O programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), conduzido pelo governo brasileiro com apoio da agência de cooperação alemã (GTZ) e pela ONG WWF, é um importante estoque de carbono. Isso é que sustenta um estudo feito pelo WWF-Brasil, o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com a pesquisa, até 2050, as unidades de conservação criadas pelo programa evitariam a emissão de 1,8 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera. Isso representa mais ou menos 5% do total das emissões globais em um ano.
O estudo olhou para os 31 milhões de hectares protegidos pelo Arpa e projetou as áreas que estariam sob pressão de desmatamento para descobrir quanto carbono permanecerá guardado na floresta preservada. Os dados, ainda preliminares, ajudam a esquentar a disputa aqui em Bali sobre mecanismos de incentivo financeiro para combate ao desmatamento. Projeções sobre a destruição de áreas florestadas não estão sendo bem aceitas nas negociações. A delegação brasileira, por exemplo, fala em incentivos para reduções efetivas do desmatamento.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Justiça determina que Rio incorpore clima no processo de licenciamento ambiental
Decisão estabelece prazo de 90 dias para que prefeitura passe a exigir de empreendimentos poluidores plano de mitigação de emissões e medidas de compensação →
Quase 600 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre
Mais de 80% das áreas protegidas do bioma não apresentaram desmatamento entre janeiro e junho deste ano, segundo o Imazon. É o melhor desempenho dos últimos 8 anos →
A Era do Fogo: o alerta que vem da França
Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência →
