Nesta semana, as cinco etnias indígenas que serão afetadas pela construção do complexo hidrelétrico do rio Juruena (MT) sentaram à mesa com representantes dos empreendedores Maggi Energia e Juruena Investimentos e Participações Ltda, secretaria estadual de meio ambiente e Funai para discutir cifras. Índios rikbaktza, paresi, nambiquara e mynky concordaram em receber os seis milhões de reais relativos à compensação financeira por oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em fase de instalação e não quiseram mais saber de discutir os impactos das usinas. Mas foram surpreendidos com a manifestação contrária dos índios enanwene nawe, que durante a reunião mostraram aos demais mapas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) alertando para mais de 70 projetos hidrelétricos em estudos próximos às terras indígenas.
Leia também
Incêndios na Patagônia expõem nova dinâmica do fogo impulsionada pelo clima
Queimadas já devastaram milhares de hectares na Argentina e Chile, enquanto especialistas alertam para o papel das mudanças climáticas e da ação humana na intensificação do fogo na região →
Paleontólogos pedem proteção da Floresta Petrificada de Altos, no Piauí
Abaixo-assinado pede a criação de uma unidade de conservação e um parque paleontológico para proteger a área, ameaçada por desmatamento e queimadas →
Instituto Escolhas abre edital para bolsas de pesquisa sobre a Caatinga
Programa é voltado para estudantes de pós graduação nascidos ou que estejam matriculados em instituições de ensino localizadas da região nordeste; inscrições estão abertas até 31 de março →




