Passado o susto na eclusagem ontem, acordamos as 6:30 am e logo vimos um senhor que veio curioso olhar o veleiro. Sr. Eliseu é o proprietário da casa em frente a qual aportamos na noite anterior. Estávamos preocupados com as linhas de alta tensão da CESP que cruzam sobre o Rio, logo abaixo de Porto Primavera. Se houvesse a posssibilidade de serem baixas e algum risco de tocar o mastro, iriamos deixar para montá-lo após ter passado o perigo. Sr. Eliseu nos tranquilizou:- Vixi! Passa sossegado!
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Saindo de temas por demasiados polêmicos e complexos para serem tratados aqui e voltando a viagem per si: Ao longo do percurso passamos, sem parar, por Porto São José onde fomos festejados pela molecada nos barrancos que gritava em coro “Pára aqui… Pára aqui….”. Provavelmente somos o primeiro barco a vela que avistaram sangrando as águas do Paraná naquela região, o que é confirmado por velhos pescadores da região. As 15:00 hs aportamos em Porto Rico, onde também arregalamos os olhos de alguns moradores locais. Aportamos e logo estávamos saboreando uma porção de Tilápia frita no Restaurante Beira Rio, afinal ninguém é de ferro, e avistando a ilha com uma praia de areia logo a frente, onde seria nosso pernoite. As 17:00 velejamos até a ilha ainda com vento leste, e presenteamos a proa do Passárgada com uma encalhada planejada na ilha. Logo saltamos e saimos a caminhar explorando o local. À noite, improvisamos uma grelha na areia e nosso jantar foi linguiça assada … empanada com a areia que caiu e arroz. Logo em seguida, ligamos o gerador para alimentar os notebooks e preparamos nosso texto diário. Dormimos vendo, entre o mosquiteiro do Passárgada, estrelas cadentes despecando pelo céu.