Análises
22 de fevereiro de 2006

Noronha vale a pena II

De Aline Andrade Oi Sérgio, O que acontece é o seguinte: se entrarmos no site da Agenda JF, que cuida da Gestão Ambiental do município, veremos que a legislação sobre Unidades de Conservação municipais segue o Sistema Nacional de Unidades de Conservação conforme a lei 9985/2000. Só que isso só acontece no papel. As categorias de UC's de Juiz de Fora já existiam antes da lei federal e, diferentemente do que aconteceu em vários outros municípios, nós não tivemos que nos adequar à nova lei pois já estaríamos de acordo com ela, já contemplávamos, aproximadamente, as categorias que foram criadas em 2000. Entretanto, muitos pesquisadores questionam: 1º: quando foram categorizadas, antes da lei de 2000, não houve um estudo aprofundado a respeito, como não há até hoje. Pelo menos não temos notícia, salvo alguns estudos isolados de pesquisadores. A própria Prefeitura não tem Plano de Manejo para essas áreas, o que já dá o que pensar... 2º: há um oceano de distância entre o que está no site da Prefeitura e o que acontece na prática. A administração dessas áreas é omissa e não faz cumprir o que diz o SNUC, o que nos leva a concluir que, de fato, não estamos atualizados com relação à preservação do meio ambiente. O que me parece é que a aproximação que existiu entre a lei municipal antiga e nova lei federal trouxe certo comodismo e emperrou qualquer possibilidade de revisão e verificação da pertinência entre as mesmas. Isso gera uma grande polêmica entre os pesquisadores, que parecem ser os únicos preocupados com uma re-avaliação, sobre as categorias atribuídas a determinadas áreas, como por exemplo a Reserva Biológica Municipal do Poço D'Antas, criada por Decreto em 1982, mas que hoje está longe de representar um consenso a esse respeito. Talvez o grande exemplo de sucesso de uma unidade de conservação da cidade seja o Parque da Lajinha, que, sendo parque, está ao alcance da população para ser aproveitado, valorizado e, consequentemente, preservado. Como vc afirmou em sua coluna: quem conhece valoriza e faz por merecer. Categorizar equivocadamente as UC's significa dificultar sua gestão, afastando a população e desvalorizando o patrimônio ambiental. Pra não falar na falta de conhecimento técnico das secretarias municipais que isolam-se em seus gabinetes e fecham os olhos pras produções acadêmicas tão valiosas para a construção do conhecimento. Eu não consigo entender... É o que você fala: isso é um problema generalizado e envolve política, política, política. E irresponsabilidade social, claro. Bom, é isso. Achei que deveria ser mais clara em minhas exposições. Obrigada pela oportunidade, Abraços,

Por Redação ((o))eco
22 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

A caboclada venceu

Faz cinco anos, o governo dos Estados Unidos resolveu implicar com um pequeno grupo de pessoas no estado do Novo México, seguidores da União do Vegetal (UDV), e proibiu a importação dos ingredientes – uma folha e um cipó – usados para fazer a hoasca, ou Daime, um chá empregado nos seus rituais. Disse que continha DMT, substância considerada entorpecente pela lei federal anti-drogas. A turma da UDV não se intimidou. Entrou na Justiça. Admitiu que o chá continha o DMT. Mas invocou a liberdade de religião para defender seu direito de consumí-lo durante suas cerimônias religiosas. O caso chegou até a Suprema Corte americana. Na terça-feira, ela decidiu que a UDV estava correta em sua argumentação e liberou o uso da hoasca em suas práticas espirituais.Leia também a coluna de José Augusto Pádua, publicada em maio do ano passado, sobre a luta da União do Vegetal contra o governo dos Estados Unidos.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

O juiz

A decisão em favor da UDV foi relatada pelo atual presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts. Ele tem 50 anos e foi recém-apontado para o cargo pelo presidente George Bush. É considerado conservador, mas tem forte apego à jurisprudência. A UDV já tinha ganho todos os recursos em instâncias inferiores.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

Tombo consciente

Uma pergunta que não costuma passar por nossas cabeças: por que o gelo é tão escorregadio? Em tempo de Olimpíadas de Inverno, surge a dúvida....

Por Lorenzo Aldé
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

Prepare as pernas

Correr agora conta pontos. E os pontos valem dinheiro. Esta é a premissa dos organizadores das cinco maiores maratonas do mundo, Eles...

Por Lorenzo Aldé
21 de fevereiro de 2006
Reportagens
21 de fevereiro de 2006

Nadando na seca

O Acre vive uma inundação inédita, causada por chuvas que caem longe de seu território. É muita água. Mas o estado continua seco e sob o risco de arder como em 2005.

Por Carolina Elia
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

Lavajato

Quem oferece o serviço de lavagem de carro no Distrito Federal tem seis meses para instalar um equipamento que possibilite a reutilizaçao da água. É o que determina uma nova lei aprovada por lá. Prevê-se uma redução de até 60% no consumo de água desses locais.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
Colunas
21 de fevereiro de 2006

Exageradamente rápida

O Projeto de Lei 3.057/00, que trata do parcelamento do solo urbano, é a prova viva de que, quando há vontade dos parlamentares, a pauta do legislativo anda.

Por Rafael Corrêa
21 de fevereiro de 2006
Reportagens
21 de fevereiro de 2006

Resistência alada

Várias aves freqüentam as margens dos poluídos rios de São Paulo. Já estão habituadas ao ambiente. No Pinheiros, novas árvores multiplicaram os passarinhos.

Por Karina Miotto
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

Limitado

Justiça concedeu liminar que limita o percentual de compensação ambiental a 0,5% sobre os custos totais de uma obra. O caso foi levado aos tribunais pela Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica, que era contra o Ibama poder fixar o percentual de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelos investimentos. A decisão foi tomada pelo TRF da 1ª Região, que considerou a falta de precisão na forma de definir o percentual ilegal.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006
Notícias
21 de fevereiro de 2006

Geleiras de ouro

Mal foi eleita e a nova presidente do Chile, Michelle Bachelet, já enfrenta uma prova de fogo na área ambiental. Depois de mais de dez anos de briga, está para receber sinal verde o projeto Pascua Lama, que permitirá a empresa transnacional Barrick Gold a explorar jazidas de ouro, prata e cobre nas Cordilheiras dos Andes, bem na fronteira com a Argentina. O projeto é considerado uma bomba-relógio porque pode destruir pelo menos três geleiras, secar rios e exterminar a fauna e flora local. Em campanha, Bachelet se comprometeu a impedir a exploração.

Por Redação ((o))eco
21 de fevereiro de 2006

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