Notícias
12 de dezembro de 2006

Não compensa

Há pelo menos um efeito positivo nas mudanças climáticas, e quem sai ganhando com ele são as agências espaciais. É que as nossas exageradas emissões de gás carbônico estão tornando a camada mais externa da atmosfera (a termosfera) mais rarefeita. Isso facilita a órbita das naves espaciais e satélites, porque reduz a resistência imposta pelo pouco ar presente em atitudes tão altas. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a redução da densidade da termosfera tem caminhado a 1,7% por década. Com esses dados, cientistas poderão economizar din-din com combustível das naves, e os satélites poderão ficar mais tempo em órbita. O que os cientistas ainda não viram é que essa pode ser a solução ideal para os nossos problemas. Abandonemos este planeta aquecido, não deu certo. Vamos para o espaço.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Custos

Por causa do apelo econômico provocado por estudos como o Relatório Stern, o aquecimento global tem ganhado alguns aliados inesperados. Reportagem do jornal The New York Times dá como exemplo a história do alto executivo de uma usina energética a carvão que aderiu à causa. Ele pensa com antecedência nos custos ainda mais altos que pode vir a ter no futuro, se não se adaptar agora. O texto fala da relação entre cientistas e economistas e suas respectivas projeções e soluções para o problema.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Água de plástico

Estudo de cientistas britânicos diz que, em todo o mundo, o oceano está cheio de pequenos pedacinhos de plástico, que eles poeticamente chamam de “lágrimas de sereia”. A preocupação dos pesquisadores é que os fragmentos entrem nas cadeias alimentares e contaminem os peixes com substâncias químicas. As “lágrimas” resultam da quebra do plástico de sacos, garrafas, ou qualquer outra coisa feita do material. Segundo a notícia da BBC News, é praticamente impossível limpar os oceanos: as partículas chegam a tamanhos minúsculos, menores o diâmetro de fios de cabelo humano.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Mensagem para Maggi

A Fundação Ecológica Cristalino e um grupo de organizações interessadas na preservação dos parques Cristalino I e II criaram um novo canal de mobilização. Através do site www.soscristalino.org.br você pode mandar uma mensagem para o governador Maggi exigindo o veto da lei que reduz a årea do Parque Estadual, premia quem desmatou e pune quem preserva.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Tá na hora

A Medida Provisória 397/2006, que regula o plantio de transgênicos no entorno de unidades de conservação e terras índigenas, terá que ser votada nos próximos dois dias na Câmara dos Deputados para desobstruir a pauta da Casa. O texto altera o artigo 27 da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9985/2000) ao acrescentar que o uso de transgênicos em zonas de amortecimento só poderá ser liberado após uma série de estudos.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
Reportagens
12 de dezembro de 2006

Crime ou castigo

Dois policiais e um médico são presos retirando ovos de arara de um ninho em fazenda no interior de São Paulo. Eles alegam que estão sendo punidos por proteger a natureza.

Por Aline Ribeiro
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Aproveitando…

O problema é que a discussão abriu a porteira para que vários deputados apresentassem emendas de levantar os cabelos, como a liberação do plantio das sementes estéreis, chamadas de Terminator. Ou ainda, a mudança do quórum da CTNBio para facilitar a liberação do plantio comercial. O deputado Miguel de Souza (PL/RO), por exemplo,propôs que o texto libere o plantio de transgênicos no entorno das unidades de conservação sem que se faça qualquer tipo de estudo. A assessoria parlamentar do Ministério do Meio Ambiente já emitiu um parecer de que é totalmente contrária às emendas apresentadas pelos parlamentares.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Antenado na água

O Instituto Socioambiental colocará no ar esta semana o site "De Olho nos Mananciais", uma ferramenta interativa que vai permitir aos internautas conhecerem a situação de algumas bacias hidrográficas do país. O foco da iniciativa será os mananciais de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, onde 19 milhões de pessoas convivem com a escassez de água de qualidade. O site terá mapas, fotos e gráficos, além de fóruns de discussão e artigos inéditos.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Mamão com açúcar

A linha de crédito lançada nesta terça-feira pela Financiadora Nacional de Estudo e Projetos (Finep) para apoiar empreendimentos que gerem créditos de carbono é extremamente atrativa. Um projeto de tecnologia limpa pode ter juros de até irrelevantes 1,8% ao ano. Além disso, se estiver associada à universidades ou institutos de pesquisa, a idéia pode receber um subsídio de até 50% de seu valor total. Agropecuária e energia são as áreas vistas com maior potencial pela Finep.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Processo completo

A iniciativa da Finep tem tudo para dar certo pois além de financiar investimentos em inovação tecnológica, ela vai dar dinheiro para a fase de estudos e inventários dos projetos de crédito de carbono. O início dos projetos é hoje considerado um dos príncipais problemas. Não são poucos os embates entre as empresas e o Ministério de Ciência e Tecnologia, o orgão do governo responsável por aprovar os projetos e depois enviá-los à ONU.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Vice-campeão

A iniciativa privada reclama da demora na avaliação dos projetos de créditos de carbono, mas o MCT cobra estudos mais consistentes. Assim mesmo o Brasil é o segundo país do mundo em número de iniativas de mecanismo de desenvolvimento limpo. Uma fonte do MCT conta que a Índia, embora esteja em primeiro lugar, tem cada vez mais projetos rejeitados pela ONU por falta de rigor metodológico.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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12 de dezembro de 2006

Margaret Mee

“A floresta ao redor pingava umidade, assim como o musgo que recobria os troncos das árvores mais esguias. As bromélias terrestres que cresciam em colônias estavam impregnadas e brilhantes. A floresta foi clareando e logo estávamos em uma clareira ensolarada; havíamos chegado ao pântano que procurávamos. Vi, então, as flores escuras de uma orquídea”. As descrições da ilustradora inglesa Margaret Mee das viagens que fez à Amazônia são a melhor introdução a sua obra, composta por dezenas de ilustrações da flora brasileira feitas em lápis e aquarela sobre papel, agora reunidas no livro Margaret Mee, lançado nesta terça-feira. Os trechos de seus diários introduzem cada capítulo, que se desdobram em desenhos detalhados de frutos e flores (clique na foto ao lado para ver as ilustrações).

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2006
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