Notícias
23 de outubro de 2006

Dieta do carbono

Sabe aquelas propagandas inacreditáveis do tipo: “Emagreça 5 quilos em 2 semanas”? Então, a Slate lançou uma campanha nos mesmos moldes, na verdade um desafio: “Reduza em 20% suas emissões de carbono em 8 semanas”. A revista desafia os leitores a entrarem numa “dieta” de carbono. O primeiro passo é responder um quiz para saber o quanto você emite, como se estivesse pesando numa balança. Depois é só seguir as sugestões dos orientadores, que pela internet acompanham a evolução de cada um. Quem conseguir fatura uma camisa da Slate e a sensação de missão cumprida.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006
Notícias
23 de outubro de 2006

Siga o exemplo

A União Européia deve adotar uma meta para economizar energia e lançar um novo acordo para encorajar empresários a utilizar fontes de energia renováveis. O bloco quer se inspirar na Dinamarca, único país exportador de energia e que se mantém em um plano de consumo há 25 anos, mesmo sua economia tendo crescido 50%. A idéia é ser menos dependente do petróleo e gás importados, como informa Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006
Notícias
23 de outubro de 2006

Desperdício

Apesar do discurso ecologicamente correto, uma pesquisa da Energy Saving Trust mostra que os britânicos são os que mais desperdiçam em toda Europa. Na outra ponta estão os alemães, considerados os que mais bem utilizam os recursos energéticos. Deixar o carregador do celular na tomada, aparelhos em stand by e esquecer a luz acesa são alguns dos maus hábitos cometidos pelos britânicos. Quarenta e oito por cento deles admitem que usam carro para pequenas distâncias, em vez de optar por caminhar, andar de bicicleta ou aderirem ao transporte público, noticiou a BBC News. Foram entrevistadas cinco mil pessoas dos países europeus mais populosos.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006
Análises
23 de outubro de 2006

A morte não é banal e A normalidade brasileira ataca outra vez

De Henrique M. TorresMarcos Sá Correa e Sergio Abranches,os seus textos (A morte não é banal e A normalidade brasileira ataca outra vez) sobre a morte estúpida do biólogo Eduardo Veado e sua esposa me emocionaram duplamente. Primeiro, por tomar conhecimento do importante trabalho desse brasileiro, que foi interrompido tão bruscamente e cuja continuidade ficou em suspenso. Segundo, pela forma como ocorreram essas mortes. A pergunta sobre o caráter intencional desse crime é importante, porque isso significaria um atentado à atuação de cientistas que contrariam interesses de bandidos. Porém, se o atropelamento se provar 'acidental', em que isso muda, objetivamente? Seria mais fácil aceitar essa tragédia? Mesmo que não fosse intencional, a situação em que ocorreu o atropelamento - no acostamento, com o carro em alta velocidade e na contra-mão - evidenciam tudo, menos "acidente".É preciso parar de falar em "acidentes" de trânsito, mas sim em "crimes". Há alguns anos atrás, durante um congresso de escritores de romances policiais na Inglaterra, fez-se uma pesquisa para saber qual seria o "crime perfeito". E ganhou, disparado, o atropelamento. Porque mesmo que seja intencional, é difícil provar. E, se a sociedade condena com veemência o assassinato de um ser humano, ela é complacente - a não ser, é claro, quando acontece com um ente querido - com as mortes violentas no trânsito. As pessoas valorizam mais a perda dos seus bens materiais do que uma vida que se perde dessa forma. Um favelado que rouba um celular é espancado pela polícia sob os aplausos quase unânimes dos passantes e da opinião pública, enquanto que um jovem rico que, dirigindo em alta velocidade, mata um homem que estava entrando em seu carro, é liberado pelo policial e ninguém acha isso anormal. Esses dois fatos aconteceram há poucos anos em Ipanema, Rio de Janeiro, no intervalo de alguns dias.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
23 de outubro de 2006
Reportagens
20 de outubro de 2006

Próximos passos

Instituições que vigiam o desmatamento na Amazônia aproveitaram reunião com o governo para apresentarem estudos que apontam ações prioritárias para a conservação da floresta.

Por Aline Ribeiro
20 de outubro de 2006
Notícias
20 de outubro de 2006

A taxa vem aí

O governo quer divulgar na semana que vem a estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia calculada pelo sistema Prodes, do Inpe, para os 12 meses que vão de agosto de 2005 a agosto de 2006. É a segunda vez desde 1988, quando a taxa oficial começou a ser divulgada, que a taxa é revelada no mesmo ano em que foi compilada. A primeira vez que isso aconteceu foi em dezembro de 2005. O Ministério do Meio Ambiente quer levar os números para a 12ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas (COP 12), que acontece no próximo mês em Nairobi.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2006
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20 de outubro de 2006

Mais precisa

Além de ser divulgada mais cedo, a estimativa da taxa deste ano tem outra novidade. Será um pouquinho mais exata. Normalmente, o Inpe se utiliza de 75 das habituais 200 imagens de satélite para fazer a sua projeção anual, sempre corrigida alguns meses depois. Para este ano, o Inpe usará 95 imagens.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2006
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20 de outubro de 2006

Queda

O Greenpeace, como o Imazon, também fez suas projeções da taxa de desmatamento da Amazônia para 2005-2006. Usou os dados do Deter e encontrou uma queda entre 10% e 13% em relação ao biênio anterior.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2006
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20 de outubro de 2006

Foragido

O cigano Luciano Costich é o principal suspeito pela morte do ambientalista Eduardo Veado e de sua esposa Simone, atropelados em 5 de outubro no Vale do Rio Doce, Minas Gerais. Ele já teve a prisão temporária decretada e está foragido. Segundo o delegado Wagner Salles, Luciano tem passagens na polícia por estupro, rachas de automóveis, direção em alta velocidade e falta de habilitação. Ele foi identificado junto a um grupo de ciganos que está na região desde agosto vendendo roupas de cama.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2006
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20 de outubro de 2006

Pena

A polícia de Minas Gerais acredita que o crime não tem relação com as ameaças de morte que Eduardo recebeu por denunciar desmatamentos em reservas florestais. Mas Luciano pode pegar de 12 a 20 anos de prisão se condenado por dolo eventual (quando não tem intenção de matar, mas assume o risco), ou de 1 a 3 anos por homicídio culposo, pela imprudência na estrada, sendo que as penas devem ser aumentadas porque ele não prestou socorro às vítimas. As investigações ainda não foram concluídas.

Por Redação ((o))eco
20 de outubro de 2006
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