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O impasse, que vem dificultando as negociações, segue sendo o papel que os países desenvolvidos e os em desenvolvimento devem assumir na nova fase de Quioto. O governo Mexicano destaca que é importante encontrar um equilíbrio para que nenhuma das partes fique em desvantagem. O negociador chinês, Su Wei, revelou em entrevista à rádio estatal que as perspectivas do encontro não são boas, mas não explicou o motivo.
Os negociadores brasileiros, como o embaixador André Corrêa do Lago e a ministra do Meio Ambiente Izabela Teixeira destacam como essencial um segundo período do Protocolo de Quioto, tanto para manter os países engajados quanto para preservar o meio ambiente com a redução de emissões. Lago argumentou aos jornalistas que se o protocolo morrer, acredita não ser mais possível chegar a qualquer outro acordo total das partes.
As organizações ambientais não governamentais cobram uma definição urgente para que, após 2012, o planeta não fique sem uma regulamentação para emissão de gases de efeito estufa. Enfatizam que, se isso acontecer, o futuro climático do planeta é incerto, assim como os seus impactos nas regiões mais vulneráveis e pobres.
Protestos também estão sendo preparados. Com o nome de “Ocupe a COP 17”, o movimento pretende tomar o centro de conferências, segundo a agência EFE. Através do blog occupycop17 os manifestantes combinam uma assembleia no cruzamento das duas ruas principais de Durban e afirmam a intenção de ficarem instalados lá até o dia 9 de dezembro, último dia da COP 17.
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