Antônio do Guaporé, que atendo pelo serviço pastoral da Diocese de Guajará Mirim, durante anos perseguido e injustiçado pela criação da Reserva Biológica (Rebio) do Guaporé dentro do seu território tradicional. Se o Sr. Marcos Sá Corrêa é historiador, ele deveria se informar melhor das raízes, documentadas historicamente, da ocupação quilombola do Vale do Guaporé, começando pelas minas de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, pela construção do Forte Príncipe da Beira, passando pelo Quilombo do Piolho, atacado diversas vezes pelos portugueses, e pelo posterior abandono da região pelo homem branco. Tudo isso faz dos indígenas e quilombolas do Vale do Guaporé os mais antigos e legítimos moradores da região. “Clique aqui para ler esta carta na íntegra” Nota da Redação: A reportagem “Quilombo até embaixo d´água” ,de Andreia Fanzeres, e a coluna de Marcos Sá Correa “Nem a escravidão fez tanto quilombo” não questionam a autenticidade histórica do quilombo de Guaporé e, sim, discutem a lógica de conceder às 17 famílias que lá vivem 86 mil hectares de terras públicas bem conservadas.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Vitória do mato

De Talita Ariela Sampaio e Silva Semana passada, a foto da capa era a de um carro sendo engolido pela vegetação, sendo que o autor referia-se a ela como uma "vingança" da natureza, já que a natureza tem sido engolida pelo homem, então, a natureza deu o seu troco (bem, pelo menos foi isso que eu entendi). Enfim, eu concordo que a natureza esteja sendo devorada pelas ações humanas, isso sem sombra de dúvidas... O que não ficou legal foi justamente relacionar tal fato à referida foto, porque o que vemos na foto é, na realidade, uma ação humana engolindo outra! Repare, a planta predominante no quadro é uma trepadeira, muito característica de áreas perturbadas, ou seja, que sofreram com ações ANTRÓPICAS. O local onde a foto foi tirada é, visivelmente, uma borda, que é resultado da fragmentação florestal, ou seja, uma AÇÃO ANTRÓPICA. Isso não chega a tirar a credibilidade de vocês, de forma nenhuma... Mas, muitos leigos podem ter acesso ao site, e creio que todo cuidado é pouco quando divulgamos alguma coisa na internet. Bem, é isso. Obrigada pela atenção!

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Resex

De Carlos Durigan Coordenador executivo - FVA - Manaus Parabéns pela matéria destinada a divulgar os problemas em torno da criação da RESEX do Rio Jauaperi. Gostaria de fazer um rápido comentário e alguns esclarecimentos. Sou Carlos C. Durigan (e não Duringan, como veiculado), mestre em ecologia e hoje coordeno os trabalhos da FVA (não sou presidente, mas coordenador executivo). Vocês erraram ao divulgar que a FVA fez o acordo de pesca no Jauaperi, na verdade, a FVA não fez o acordo de pesca no Jauaperi, muito menos nos limites do Parque Nacional do Jaú, e sim foi uma das muitas entidades envolvidas neste processo, que é em sua essência construído a juntas mãos. Os acordos de pesca são instrumentos contruídos entre os usuários dos recursos pesqueiros, geralmente comunidades e pescadores profissionais, e, uma vez estabelecido, ele é oficializado e gerido pelos gestores ambientais, no nosso caso, IBAMA e IPAAM. Bom, mas realmente há diversos problemas na constituição desta nova unidade de conservação e acho importante vocês estarem noticiando, pois isso ajuda bastante na resolução dos conflitos, uma vez que os expõe para a opinião pública. Desta forma, peço a gentileza de divulgarem esta nota para repararem estas pequenas falhas. Abraços e bom trabalho a vocês

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Parabéns

De Grace Spiller Boa noite! Por indicação de minha filha, Sandra Spiller, acessei o O Eco para ler a excelente matéria da amiga Ângela Tresinari e acabei acessando outras seções, a fim de conhecer melhor o conteúdo do site. Gostei muito e deixo aqui meus efusivos cumprimentos a toda a equipe, desejando que a contribuição de vocês se faça vista e ouvida pelo maior número possível de pessoas.Agradeço a oportunidade de conhecer o belo trabalho e desejo-lhes sucesso contínuo! Abraços e excelente semana,

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16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Impactos do biodiesel

A empresa Brasil Ecodiesel teve na semana passada suas atividades suspensas no município de Crateús, no Ceará. Ela é acusada de despejar resíduos de sementes de mamona e outras oleaginosas prensadas no rio Poty, causando mortandade de peixes e mau cheiro. A Justiça determinou que ela limpe a área e destine os resíduos sólidos em lugar adequado, sob pena de multa diária de cinco mil reais.

Por Redação ((o))eco
16 de julho de 2007
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16 de julho de 2007

Extração ilegal

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está proibido pela Justiça de autorizar extração de areia e argila ou renovar licenças já expedidas nas margens do rio Paranapanema. Agora, apenas o Ibama poderá licenciar a atividade por lá, uma vez que se trata de um rio em divisa de estados. Detalhe: o IAP concedia licenças irregularmente, sem exigir estudos de impacto ambiental.

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16 de julho de 2007
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