Passado o susto na eclusagem ontem, acordamos as 6:30 am e logo vimos um senhor que veio curioso olhar o veleiro. Sr. Eliseu é o proprietário da casa em frente a qual aportamos na noite anterior. Estávamos preocupados com as linhas de alta tensão da CESP que cruzam sobre o Rio, logo abaixo de Porto Primavera. Se houvesse a posssibilidade de serem baixas e algum risco de tocar o mastro, iriamos deixar para montá-lo após ter passado o perigo. Sr. Eliseu nos tranquilizou:- Vixi! Passa sossegado!
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Copa do Mundo das Áreas Protegidas: Grupo D
EUA, Paraguai, Austrália e Turquia disputam vaga na próxima fase. Na Copa das Áreas Protegidas, cada país entra em campo com suas estratégias de conservação →
Produtores rurais impedem audiência pública sobre criação de UC no Pantanal
Com discurso carregado de desinformação sobre “impactos” do Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra, grupo liderado por sindicato rural ocupa auditório e nega diálogo com ICMBio →
Entenda por que a extinção das línguas é uma questão ambiental
Mais de 2 mil línguas indígenas correm risco de desaparecer neste século – e, com elas, poderemos perder conhecimentos ecológicos tradicionais de suma importância →

Saindo de temas por demasiados polêmicos e complexos para serem tratados aqui e voltando a viagem per si: Ao longo do percurso passamos, sem parar, por Porto São José onde fomos festejados pela molecada nos barrancos que gritava em coro “Pára aqui… Pára aqui….”. Provavelmente somos o primeiro barco a vela que avistaram sangrando as águas do Paraná naquela região, o que é confirmado por velhos pescadores da região. As 15:00 hs aportamos em Porto Rico, onde também arregalamos os olhos de alguns moradores locais. Aportamos e logo estávamos saboreando uma porção de Tilápia frita no Restaurante Beira Rio, afinal ninguém é de ferro, e avistando a ilha com uma praia de areia logo a frente, onde seria nosso pernoite. As 17:00 velejamos até a ilha ainda com vento leste, e presenteamos a proa do Passárgada com uma encalhada planejada na ilha. Logo saltamos e saimos a caminhar explorando o local. À noite, improvisamos uma grelha na areia e nosso jantar foi linguiça assada … empanada com a areia que caiu e arroz. Logo em seguida, ligamos o gerador para alimentar os notebooks e preparamos nosso texto diário. Dormimos vendo, entre o mosquiteiro do Passárgada, estrelas cadentes despecando pelo céu.