Nada santa
O trocadilho é inevitável. De santa, a Monsanto – principal fabricante de sementes transgênicas do mundo – não tem nada. Ela concordou em pagar 1.5 bilhões de dólares ao governo americano para livrar-se de processo judicial. Nele, a empresa era acusada de ter subornado com 50 mil dólares membro da área ambiental do governo indonésio para acabar com restrições ao uso de sua semente de algodão geneticamente modificada. Em outro caso, que também faz parte do acordo que envolveu o pagamento de multa, a Monsanto gastou 700 mil dólares para engraxar as engrenagens do governo indonésio em favor de seu algodão Frankenstein. Um dos principais países onde a Monsanto distribui suas sementes especiais, lembra o Financial Times (área gratuita), é o Brasil. Não há notícia de que por aqui ela tenha subornado alguém. →
Efeito contrário
Os carros híbridos nos Estados Unidos, capazes de funcionar com gasolina ou combustíveis limpos, estão tendo um impacto contrário ao previsto. Em certas cidades, viraram dor de cabeça ambiental. É que por conta de suas características, foram liberados para circular em qualquer horário e sem restrições nas grandes cidades americanas – onde em geral, na hora do rush, há pistas exclusivas para carros que carregam 3 ou mais passageiros. Resultado, o aumento no número de veículos nesses horários está provocando engarrafamentos monstros. A reportagem está no The Washington Post (gratuito, pede cadastro). →
Oportunismo
A Technology Review tem nota com links para sites da Internet onde cientistas defendem a tese que o tsunami na Ásia tem ligação direta com o aquecimento global. Aparentemente, tem gente que parecia ser responsável esposando tese, que segundo a revista, é irresponsável. Tsunamis, diz a nota, são eventos singulares causados por eventos submarinos como terremotos que acontecem na Terra há milhões de anos, muito antes de se imaginar a existência do efeito estufa. Conectar uma coisa à outra não passa de subordinação do rigor científico às necessidades da política. →
Fraude
Estudo do governo americano, cujos resultados estão hoje no The New York Times, alerta que os programas de emagrecimento vendidos em livros e DVDs aos americanos não ajudam ninguém a perder peso de maneira definitiva. A pesquisa mostra que a maioria dos usuários dessas dietas volta a gordura original em média 6 meses depois de pararem com o programa. →
Cerrado, fechado, liqüidado
Apesar da crescente conscientização e de iniciativas louváveis, ainda há muito a fazer para evitar a extinção do patinho feio da natureza brasileira: o Cerrado. →
O melhor do Brasil
O país se destaca em ações para conservação do meio ambiente através de leis e da luta diária de brasileiros de todos os tipos. É preciso dar um viva a isso. →
Turismo circense
Dromedários carregam turistas pelas dunas das praias de Natal. É mais um sinal de que o Nordeste realmente não tem mais função a dar ao seu animal símbolo, o jegue. →
Tsunami humana
O The Guardian (gratuito) publicou um capítulo do livro “Collapse: How Society Choose to Fail or Survive”, do americano Jared Diamond, que alerta que desastres ambientais provocados pelo homem podem vir a ser mais catastróficos do que as tsunamis que arrasaram o sul da Ásia. O artigo lembra que não devemos contar com a tecnologia para nos salvar. O livro, do mesmo autor de “Armas, Germes e Aço”, ainda não foi lançado no Brasil. →
Marcos Bonisson e as águas diamantinas
As fotos de Marcos Bonisson transformam os rios, lagos e cachoeiras da Chapada Diamantina em quadros abstratos, com cores e formas quase inverossímeis. →
Ressaca na Ilha Grande
Programa de Turismo Inclusivo do BNDES desagrada donos de pousada e a Prefeitura, mas prevê investimentos em saneamento e a ampliação das áreas de conservação. →
Serra das Confusões, fera intocada
O maior cenário de caatinga do mundo é intenso. Não é qualquer um que consegue chegar neste lugar cheio de barreiras e segredos. Tampouco sair. →




