Salada Verde

Hidrelétricas dividem indígenas

Cinco etnias indígenas discutiram a compensação financeira pelo complexo de usinas do Juruena. Quatro toparam a oferta de 6 milhões de reais. Os Enawene nawe se fecharam em copas.

Salada Verde ·
10 de outubro de 2008 · 18 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Nesta semana, as cinco etnias indígenas que serão afetadas pela construção do complexo hidrelétrico do rio Juruena (MT) sentaram à mesa com representantes dos empreendedores Maggi Energia e Juruena Investimentos e Participações Ltda, secretaria estadual de meio ambiente e Funai para discutir cifras. Índios rikbaktza, paresi, nambiquara e mynky concordaram em receber os seis milhões de reais relativos à compensação financeira por oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em fase de instalação e não quiseram mais saber de discutir os impactos das usinas. Mas foram surpreendidos com a manifestação contrária dos índios enanwene nawe, que durante a reunião mostraram aos demais mapas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) alertando para mais de 70 projetos hidrelétricos em estudos próximos às terras indígenas.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
22 de setembro de 2026

Mobilidade é vida: um caminho para as pessoas, não aos carros

No Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, é preciso lembrar de defender e de fortalecer o transporte público de qualidade

Notícias
21 de setembro de 2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Análises
21 de setembro de 2026

Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?

Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.