Levantamos a vela logo cedo e partimos rumo a Santa Helena. Cuidadosamente procuramos o canal demarcado para passarmos pelo corredor de pedras do que foram um dia as sete quedas e cuidado redobrado com as torres e linhas de transmissão. Passado o perigo nos impressionamos com o abismo formado pelo vale inundado, identificado com nosso ecobatímetro (o aparelho que mede a profundidade). Ele mostrava 70-80 metros de profundidade, chegando à marca dos 106. As matas ciliares dominadas por leucenas mortas (Leucena leucocephala) plantadas como pioneiras no programa de recomposição das matas ciliares do reservatório, agora empesteiam toda a paisagem. O lado paraguaio chamou a atenção pela constante fumaça de queimadas.
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Desabafos à parte, nosso veleiro continuou pelo canal quase que indiferente à nossa indignação. Aportamos no fim da tarde no balneário Santa Helena. Aproveitamos a tarde para programar nosso retorno e organizar as coisas e as idéias. Andamos pelo balneário e procuramos um lugar para comer. Após o jantar, um balanço geral. Cortes e mais cortes nas mãos e pés, arranhões, unhas quebradas, dor, mal jeito, etc, etc, etc. A exaustão já era tão grande que não tínhamos certeza se não adormeceríamos no meio do caminho até o barco. O veleiro Pasárgada, esse bravo guerreiro, nem de longe mostrava os sinais de cansaço de seus exaustos tripulantes. Pelo contrário. Apagamos com o som das cordas ao vento batendo no mastro. Como diria nosso amigo Toy: “Chamando para a briga.”